Professores gaúchos entram em greve na segunda

Professores do estado fizeram um protesto na manhã desta quinta-feira (14) contra o pacote de medidas do governador Eduardo Leite. Estiveram na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini e na Assembleia Legislativa.

Anunciaram também greve a partir de segunda-feira (18).

“Nós vamos fechar as escolas. Os alunos estão conosco. Eles (governo) verão a maior greve que esse Estado já teve. É guerra que Leite quer? É guerra que ele vai ter — discursou a presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer.

No dia 9 passado, o governador apresentou detalhes da reforma estrutural que será proposta pelo Executivo à Assembleia Legislativa no final deste mês, com a qual projeta reduzir os custos da máquina pública.

Em um cenário no qual 82% da despesa liquidada até o momento em 2019 está comprometida com o pagamento de pessoal, as medidas propostas focam a contenção da despesa vegetativa, em uma reforma da previdência que acompanhe os parâmetros da reforma nacional, e a modernização de regimes de trabalho que poderão auxiliar na rotina do serviço público.

“Foi uma conversa franca, honesta, transparente e respeitosa. Há quatro anos, o RS não consegue pagar os salários em dia, então, é evidente que precisamos, sim, adaptar a estrutura da máquina pública. Mostramos o cenário que trouxe o Estado até as condições atuais e apresentamos as perspectivas. Os projetos ainda não estão prontos justamente porque queremos, com essa rodada de conversas, conhecer os anseios e as angústias dos servidores para anotarmos sugestões e avaliarmos o que pode ser alterado na redação final”, detalhou o governador.

Segundo o governo, as medidas projetadas para o magistério incluem melhorias no abono família, redução no abatimento do vale-refeição, incentivos para qualificação dos professores, previsibilidade e segurança jurídica, suspensão do estágio probatório e manutenção da estrutura de classes. Haverá, também, alterações no regime previdenciário dos professores, levando em consideração o que for decidido no cenário nacional.

“Os professores argumentam que não aguentam mais a situação atual dos salários, com falta de reposição. O que causou essa situação foi a estrutura atual do plano de carreira dos servidores, que demanda aporte em gratificações, que se incorporam, e fazem com que o Estado não tenha qualquer perspectiva de promover sequer a reposição inflacionária. Isso deixa muito claro que, sem dúvida, precisamos de uma reforma”, argumentou o governador.

Veja os principais pontos da reforma AQUI.

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