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Eleições

“Vamos contratar 1,1 mil brigadianos todos os anos”, diz Mateus Bandeira

Publicado originalmente em ZH Liberal convicto e dono de patrimônio de R$ 25 milhões, o consultor Mateus Bandeira (Novo) entra na briga pelo comando do Palácio Piratini prometendo bater de frente com sindicatos, extinguir órgãos como a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), mexer no plano de carreira do magistério e criar secretaria extraordinária de desestatização. Presidente do Banrisul e […]

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Publicado originalmente em ZH

Liberal convicto e dono de patrimônio de R$ 25 milhões, o consultor Mateus Bandeira (Novo) entra na briga pelo comando do Palácio Piratini prometendo bater de frente com sindicatos, extinguir órgãos como a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), mexer no plano de carreira do magistério e criar secretaria extraordinária de desestatização.

Presidente do Banrisul e ex-secretário do Planejamento no governo Yeda Crusius (PSDB), de 2007 a 2010, o pelotense de 49 anos apresenta-se como novato na política e diz não temer polêmicas: quer carta branca dos eleitores para privatizar o que for possível — inclusive o banco que dirigiu. Se for eleito, admite seguir atrasando a folha de pagamento do Executivo e passar a fazer o mesmo com os repasses dos demais poderes, para que todos sejam “sócios do ajuste”.

— Vamos levar o assunto ao Supremo Tribunal Federal e discutir se alguns são cidadãos de primeira classe e outros de segunda classe. Juiz, promotor e deputado têm precedência sobre professor, policial e profissional da saúde? — questiona. Bandeira é o primeiro entrevistado da série de GaúchaZH sobre o que propõem e como pensam os postulantes ao governo do Estado. A publicação segue a ordem das entrevistas agendadas com as assessorias dos candidatos.

Qual primeira medida o senhor pretende tomar para resolver o que considera o mais grave problema do Estado?

O principal problema é a absoluta desordem das contas públicas. Tão grave quanto isso é a falta de segurança pública. São duas agendas imperiosas e uma não pode esperar a outra. No caso das contas públicas, o único caminho viável de curto prazo é a adesão ao regime de recuperação fiscal, que pressupõe privatizações.

O que fará na semana inicial?

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O ano legislativo não terá se iniciado, então não teremos como encaminhar as propostas, mas queremos apresentá-las à sociedade. As primeiras serão muito mais emblemáticas, como a redução drástica do número de secretarias. Vamos trabalhar com 10 e uma ou duas extraordinárias. Uma será a de desestatização, enquanto durar o trabalho de privatizações.

Vender estatais passa por plebiscito ou pela retirada dessa exigência da Constituição. O governo atual tentou e não conseguiu. O que o senhor fará?

Vou fazer campanha falando com franqueza que é preciso, sim, vender estatais. O Estado não deve ser empresário, perdendo recursos, energia e foco para cuidar de segurança pública, saúde de boa qualidade. Se os gaúchos votarem no Mateus, estarão votando em uma proposta que tire o Estado do comando das estatais.

O senhor venderia o Banrisul?

Sim. E vou dizer por quê. Fui presidente do banco. Tem muita gente boa lá que tem o crescimento limitado em razão de indicação política. O banco é alvo de disputa por partidos, assim como todas as estatais. Cumprimos o mandato e entregamos, em 2010, o melhor ano da história do banco no índice de eficiência e o segundo melhor ano em lucratividade, só superado pelo ano seguinte, que obviamente se beneficiou de medidas que a gente tomou.

Não seria o caso de manter o banco e fazê-lo dar mais lucro?

E aí vem outro governo, tem interferência política. Hoje, o banco entrega lucratividade de 11%, 12% sobre o patrimônio empregado. No ano que eu dirigi, era 20%. Hoje, entrega metade do que poderia.

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Não tem risco de vender o banco e o dinheiro virar pó pagando despesa corrente?

Tem, e sou contra vender para cobrir despesa corrente. Me opus à venda de ações. Se o argumento para não vender é porque dá lucro e a gente recebe dividendos, não faz sentido vender ações que nos conferem o direito a lucro. A pergunta é: o Estado deve ter um banco?

Mas o que o senhor faria com o dinheiro da venda?

