RS fecha semestre com maior venda de veículos desde o mesmo período de 2019
Sincodiv/Fenabrave-RS aponta crescimento de 2,65% no semestre. Veículos 100% elétricos ganham protagonismo no mercado gaúcho e BYD Dolphin Mini torna-se o segundo automóvel mais vendido do Estado
O mercado de distribuição de veículos do Rio Grande do Sul encerrou o primeiro semestre de 2026 com 89.144 unidades emplacadas, entre automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros veículos.
Embora ainda abaixo do recorde histórico registrado em 2019, quando o Estado alcançou 92.225 emplacamentos no primeiro semestre, o desempenho atual confirma 2026 como o melhor primeiro semestre dos últimos sete anos, consolidando a recuperação gradual do setor automotivo gaúcho. Já em relação ao mesmo período de 2025, o resultado representa crescimento de 2,65%.
“Encerramos o melhor primeiro semestre desde 2019. Mesmo convivendo com juros elevados, restrições ao crédito em alguns segmentos e os reflexos da economia gaúcha, especialmente sobre o agronegócio, o setor demonstrou resiliência. O consumidor voltou às concessionárias, novas tecnologias ganharam espaço e o mercado segue mostrando capacidade de adaptação e crescimento”, afirma o presidente do Sincovid/Fenabrave do RS, Jefferson Fürstenau (foto).
Somente em junho deste 2026 foram comercializadas 15.771 unidades, alta de 3,74% sobre maio e crescimento de 17,87% em comparação com junho de 2025. Para o presidente do Sincodiv/Fenabrave-RS, Jefferson Fürstenau, o resultado demonstra a capacidade de recuperação do mercado mesmo diante de um ambiente econômico ainda desafiador.
AUTOMÓVEIS SEGUEM IMPULSIONANDO MERCADO
O segmento de automóveis permanece como principal responsável pelo desempenho estadual. Entre janeiro e junho foram comercializados 47.127 automóveis, crescimento de 9,31% frente ao mesmo período de 2025. Apenas em junho foram 8.958 unidades, alta de 25,64% sobre junho do ano passado. No ranking nacional, o Rio Grande do Sul ocupa a 6ª colocação em volume de vendas de automóveis.
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COMERCIAIS LEVES SENTEM REFLEXOS DA ECONOMIA REGIONAL
Os comerciais leves encerraram o semestre com 10.758 unidades, retração de 14,76% em relação ao primeiro semestre de 2025. Embora junho tenha apresentado estabilidade (+0,71% sobre junho de 2025), o acumulado reflete principalmente um ambiente econômico mais cauteloso para pequenos empresários, produtores rurais e prestadores de serviços, segmentos que tradicionalmente respondem por parcela importante da demanda desses veículos. O Rio Grande do Sul ocupa atualmente a 7ª posição nacional no segmento.
CAMINHÕES ACOMPANHAM DESACELERAÇÃO DO AGRONEGÓCIO
O segmento de caminhões acumulou 3.328 emplacamentos, queda de 21,79% no semestre. A recuperação observada em junho, com crescimento de 40,5% sobre maio tem bastante influência do programa Move Brasil que para o setor de pesados foi bastante significativo.
O mercado de Caminhões apresentou alta de 7,63% frente a junho de 2025, o acumulado ainda reflete os impactos da desaceleração do setor primário gaucho.
A redução da renda agrícola, provocada pelas sucessivas estiagens dos últimos anos, pela queda na rentabilidade de importantes culturas e pela maior seletividade no crédito rural, reduziu investimentos em renovação de frota.
Dados recentes do setor agropecuário apontam diminuição na receita dos produtores gaúchos em diversas cadeias produtivas, afetando diretamente a demanda por veículos de transporte de cargas e equipamentos. Mesmo diante desse cenário, o Estado mantém a 5ª colocação nacional em vendas de caminhões.
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ÔNIBUS APRESENTAM RECUPERAÇÃO EM JUNHO
As vendas de ônibus totalizaram 549 unidades no semestre, retração de 25% frente ao primeiro semestre de 2025. Junho, entretanto, registrou reação importante, com 124 unidades comercializadas, crescimento de 37,8% sobre maio, também influenciado pelo Programa Move Brasil. O Rio Grande do Sul ocupa a 6ª colocação nacional no segmento.
