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Brasil & Mundo

AÇÃO ABSURDA DO DAER CONTRA A BUSER É A “CARA DO BRASIL”

Imagine o Daer parando a espaçonave do Jeff Bezos no meio do caminho para autuar todo mundo. “Vocês não têm licença para transportar passageiros!”

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Pelas reações nas redes sociais do Amigos e a grande visitação ao jornal nestas segunda e terça feiras, a maioria dos leitores ficou animada com a notícia da entrada em operação da empresa Buser, o “Uber dos ônibus” – para transporte de passageiros entre alguns municípios gaúchos (Pelotas, Porto Alegre, Rio Grande etc.), por preços até 60% menores do que os cobrados em rodoviária e, pelos primeiros 30 dias, como estratégia de atração de viajantes, com passagens gratuitas de Pelotas e outras cidades do Interior que sigam para Porto Alegre.

O texto produziu muito mais consumidores felizes do que o contrário. Os primeiros aplaudiram a inovação, os benefícios do novo serviço; os demais alegam como motivo de sua contrariedade que as empresas atuais seriam prejudicadas, como se fossem propriedades deles, e fossem, eles, doutores em economia.

No fim do dia de ontem, 4, veio a notícia de que o Daer (Departamento de Estradas de Rodagem), órgão do governo do estado, apreendeu quatro ônibus da Buser, justificando que a empresa está ilegal, chegando ao ponto de constranger passageiros, ao fotografar os bilhetes das passagens das telas de celulares daqueles, como se o órgão fosse uma força de repressão. Logo no “Dia do Empreendedor“. A Buser reagiu, sustentando que está dentro da lei e que irá recorrer à justiça. Creio que o caso vale uma reflexão.

CAPITALISMO CARTORIAL X LIBERDADE ECONÔMICA

A maioria das pessoas não entende o motivo pelo qual o governo tenta frear o serviço da Buser. Afinal, se em termos práticos o consumidor é beneficiado, é mesmo incompreensível e indefensável.

O problema é o tipo de capitalismo que praticamos no Brasil – cartorial. É sempre uma luta enorme acabar com os cartórios. Só aos poucos, aos trancos e barrancos, retardando a inovação ao máximo, a questão vai sendo enfrentada e superada, como vem ocorrendo com a Uber, igualmente como a Buser, um sistema de transporte por aplicativo.

Quando os liberais brasileiros falam que o País precisa de “liberdade econômica”, é de coisas como esse caso do Daer x Buser que eles falam. A reação do governo gaúcho, ontem, é impensável em um país anglo-saxão, como os Estados Unidos, onde a legislação econômica é desregulamentada justamente para favorecer a inovação, a efervescência dos negócios, a concorrência e, em última instância, os consumidores finais. No Brasil, o sistema está montado para inibir as inovações, favorecer a economia de cartório e manter o consumidor cativo, geralmente pagando mais caro pelos serviços.

A diferença-chave: no Brasil, o que não está previsto na lei é proibido, tem que estar regulamentado para funcionar. Nos EUA, o pensamento é libertador: tudo o que não está proibido é permitido. Nos EUA, o fato de um serviço não estar regulamentado não impede uma empresa de funcionar, desde que legalmente constituída, com impostos em dia e os serviços que presta estejam aptos, como é o caso da Buser.

E O CONSUMIDOR, ONDE FICA?

Quando as inovações que vêm da economia capitalista plena chegam ao Brasil, como foi com a Uber, e agora com a Buser, com seus ônibus intermunicipais mais baratos, igualmente seguros e confortáveis, logo entram em conflito com o nosso sistema cartorial, que rapidamente se mobiliza para proteger os próprios interesses, que em geral não coincidem com os dos consumidores. O argumento de oposição é o velho de sempre: a inovação vai prejudicar as atuais empresas, no caso, prestadores de serviço. É um argumento no mínimo apressado.

O problema do sistema brasileiro é que não é pensado para o consumidor. Ora, tem de deixar o consumidor resolver, deixar o mercado funcionar.

Por que a Buser não pode operar se a empresa está apta, se possui ônibus emplacados, se motorista tem carteira para dirigir? Alegam que a empresa não está qualificada pelo Daer para rodar. Por quê? Se motorista do Buser tem carta, se o ônibus está de acordo com legislação e a empresa com impostos em dia, por que não pode operar? Dizem também: “Ah, mas as empresas atuais têm exclusividade sobre as linhas?” (leia mais, adiante). E a concorrência, onde está o interesse do consumidor?

Como estratégia de inserção negocial, a Buser ofereceu passagem de graça até 30 deste outubro. O governo diz que não pode. Então é isso? Não pode viajar porque é proibido pelo governo? Absurdo!