Há várias alternativas. Uma é reduzir a dívida com a União. Vende o controle do banco, fica com 49%, e liquida parte da dívida. Ou forma um fundo garantidor para retomar as parcerias público-privadas.

O senhor não quer usar recurso de privatizações na folha, mas como botar os salários em dia?

A folha não vai ser colocada em dia no primeiro mês e talvez nem no primeiro ano. Quem diz que vai fazer isso ou desconhece os números ou é demagogo. Se o Estado voltar a pagar a dívida com a União, hoje suspensa por liminar, o déficit será de R$ 28 bilhões em quatro anos, média de R$ 7 bilhões por ano, talvez R$ 6 bilhões ano que vem. São três folhas de pagamento. Tem de imediatamente começar a restabelecer o princípio básico das contas: não se gasta mais do que se arrecada. Precisa congelar despesas.

Pensa em não repassar todo o duodécimo dos poderes?

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Penso. Existe um dispositivo constitucional dizendo que o governo deve pagar em dia os servidores. Não tem recurso, então não paga. Existe outro dispositivo dizendo que deve repassar o duodécimo todo dia 20. Um ele descumpre, o outro não, talvez porque afete os mais poderosos. O que justifica que um juiz receba em dia, antes de um policial que está nas ruas para nos defender? O que justifica que um deputado receba antes de um professor? Se não houver recursos para a folha, não vou repassar o duodécimo. Todos vão receber no mesmo dia.

O Judiciário não pode determinar sequestro dos recursos?

Pode até mandar me prender. Vamos levar o assunto ao Supremo Tribunal Federal, discutir se alguns são cidadãos de primeira classe e outros de segunda.

O senhor alteraria o plano de carreira dos professores?

Sim. Nenhum governo conseguiu alterar o plano de carreira, nem os de esquerda. Não conseguiram sequer pagar o piso. Aplicar o piso do jeito que o magistério quer, lá no vencimento básico, significa um impacto de R$ 500 milhões mensais. A gente precisa rever esse quadro e temos propostas inovadoras para a educação. Uma delas é a compra de vagas em escolas privadas.

Como fazer isso, se faltam recursos?

E como escolher os alunos, deixando uns na escola pública e outros na privada?
Começando com um projeto-piloto e trabalhando para aprovar no Congresso alteração na lei do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), que não permite uso de recurso público para contratar educação de escolas filantrópicas. Enquanto isso, podemos começar um projeto de escolas comunitárias. Elas funcionam com orçamento do poder público, que se limita a cobrar desempenho e dar transparência. As escolas ficam livres das amarras do Estado e dos sindicatos, têm autonomia para contratar, promover, desligar, criar sistema de incentivo e fazer com que a escola toda esteja voltada para a melhoria da aprendizagem. Gasta-se mais hoje com aposentadoria do que com educação. Aposentadoria do magistério não é educação.

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O senhor acha que a educação não tem de ser pública?

A educação pode ser pública, não estatal. É diferente. O papel do Estado não é ser dono da escola, não é contratar professor. O papel do Estado é garantir acesso a boa educação. Se não tiver educação privada em uma cidade do Interior, tudo bem que ele construa a escola, que tenha a escola ou que chame alguém para fazer a escola. Agora, ela não precisa ser estatal. Qual é o papel do Estado? Penso que é garantir chances iguais para todos. Como? Com acesso a boa educação, não necessariamente sendo dono da escola e se tornando refém de um sindicato de professores estaduais.

Mas hoje o Estado é dono de escolas e tem rede com milhares de professores. Dar vouchers em escola privada significa que não se nomearia novos educadores? O quadro ficaria em extinção?

Estamos propondo a introdução de duas medidas inovadoras. Uma é o vale-escola, espécie de Prouni do Ensino Básico. A outra é a das escolas comunitárias, chamando uma entidade filantrópica ou mesmo privada para gerir uma escola. Ela vai ter condições de colocar a melhor gestão, vai ter liberdade para contratar e promover e vai ser fiscalizada pela comunidade. E há mais duas medidas. O número de alunos da rede pública está diminuindo. Temos pouco mais de 900 mil na rede estadual, dos quais 510 mil são de Ensino Fundamental. Nos últimos 15 anos, e a gente já mostrava isso no governo Yeda Crusius (PSDB), existe redução do número de alunos. Nossa ideia é pegar os 510 mil e, por convênio, transferi-los aos municípios que desejarem, que podem receber os alunos e as escolas.