MOTOCICLETAS MANÊM CRESCIMENTO
As motocicletas continuam apresentando desempenho positivo no Estado. Foram 18.626 unidades comercializadas no semestre, crescimento de 6,65% sobre 2025.
Apesar da pequena retração em junho frente a maio (-1,8%), o segmento segue impulsionado pela expansão dos serviços de entrega, mobilidade urbana e alternativas de transporte de menor custo. No ranking nacional, o Estado ocupa a 19ª colocação, posição influenciada pelo perfil histórico da frota gaúcha, menos dependente desse modal do que outras regiões do país.
IMPLEMENTOS RODOVIÁRIOS MANTÊM PROTAGONISMO
Mesmo apresentando retração de 12,2% no semestre, com 2.663 unidades comercializadas, o Rio Grande do Sul permanece como um dos principais mercados brasileiros para implementos rodoviários. O Estado ocupa a 4ª colocação nacional, refletindo a força de sua indústria implementista e da cadeia logística regional.
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COMPARATIVO COM O BRASIL
Enquanto o Grande do Sul registrou crescimento geral de 2,65% no semestre, o mercado brasileiro avançou 16,01%, impulsionado principalmente pelo desempenho dos automóveis e motocicletas. Comparativo do acumulado de janeiro a junho
• Automóveis o RS: +9,31% o Brasil: +23,67% • Comerciais leves o RS: -14,76% o Brasil: +7,75% • Caminhões o RS: -21,79% o Brasil: -9,39% • Ônibus o RS: -25,00% o Brasil: -7,97% o • Motocicletas o RS: +6,65% o Brasil: +14,10% • Implementos rodoviários o RS: -12,20% o Brasil: -9,22%
RS MANTÉM DESTAQUE NACIONAL
No acumulado do primeiro semestre, o Estado ocupa as seguintes posições no ranking nacional de emplacamentos:
• Automóveis: 6º lugar • Comerciais leves: 7º lugar • Caminhões: 5º lugar • Ônibus: 6º lugar • Motocicletas: 19º lugar • Implementos rodoviários: 4º lugar
No ranking geral de todos os segmentos, o Rio Grande do Sul ocupa a 11ª colocação nacional.
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ELETRIFICADOS CONSOLIDAM NOVA FASE DO MERCADO GAÚCHO
O primeiro semestre de 2026 também marcou uma mudança importante no perfil do consumidor gaúcho. Atualmente, os veículos 100% elétricos superaram os modelos híbridos nas vendas estaduais, evidenciando uma aceleração do processo de eletrificação da frota.
Outro destaque foi o desempenho do BYD Dolphin Mini, que encerrou o semestre como o segundo automóvel mais vendido do Rio Grande do Sul, com 2.216 unidades comercializadas, apenas 73 unidades atrás do primeiro colocado GM Tracker, consolidando a aceitação dos veículos elétricos entre os consumidores gaúchos.
O promotor José Alexandre Zaquia Alan nomeou um conhecido meu, Victor Hugo Siqueira, para administrar um casarão em ruínas, erguido em 1871 a mando de um charqueador de nome Felisberto Braga, para ali este residir com a família. A tarefa de V. é salvar o imóvel da destruição total e, se possível, revivê-lo. Vai ter trabalho pesado.
Em seu interior, o imóvel, hoje interditado e pertencente ao Clube Comercial, acumula o que lembra os escombros de uma guerra. Como se tivesse sido bombardeado, o que, em sentido figurado, de fato foi.
O palacete original foi vendido ao Comercial 17 anos depois de sua inauguração. Foi vendido em 1888, coincidentemente no mesmo ano em que o Império decretou o fim da escravatura no Brasil. Como a riqueza dos charqueadores dependia do trabalho de africanos feitos escravos, manter o casarão provavelmente se tornou caro. Perdeu o sentido.
Admiro pessoas que encaram empreitadas à primeira vista impossíveis. Mas os sinais indicam que V. é capaz de fazer algo pelo prédio, alguma coisa.
Além de acumular funções relacionadas à cultura, como presidente de outro Clube, o Caixeiral, e como presidente da Casa de Cultura, alojada no Caixeiral, ele é simpático de um modo que até o mais azedo dos sujeitos gosta dele: o que sempre conta na hora de captar fundos para recuperar um patrimônio há muitos anos abandonado: restaurá-lo e atrair sócios dispostos a pagar mensalidades para usufruir de benefícios longe o bastante para sequer ser imaginados.