Em vez de barrar a inovação, os acomodados agentes econômicos brasileiros precisariam um pouco daquele desbravador ânimo americano para se adaptar, se não o espírito empreendedor morre, a economia estagna, o consumidor é penalizado e o País vai ficando para trás, como – citando outro exemplo no transporte – ocorria no tempo da aérea Varig, que cobrava caro pela passagem, e só quem podia viajar eram os mais ricos (quando a concorrência veio, até o consumidor de menor renda começou a viajar pelo céu com a família).

PARECIA QUE TAXISTA ERA COMANDANTE DE PORTA-AVIÕES

Com o Uber, o absurdo do sistema brasileiro ficou de uma vez por todas evidente. Antes só táxis tinham autorização para funcionar. Parecia que táxi era (é) uma atividade de outro mundo, quase alienígena! Antes, um cidadão qualquer, mesmo que tivesse carta de motorista, carro com IPVA em dia, era proibido de cobrar alguém por transportá-lo. “Tem que ter licença do governo”, diziam. Perdão pela redundância: Um absurdo! Nos EUA, uma coisa assim é impensável. Então o Uber chegou ao Brasil e aquele absurdo ficou claro enquanto a tarifa caiu. Os taxistas protestaram, mas já agora trabalham para se adaptar e enfrentar a concorrência.

Notas alguma diferença nos veículos de táxi e de Uber? Não há. A diferença era o “cartório”. Hoje qualquer um pode oferecer o serviço, não tem mais isso de “só eu posso fazer”. Parecia coisa de criança, mas no Brasil ainda era (é) assim. “É meu, ninguém toca”.

No caso da Buser, com a ação coercitiva do Daer, fica parecendo que ser motorista de ônibus é, como no exemplo do taxista, “coisa de outro mundo”. Até parece que um motorista é um piloto de caça, um comandante de porta-aviões! Ora, se a pessoa tem carteira, se o veículo passou por vistoria e está apto a trafegar, se o condutor tem bons antecedentes, sem ficha criminal, por que não pode botar pessoas sentadas no seu ônibus e levar até Porto Alegre, por exemplo? Por que não pode? Por que não pode o cidadão parar seu ônibus num ponto permitido fora do centro e prestar aquele serviço? Por que o governo não deu licença? Valem mais perguntas.

PROTEÇÃO GOVERNAMENTAL

Por que o governo autoriza apenas uns poucos a prestar serviços? Por que o benefício só para alguns? Por que o governo tem de decidir quem pode e quem não pode prestar serviço? Por quê? Além disso, quando escolhe e autoriza um prestador de transporte em ônibus, o governo a maioria das linhas para um só, em vez de distribuí-las para três, quatro empresas aptas a fazer aquelas linhas. Isso seria bom pela razão obvia: concorrência! Essa atitude, de novo, faz lembrar da antiga situação da Varig, que detinha a exclusividade dos voos internacionais. Como era a única aérea que o governo autorizava a fazer o transporte internacional, sem concorrência, o consumidor ficava na mão da empresa, obrigado a desembolsar pequenas fortunas para viajar. E claro, sozinha no mercado, a Varig não fazia promoções.

No caso dos ônibus intermunicipais, igualmente não há promoções. Não há passagens mais baratas em ônibus da meia-noite, que costuma ter poucos passageiros. Não há atrativos como lanche na viagem, para atrair mais viajantes. Não há oferta de ônibus pequenos para viagens, em vez de hora em hora, de quinze em quinze minutos, deixando o passageiro no centro de Porto Alegre. Não tem benefício nenhum para o consumidor porque não tem concorrência. Tanto faz como tanto fez. Então não tem inovação, diferenciação nos serviços, que teria se houvesse concorrência.

Quando Henry Ford criou os carros, eles eram todos pretos. Ford achava que ninguém queria carro colorido. Aí chegou a Chevrolet, a Chrysler, oferecendo carro colorido. Onde não há concorrência, não se evolui.

Imagine o Daer parando a espaçonave do Jeff Bezos no meio do caminho para autuar todo mundo. “Vocês não têm licença para transportar passageiros!”

É ruim, hein!

Pera aí, Bezos!!!

1 Comment

1 Comment

  1. Fortino Reyes

    05/10/21 at 18:16

    Tu achas que se o foguete do Jeff fizesse uma linha igual a que por exemplo os Expressos atuais fazem já não teriam proibido o Jeff de voar? Ah, eles tem o monopólio seguramente com a proteção não dos céus, mas de alguém de cima também …

Obrigado por participar. Comentários podem ser rejeitados ou ter a redação moderada. Escreva com civilidade, por favor. Abç.