E vai fazer o que com o professor estadual?

O professor também pode ser transferido por convênio, e a receita que vem do Fundeb vai direto para o município. Isso resolve o problema da receita e da despesa. É óbvio que o professor vai se aposentar e voltar para o Estado. Não tem problema, mas pelo menos não agravamos mais a situação.

Foi aprovada nova lei de concessões. Quais estradas o senhor concederia? E o que faria com a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR)?

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A EGR foi um grande erro político. Foi construída para criar uma cortina de fumaça em relação à não renovação dos polos de pedágio. Não vejo o menor sentido na manutenção da EGR. O que a gente precisa fazer para coordenar as concessões ou um programa de PPPs (parcerias público-privadas) pode ser feito através da secretaria (dos Transportes). E todas as rodovias estaduais de grande fluxo são passíveis de concessão. Isoladamente ou em conjunto ou em polos, isso a gente precisa estudar.

Na segurança pública, qual será a sua prioridade?

Temos ações de curto, médio e longo prazo. As primeiras medidas são no sentido de frear o ritmo acelerado de aposentadorias na Brigada. Enquanto não se muda a Constituição e não existe idade mínima para aposentadoria na segurança pública, a gente precisa criar incentivo para que permaneçam mais tempo em atividade.

Abono de permanência existe.

A gente pode aprimorar tanto o abono quanto o incentivo para trazer aqueles que se aposentaram. Hoje, temos cerca de 600 brigadianos no Presídio Central e na PEJ (Penitenciária Estadual do Jacuí). São servidores da ativa, que poderiam estar na rua, patrulhando.

Como encaixar isso na situação financeira do Estado?

Temos um déficit brutal. É óbvio que vamos fazer isso no limite da capacidade. Pode afetar um pouco mais o déficit? Pode, mas segurança pública não pode esperar. Não pode ficar como o Sartori ficou, três anos sem contratar e depois anunciar a contratação de não sei quantos mil brigadianos, até porque não cabe na capacidade de treinamento da BM. Uma das primeiras medidas é um decreto garantindo calendário de reposição de 1,1 mil brigadianos todo ano.

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Independentemente do equilíbrio fiscal?

Sim. E, ao mesmo tempo, aquelas medidas para frear o ritmo das aposentadorias.

Qual é seu plano para a situação caótica dos presídios?

O modelo que funciona é o que buscamos implementar em 2009 (no governo Yeda). Fomos inspirados nos modelos mais bem-sucedidos do mundo. Fomos visitar no Reino Unido três penitenciárias regidas por PPPs. Esses são os modelos com os menores índices de reincidência ao crime no mundo.

O presídio ideal abrigaria quantos presos?

O que visitamos no Reino Unido tinha 3 mil divididos em seis pavilhões de 500, em celas individuais.

Leia na íntegra aqui.

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Eleições

Deputado Gabriel Souza, do MDB, questiona Ibope para governador do RS

O Ibope desta terça-feira (23) deu 60% dos votos válidos para Eduardo Leite e 40% para Sartori. Resultado quase idêntico à pesquisa anterior do Instituto. O deputado Gabriel Souza, do MDB, partido de Sartori, gravou áudio ontem a noite estranhando o resultado. Registrou ele: “Essa pesquisa diz que Sartori não cresceu nem um ponto. Vamos […]

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O Ibope desta terça-feira (23) deu 60% dos votos válidos para Eduardo Leite e 40% para Sartori. Resultado quase idêntico à pesquisa anterior do Instituto.

O deputado Gabriel Souza, do MDB, partido de Sartori, gravou áudio ontem a noite estranhando o resultado.

Registrou ele:

“Essa pesquisa diz que Sartori não cresceu nem um ponto. Vamos lá…

Neste segundo turno, Jairo Jorge (PDT) declarou apoio a Sartori; ele foi o candidato a governador mais votado em Canoas, quarto colégio eleitoral do estado.