Na verdade, V. terá trabalhos de dois hércules operando 24 horas por dia em regime de cooperação. Mas é preciso ser otimista para acreditar na vida, e acho que V. é. Desejo-lhe toda a sorte do mundo. Muito mais sorte do que tiveram os escravos do período do charque. O chamado Período do Sal.
O bairro Parque Una, uma experiência urbana nova de viver, completou dez anos em 2025, desde seu passo inicial em Pelotas, e, agora, prepara sua expansão na cidade, o que, por si, demonstra o êxito do projeto.
Os pelotenses gostaram de morar e trabalhar em um bairro que integra, em um mesmo ambiente, moradia, comércio, serviços, áreas para lazer e eventos culturais.
O bairro tem hoje 18 hectares. Na expansão, terá mais 15 hectares. E, segundo seus empreendedores, “nos próximos anos reunirá entre 12 mil e 15 mil habitantes, 5% da população pelotense atual”.
O Una foi planejado pela Idealiza Cidades, querendo dizer com a palavra ‘planejado’ que foi pensado ao detalhe com o objetivo central de que não fosse engolido pelos problemas urbanos comuns à maioria das cidades brasileiras, aos seus bairros.
O projeto foi tão bem-sucedido que novos Unas estão sendo contruídos em Uberlância (MG) e São José dos Campos (SP). É fácil entender a razão do sucesso. Quem visita o Una pelotense, encontra um bairro bonito, organizado, bem cuidado. Por sinal, representantes de várias prefeituras têm visitado o bairro, buscando conhecer o projeto do Una para reproduzir seus benefícios no planejameno urbano de suas cidades.
Testemunhei o começo das obras. Conheci os cofundadores Ricardo Costa e Fabiano de Marco, pessoas inteligentes e, além disso, estetas. Aos dois se somaram, por afinidade, Lucas Scapin e André Beiler. Fosse vivo, Nyemeyer teria gostado de conhecê-los.
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Foto do site da Idealiza: da esquerda para a direita, Lucas, André, Ricardo e Fabiano
Um dos maiores festivais de música de concerto da América Latina, o Festival Internacional Sesc de Música abre nesta quarta-feira, 08 de julho, as inscrições para alunos interessados em participar de sua 15ª edição, que acontece em janeiro de 2027, em Pelotas.
O eixo pedagógico do evento oferece cursos de especialização em instrumentos, canto lírico, composição e choro, além de práticas de orquestra, banda sinfônica e música de câmara. As aulas serão ministradas por um quadro de mais de 50 professores brasileiros e estrangeiros, músicos de reconhecida atuação internacional.
Voltadas a maiores de 14 anos, com nível avançado de formação musical, as inscrições seguem até dia 06 de agosto, exclusivamente pelo site www.sesc-rs.com.br/festival, onde também está disponível o regulamento completo. Estão disponíveis bolsas parciais e integrais para a participação.
Além do eixo pedagógico, o Festival Internacional Sesc de Música promove uma ampla programação cultural gratuita, com concertos, recitais e apresentações de grupos convidados em teatros, igrejas, praças, espaços públicos e outros locais de Pelotas. Em sua última edição, o evento reuniu mais de 45 mil espectadores. O evento é realizado pelo Sistema Fecomércio-RS/Sesc, e conta com apoio institucional da Prefeitura de Pelotas e cultural da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Universidade Católica de Pelotas (UCPel), Faculdade Senac, OSPA, Unisinos e Expresso Embaixador.
Sobre o Sesc/RS – Prestes a completar 80 anos de atuação no Rio Grande do Sul, a Instituição pertencente ao Sistema Fecomércio-RS realiza ações em 54 Unidades no Estado, promovendo o bem-estar social de trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e de toda a comunidade. O propósito do Sesc/RS é cuidar, emocionar e fazer pessoas felizes, e todas as 497 cidades gaúchas recebem atividades sistemáticas em áreas como a saúde, esporte, lazer, cultura, cidadania, turismo e educação. Saiba mais em www.sesc-rs.com.br.