Brasil & Mundo

Presidente do TSE volta a defender regulamentação de redes sociais

Para ministro Luís Roberto Barroso, regulamentação de plataformas digitais ajudarão a combater desinformações

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, voltou hoje (26) a defender a regulamentação de plataformas digitais de modo a combater “desinformações que comprometem a democracia”.

“Precisamos enfrentar a desinformação, sobretudo quando ela ofereça grave risco para a democracia ou para a saúde”, disse o ministro, citando como exemplo a live em que o presidente Jair Bolsonaro relacionou a vacina contra covid-19 à Aids. A transmissão foi retirada do ar ontem (25) pelo Facebook. 

Barroso defendeu ser “preciso ter algum tipo de controle de comportamentos, conteúdos ilícitos e da desinformação que ofereça perigos para valores caros da sociedade como a saúde e a democracia”.

As declarações do ministro foram dadas durante a mesa de abertura de  seminário internacional sobre desinformações e eleições, realizado pelo TSE. O evento é transmitido ao vivo pelo canal do TSE no YouTube e segue até as 18h.

O professor Lawrence Lessig, da escola de direito de Harvard, uma das vozes mais proeminentes a favor da regulação das redes sociais, fez um alerta sobre o modo que a inteligência artificial dos algoritmos das plataformas pode manipular o debates entre usuários de modo a potencializar conflitos.

Segundo Lessig, isso ocorre porque a polarização e o antagonismo são um dos meios mais eficazes de maximizar o engajamento dos usuários nas redes sociais e, consequentemente, favorecer os negócios e aumentar o lucro dessas plataformas.

“A melhor estratégia do capitalismo de vigilância é adotar uma política de ódio. Eles lucram mais quanto mais polarizado e ignorante o público é; quanto mais raivosos, emocionais, quanto mais falsas as crenças, mais engajamento haverá”, alertou o professor.

Longe de ser uma especulação, o resultado dessa manipulação pode ser observado no mundo real, acrescentou Lessig, que citou como exemplo a invasão ao Capitólio, em Washington, que teve como impulso teorias disseminadas online sobre fraudes na eleição presidencial deste ano dos Estados Unidos, em janeiro.

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Disparos em shopping nos EUA deixam dois mortos e quatro feridos

O tiroteio terminou com o único suspeito sob custódia

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Duas pessoas morreram e quatro, incluindo um policial, ficaram feridas nessa segunda-feira (25) por disparos em um shopping de Boise, no estado norte-americano de Idaho. O tiroteio terminou com o único suspeito sob custódia, disseram autoridades.

Os detalhes do incidente ainda eram escassos, mas o chefe de polícia de Boise, Ryan Lee, disse a repórteres que a polícia reagiu a relatos de disparos no Boise Towne Square pouco antes das 14h locais.

Os policiais que chegaram ao local “encontraram um indivíduo que correspondia à descrição do suspeito”, o que levou a uma troca de tiros com o agressor. Um policial ficou ferido e o atirador foi preso, disse Lee.

“Acreditamos que só havia um único atirador envolvido, e não existe ameaça à comunidade como um todo”, disse Lee.

Nenhuma informação sobre o suspeito foi fornecida, e nenhuma das vítimas foi identificada. Lee também não detalhou as circunstâncias do incidente, acrescentando: “Realmente não podemos, a esta altura, falar de qualquer motivação por trás disso”.

Joey Bernal, que estava no local, disse ao jornal Idaho Statesman que estava na praça de alimentação do shopping quando ouviu de cinco a oito tiros e que seguranças o escoltaram para fora do prédio antes de a polícia chegar.

O Boise Towne Square se localiza no extremo oeste da capital de Idaho e sua área metropolitana mais populosa, uma cidade de cerca de 250 mil habitantes.

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CPI quer Bolsonaro banido das redes por associar covid e Aids

A CPI quer a retratação do presidente da República e que ele seja banido das redes sociais

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Na última sessão da CPI da Covid, agora, a maioria dos senadores aprovou dois requerimentos pedindo a responsabilização de Jair Bolsonaro pela mentira de ter associado a vacina contra a Covid à Aids.

A CPI quer a retratação do presidente da República e que ele seja banido das redes sociais.

“O senador Jorginho acha que as palavras do presidente estão corretas”, provocou o presidente do colegiado, Omar Aziz (PSD). “Eu não pedi comentário”, rebateu o governista.

Aziz:“A Presidência é uma instituição, não é um cargo de boteco, em que você fala o que quer, tomando cerveja e comendo churrasquinho.”

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