Mateus Bandeira, do Partido Novo, assim como Marcel van Hattem, também do Novo, que fez 350 mil votos, declararam apoio a Sartori. 

O PSL inteiro declarou apoio ao Sartori, todos os deputados eleitos do partido.

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O vice presidente do Bolsonaro, general Mourão, que está em roteiro pelo Rio Grande do Sul declarando apoio abertamente para Sartori, gravou vídeo de apoio.

O Democratas, do Onix Lorenzoni, um dos deputados federais mais votados do estado, com 180 mil votos, também declarou apoio a Sartori.

Outros prefeitos do PDT e do PP, inclusive o deputado federal eleito Pedro Westphalen, do PP, abriram voto em Sartori.

Tudo isso, segundo o Ibope, não somou um voto a mais. Com todo o respeito, eu posso perder, ganhar eleição, mas certamente não acredito que esta pesquisa esteja correta, não tem como. 

Quem vai decidir a eleição é a nossa militância”.

Da Redação – O Ibope comete erros. No dia 28 de setembro, dois dias antes da eleição, por exemplo, o Ibope apresentou o seguinte resultado para as duas vagas ao Senado: José Fogaça, 33%; Paulo Paim, 32%. Beto Albuquerque, 22%; Luiz Carlos Heinze,11%; Carmen Flores, 8%.

Abertas as urnas, o resultado deu Heinze em primeiro (21,9%), Paim (17,8%).

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Em três dias, Heinze teria saído do quarto lugar e mais do que dobrado sua votação, enquanto Paim teria despencado quase 50%. Fogaça, o primeiro, terminou em quinto lugar.

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Eleições

Propaganda reversa

Renato Sant’Ana No 1º turno, marqueteiros de Alckmin foram os que mais ajudaram Bolsonaro. E os do PT repetem a dose no 2º turno. Como é isso? NO 1º, Bolsonaro tinha só 11 segundos no horário eleitoral. Mas os marqueteiros de Alckmin usavam os muitos minutos de que dispunham para falar do ogro. Laboriosamente, mantiveram […]

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Renato Sant’Ana
No 1º turno, marqueteiros de Alckmin foram os que mais ajudaram Bolsonaro. E os do PT repetem a dose no 2º turno. Como é isso?
NO 1º, Bolsonaro tinha só 11 segundos no horário eleitoral. Mas os marqueteiros de Alckmin usavam os muitos minutos de que dispunham para falar do ogro. Laboriosamente, mantiveram o nome de Bolsonaro na lembrança do eleitor, enfatizando (sem querer) que ele era o principal antagonista do PT, que a maioria não suporta mais. Deu no que deu.
No 2º turno, no rádio e na TV, a todo tempo as “inserções” de Fernando Haddad trazem a voz do capitão, mostrando ao eleitor indignado que, sim, existe alguém para combater o partido que chefiou a maior corrupção da história.
Numa delas pergunta-se: “qual desses é Bolsonaro?” E se mostra uma expressão afável do candidato.  E logo, como contraste, surge a voz dele esbravejando a dizer “Você é uma idiota!”. Só esqueceram que as pessoas têm memória e, tendo dúvida, podem ir ao Youtube verificar em que contexto Bolsonaro explodiu: “idiota” é uma mequetrefe com dicção esquerdista que lhe fez grosseira provocação.
Ora, a explosão de raiva do capitão constela com a revolta contida de milhões que, um dia, confiaram em petistas que se revelaram grandes corruptos – alguns hoje puxando cadeia. Milhões de brasileiros também chamariam a mequetrefe de idiota. E a esses milhões a propaganda do PT está dizendo: “Eleitor, este Bolsonaro te representa”.
Não está adiantando, pois, “fazer o diabo” para tomar o poder, princípio estabelecido pelo presidiário de Curitiba. Até aqui, a patifaria marqueteira só vêm favorecendo Jair Bolsonaro – que agradece.
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Eleições

MP recomendou multar coligação de Eduardo Leite. A notícia, porém, é outra

Ministério Público Eleitoral recomendou a cobrança de multa de R$ 329 mil contra a coligação de Eduardo Leite ao Piratini, por uso de prédio público para gravação de cenas veiculadas na propaganda eleitoral do candidato tucano. O gesto é tipificado como “abuso de poder político”. As cenas foram gravadas dentro do Centro de Atenção ao […]

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Ministério Público Eleitoral recomendou a cobrança de multa de R$ 329 mil contra a coligação de Eduardo Leite ao Piratini, por uso de prédio público para gravação de cenas veiculadas na propaganda eleitoral do candidato tucano.