Inscrições ao 15º Festival Internacional Sesc de Música – Sesc/RS
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Cursos oferecidos: violino, viola, violoncelo, contrabaixo, harpa flauta, oboé (Corne-inglês), clarinete, fagote, trompa, trompete, trombone tenor, trombone baixo, tuba, saxofone, eufônio, percussão, canto lírico, piano, composição e choro (violão, sopros, acordeon, bandolim, percussão e cavaquinho), além de práticas de música de câmara, orquestra e banda sinfônica
Uma nova massa de ar frio ingressa no Sul do Brasil neste começo de semana. O frio continua no RS e deve se estender por dez dias, segundo dados analisados pela MetSul Meteorologia.
Não serão intensas, como n semana passada, entretanto vão manter a alta frequência de dias com temperatura baixa e o elevado número de jornadas com mínimas negativas e formação de geada.
“Menino Ney” – como Neymar foi batizado pelo famoso narrador de olhos tão arregalados que parecem ver fantasmas – levou para a Copa nove relógios de sua coleção de joias de pulso. Uma fortuna em marcadores do tempo, alguns cravejados com pedras preciosas, no valor total de R$ 21 milhões.
Há pessoas que não gostam da impessoalidade dos quartos de hotéis, e, para amenizá-la, carregam consigo nas viagens pequenos objetos de suas casas que lhe deem, naqueles quartos, a sensação do aconchego do lar; por exemplo, um peso de papel, um conjunto de canetas e lápis, coisas assim. Pode ter sido esse o motivo de Neymar ter embalado seus relógios? Pode ser que sim.
Pode ser também que Ney tenha visto no gesto um tipo de amuleto. Pode tudo, e talvez só um psicanalista sensível pudesse decifrá-lo, a começar do apelido de “Menino Ney”, vendo nele talvez a chave para a compreensão do paciente. Afinal, meninos estão sempre preocupados em se autoafirmar, provar seu poderio.
A questão interessante: mesmo já sendo rico, ele precisou posar diante de seu baú para ser fotografado e assim ser alegremente divulgado. Como se sua coleção fosse um símbolo de seu valor pessoal, apesar do que dissessem por estar no banco de reservas, pelo esquema de Ancelotti. Apesar de ser uma segunda opção onde já foi a primeira.
No fim das contas, com a seleção fora da Copa, o fato é que nosso antigo e talentoso herói teve pouco trabalho produtivo além de acertar o fuso horário de algumas de suas peças, quase todas, diga-se, de mau gosto, assim como sua atitude desafiadora diante do goleiro na hora da cobrança do pênalti.
Que dizer daquelas provocações verbais ao goleiro norueguês? (Onde quer que eu bata o pênalti? E coisas menos publicáveis) Que dizer daquele “comigo, não” (com os ‘outros’ – meus colegas, sim), dito ao mesmo goleiro, apontando-lhe o dedo? Que dizer daquele encontrão pelas costas no zagueiro rival? Que dizer daquele sorriso permanente de quem não pensa em nada além de si mesmo?
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Ney deu sempre a impressão de ser uma eterna criança. Mas talvez seja um engano. Talvez, para ele, aquele seu choro inesperado, no final do jogo e de sua participação em copas, tenha sido o começo de sua maturidade. Será?
O prefeito de Pelotas, Fernando Marroni, quase não aparece positivamente na imprensa e nas redes sociais: no caso destas, inclusive pela falta de traquejo com a linguagem moderna. Compare-se as reações nas redes dos vereadores com as reações nas redes do prefeito. O número das reações nas postagens dos primeiros supera as reações das postagens do segundo. Isso não é por acaso, nem tão importante. Mas é o reflexo de uma gestão apagada, lembrando a máxima de que segundo mandato de prefeito é pior do que o inicial. De sua boca faltam anúncios concretos e imediatos. Ao mesmo tempo, por repetitivo, perdeu poder de persuasão. Suas palavras não ecoam.
Hoje é criticado por todos os lados, inclusive, é claro, por vereadores pré-candidatos a deputados: como sempre, em ano de eleição estes soltam todos os cachorros na situação (chama-se Denúncias Veementes de Ocasião). O que mais desejam é deixar a cidade. Mudar para Porto Alegre e, se possível, para Brasília, onde o Sol é constante.