O gesto é tipificado como “abuso de poder político”. As cenas foram gravadas dentro do Centro de Atenção ao Autista, em Pelotas, onde estiveram Leite, a prefeita Paula, o então candidato Alckmin, além da equipe de filmagem.

O procurador regional eleitoral substituto Fábio Venzon julgou que não era caso de pedir a impugnação da candidatura, porque a infração foi isolada, uma vez só.

A corregedoria eleitoral vai agora analisar a recomendação. Talvez multa seja aplicada, talvez não.

Da redação – A coligação conta com um corpo de advogados. É  lógico supor que tivessem conhecimento da irregularidade. Mesmo assim, ela foi cometida.

A impressão que fica é de cálculo: a coligação teria calculado que, para receber o médico Alckmin, então candidato ao Planalto, valia a pena infringir a legislação para mostrar resultados na área de formação dele, a Saúde.

Por suposição, teriam pensado assim:

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“Sendo o Brasil, juiz nenhum vai cassar uma candidatura por um ato isolado que não seja grave como roubo do erário.  Se vier multa, o pagamento não sairá do nosso bolso, mas do bolso do contribuinte, cujos impostos formam os fundos partidário e eleitoral. Entre prós e contras, terá valido ultrapassar um limite legal, porque o apelo emocional do atendimento público aos autistas tem potencial eleitoral”.

Se foi assim, como parece ter sido, eis a notícia principal: certas leis não valem nada na cabeça de certos políticos, quando o que está em jogo é a ambição eleitoral”.

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Eleições

PSL, de Bolsonaro, apoia Sartori

O PSL do RS, que elegeu fortes bancadas federal e estadual, anunciará nesta quinta-feira (18) apoio oficial ao candidato Sartori. Na Assembleia, o PSL elegeu dois campeões de votos, no caso o tenente-coronel Zucco e Ruy Irigaray. Seu candidato a deputado federal, Bibo Nunes, fez 100 mil votos.A presidente do Partido, Carmen Flores, disse: — […]

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O PSL do RS, que elegeu fortes bancadas federal e estadual, anunciará nesta quinta-feira (18) apoio oficial ao candidato Sartori. Na Assembleia, o PSL elegeu dois campeões de votos, no caso o tenente-coronel Zucco e Ruy Irigaray. Seu candidato a deputado federal, Bibo Nunes, fez 100 mil votos.

A presidente do Partido, Carmen Flores, disse:

— O Sartori tem caráter. Ele pegou o Estado destruído. Imagino que agora tenha chance, junto com Bolsonaro, se eleito, de fazer e transformações nacionais e estaduais alinhadas.

Carmen Flores foi a quarta colocada na disputa por uma vaga ao Senado e fez 1,5 milhão de votos.

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Comportamento

A saturação do politicamente correto

O “recado das urnas” tem muitos ângulos, inclusive o psicológico. Além da demanda por mais policiamento e “linha dura” contra a criminalidade, também há um evidente desgaste do “politicamente correto”. Para intelectuais de esquerda, os “preconceitos do homem comum” teriam vindo à tona, numa espécie de reação às mudanças de costumes. Já para os analistas […]

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O “recado das urnas” tem muitos ângulos, inclusive o psicológico. Além da demanda por mais policiamento e “linha dura” contra a criminalidade, também há um evidente desgaste do “politicamente correto”. Para intelectuais de esquerda, os “preconceitos do homem comum” teriam vindo à tona, numa espécie de reação às mudanças de costumes. Já para os analistas liberais é uma rejeição à manipulação de grupos sociais, em que a esquerda se apropria das causas feministas, de afrodescendentes e de relações homoafetivas. Até que frases como “eu sou mulher e voto em quem eu quiser” desafiaram a tutela da esquerda sobre os direitos da mulher.