Pior para Marroni é que grande parte de seus críticos têm razão. Seu governo vive no apagão desde que tomou posse. Compare-se do começo até hoje. Não houve avanços visíveis na cidade. Tudo segue em passo igual, até pior, como se ele não tivesse assumido a gestão da cidade. Assumiu, mas de modo burocrático, sem a energia e as expectativas do primeiro mandato.
Três exemplos rápidos entre outros: a quantidade de moradores de rua cresce a ritmo indiano, sem que a Assistência Social enfrente o problema no ritmo necessário; a tal zeladoria, tão propalada na campanha eleitoral, é de uma precariedade de assombrar até os fantasmas; a situação da saúde, que inclusive padece da falta de leitos suficientes em pleno inverno, é exasperante.
A gestão atual não sobreviveria a um comparativo entre as promessas do candidato e suas “realizações”. Não resistiria a uma radiografia de sua estrutura. Os estrategistas do governo precisam rever sua atuação, se é que isso é possível no marasmo que parece ter congelado os administradores. Quando se fala em governo e desenvolvimento (uma miragem eterna por aqui), é preciso ter paciência para ser pelotense. Tudo piora quando o céu fica escuro e chove.
O Conselho Superior da AGERGS aprovou, nesta terça-feira (30), o reajuste da tarifa da travessia hidroviária de passageiros entre Rio Grande e São José do Norte, operada pela empresa TransNorte. A nova tarifa passa a ser de R$ 6,75, e entra em vigor a partir da publicação da decisão.
A retomada da análise tarifária foi possível após atuação da AGERGS. Na última semana, a Metroplan encaminhou à Agência o planejamento detalhado para a concorrência pública, atendendo à exigência estabelecida pelo Conselho Superior da Agência. O cronograma prevê a publicação do edital de licitação em janeiro de 2027, destravando a tramitação do reajuste e abrindo caminho para a regularização definitiva da operação.
No último dia 15, o Conselho da AGERGS havia suspendido, por unanimidade, a apreciação do reajuste tarifário justamente em razão da ausência de um planejamento formal para a licitação. Como a travessia opera atualmente sob regime de autorização precária, a Agência condicionou a continuidade da análise à apresentação do cronograma pela Metroplan, buscando garantir maior segurança jurídica para o serviço e para os futuros investimentos.
O conselheiro-presidente da AGERGS, Marcelo Spilki, destacou que a definição do cronograma representa um avanço importante para a região Sul do Estado.
“A apresentação do cronograma pela Metroplan representa um passo concreto para a realização da licitação definitiva da travessia. Trata-se de uma demanda histórica da região, que proporcionará maior segurança jurídica, estimulará investimentos e contribuirá para a melhoria da qualidade do serviço prestado aos usuários.”
Além da aprovação da nova tarifa, o Conselho Superior determinou que a defasagem temporal decorrente da demora na análise do processo seja compensada no próximo reajuste tarifário.
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O colegiado também determinou que a empresa TransNorte intensifique os procedimentos de manutenção preventiva das embarcações, com o objetivo de reduzir riscos aos usuários e colaboradores, além de assegurar o cumprimento integral das determinações expedidas pela AGERGS.
Outra medida aprovada foi a recomendação para que a Metroplan institua um Conselho de Usuários da travessia hidroviária, destinado a ampliar a participação da população nas discussões relacionadas à prestação do serviço.
A Prefeitura finalizou uma etapa importante do processo licitatório para a obra de reestruturação da Estrada da Barra, na praia do Laranjal, com a abertura de propostas para execução do serviço, via concorrência por menor preço.
A homologação deve ocorrer em até 30 dias.
Os recursos, de R$ 4,3 milhões, estão disponíveis para a intervenção, por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, do governo federal.
“Assim como na ponte de concreto da Z3, que estamos construindo também com recursos do governo federal, a obra da Estrada da Barra é para resolver, para tornar a cidade de fato mais resiliente às emergências climáticas, não vai ser qualquer cheia que vai obrigar o município a refazer a estrada nem deixar a comunidade isolada, como aconteceu em 2003”, registra o prefeito Marroni.
O projeto prevê a reconstrução completa da estrutura viária, desde o trapiche do balneário Valverde até o Pontal, totalizando 1,7 quilômetro de extensão.
O pavimento será em solo-cimento, com sub-base em saibro e base de argila. Contará também com manta geotêxtil e enrocamento (material em pedra grudada) para proteção lateral ao longo da orla.
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A fiscalização ficará sob encargo da equipe de engenheiros e arquitetos da Unidade de Projetos e Desenvolvimento Urbano Integrado da Secretaria de Urbanismo.
Foto fornecida pela Ascom-prefeitura/ de Volmer Perez
O andamento das obras da ponte de concreto sobre o arroio Sujo, na entrada da Colônia de Pescadores Z3, vai interromper o fluxo de veículos na localidade a partir desta quarta-feira (24) até sexta (26).
A interrupção deve durar em torno de 15 minutos entre às 12h e às 15h nesses três dias para colocação de vigas de 17 metros de altura. A construção tem fiscalização e gerência da Prefeitura, via Departamento de Pontes da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).
O bloqueio não altera o funcionamento do transporte coletivo. Enquanto o serviço estiver em andamento, um carro da concessionária faz o transporte de passageiros normalmente no interior da colônia de pescadores.
No arroio Sujo, os usuários cruzam a pé até a outra margem pela ponte provisória instalada no local em 2024 pelo Exército Brasileiro. No local, um outro ônibus dará continuidade ao deslocamento até a zona urbana do município.
A instalação das vigas é uma nova etapa do trabalho da construção da ponte de concreto, a primeira na Colônia Z3. Todas as outras eram de madeira e não resistiam a eventos climáticos extremos, como a inundação de maio de 2024. Desde então a comunidade dispõe da ponte provisória do Exército.
A obra começou dia 21 de maio, a um orçamento de R$ 897 mil do Fundo Nacional da Defesa Civil, do governo federal. O cronograma inicial é de nove meses, mas a empresa responsável pela execução, Pizzato Engenharia, de Alvorada (Região Metropolitana), espera concluir os trabalhos em até 90 dias se as condições climáticas permitirem.
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A ponte terá 17 metros de comprimento, por dez metros de largura, permitindo a passagem em sentido oposto de dois veículos simultaneamente. Também contará com uma via para pedestres em um dos lados para que se possa atravessá-la em segurança, sem a necessidade de disputar espaço com veículos.
O prefeito Fernando Marroni assinou na manhã desta terça-feira (23) contrato para a construção da Policlínica Regional e do Centro Especializado em Reabilitação (CER 4). Os dois são os principais projetos da área da Saúde financiados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal.
A obra – segundo a prefeitura – será executada pela empresa vencedora do processo de licitação, a W C Engenharia e Arquitetura, de Itapoá (SC). O valor do contrato é de R$ 35 milhões, com contrapartida de R$ 8,5 milhões do município.
Conforme o cronograma, a obra dos dois equipamentos tem duração de um ano. Tanto a Policlínica como o CER 4 serão construídos em área contígua ao Parque do Sesi, na rua onde era o leito da antiga via férrea para Canguçu.
O CER 4 está orçado em R$ 9,8 milhões, enquanto a Políclínica Regional em R$ 19,7 mi.
Um outro aporte para a Policlínica, de R$ 13 milhões, está programado para uma segunda etapa, com a obra física já concluída, para garantir à unidade o mobiliário e os equipamentos adequados.
A Policlínica Regional, garante a prefeitura, vai oferecer um conjunto de especialistas de várias áreas para usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). O serviço deverá incidir diretamente na redução das filas para todo o tipo de atendimento e ainda atrair ao município uma gama importante de profissionais de saúde, aquecendo esse mercado de trabalho.
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No caso do CER 4, Pelotas terá, então, o primeiro centro de atendimento próprio para tratamento de portadores de deficiências visuais, auditivas, motoras e intelectuais. Hoje, a estrutura similar mais próxima para atender pacientes do município fica em Bagé, a 194 quilômetros, situação que obriga a Prefeitura a gastar com deslocamento também de familiares para ter acesso a tratamentos com terapias multidisciplinares. Além de garantir o espaço, o governo federal vai liberar mensalmente um valor de R$ 435 mil para despesas de custeio.
Tanto a Policlínica como o CER 4 serão erguidos em local estratégico, no espaço que está sendo reconhecido como “Vale da Saúde”. Serão vizinhas do Hemocentro Regional, do Hospital Regional de Pronto Socorro (HRPS) e do novo Hospital Escola da UFPel.