Ser contra cotas raciais é ser racista? Ou ao contrário, é perpetuar o racismo estimulando o conflito étnico e tutelando alguns como se menos capazes fossem? Se há uma “dívida histórica” com a escravidão (formalmente extinta há 130 anos) essa poderia ser resgatada com “cotas sociais” para escolas públicas, para pessoas de todas etnias em condições financeiras desfavoráveis. Num ambiente civilizado esse debate poderia ser feito em alto nível e sem rótulos, mas não é tradição da esquerda tupiniquim respeitar posições em contrário sem rotular.

Nas brigas em redes sociais, outro rótulo comum é o de “homofóbico”, que recentemente era atribuído a todos que contestavam Pabllo Vittar, musicalmente, mesmo que gostassem de Fred Mercury, Ney Matogrosso ou outros músicos notoriamente homossexuais. Foi assim que nas redes sociais “homofóbico”, “racista”, “misógino”, entre outros rótulos, passaram a ser atribuídos a milhões de brasileiros, que por suas posições mais conservadoras ou simplesmente por diferenças de opinião passaram a ser tachados como se fossem pessoas “atrasadas”, preconceituosas, moralmente inferiores, indignas.

Essa opressão psicológica aumentou com a hegemonia cultural, num longo ciclo de discurso da esquerda no poder, durante o espaço de tempo que se poderia dizer “de toda uma geração”, eis que vitoriosa nas urnas em 2002, 2006, 2010 e 2014.

Foi essa hegemonia e o discurso psicologicamente triunfante e rotulador sobre quem não concordasse com seus preceitos que gerou, agora, uma reação oposta intensa, fruto de extrema saturação e desgaste, contra o politicamente correto.

Isso não significa que os grupos sociais “vitimizados” historicamente pela esquerda sejam discriminados, embora algumas pessoas o façam – sim, existem fascistas de verdade. A questão é o descrédito de seus pretensos defensores, que os queriam “tutelar”. Na ótica liberal os direitos individuais também seriam respeitados, contra todas as formas de preconceito. Como isso se dará na prática? Não sabemos, mas por um bom tempo (mais uma geração?) o politicamente correto “saturou”.

 

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Brasil

Bolsonaro usa em programa eleitoral críticas de Cid Gomes ao PT

O programa eleitoral de Jair Bolsonaro vai explorar o vídeo das críticas feitas por Cid Gomes ao PT. “Cid Gomes, irmão de Ciro Gomes, fala a verdade que o PT não aceita”, diz o locutor, ao introduzir o discurso do senador eleito. “Tem que pedir desculpas, tem que ter humildade, tem que ter humildade e reconhecer que […]

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O programa eleitoral de Jair Bolsonaro vai explorar o vídeo das críticas feitas por Cid Gomes ao PT.

“Cid Gomes, irmão de Ciro Gomes, fala a verdade que o PT não aceita”, diz o locutor, ao introduzir o discurso do senador eleito.

“Tem que pedir desculpas, tem que ter humildade, tem que ter humildade e reconhecer que fizeram muita besteira”, afirma Cid no trecho exibido na propaganda do PSL.

A insistência de Cid diante das reações negativas da plateia também é exibida:

“É assim? Pois tu vai perder a eleição. Não admitir os erros que cometeram, isso é para perder a eleição e é bem feito. É bem feito perder a eleição. Vão perder feio, porque fizeram muita besteira, porque aparelharam as repartições públicas, porque acharam que eram donos de um país e o Brasil não aceita ter dono, é um país democrático. O Lula está preso, babaca. O Lula está preso. E vai fazer o quê? Isso é o PT, e o PT desse jeito merece perder. Babaca, vai perder a eleição.”

O locutor então conclui: “Nessa eleição, é o Brasil contra o PT”.

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Eleições

PR apoia Sartori e Bolsonaro

Giovani Cherini, presidente do PR do RS, reeleito deputado federal com 151.500 votos, e os dois deputados estaduais eleitos para a Assembleia do RS, decidiram apoiar Bolsonaro e Sartori no segundo turno.

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Giovani Cherini, presidente do PR do RS, reeleito deputado federal com 151.500 votos, e os dois deputados estaduais eleitos para a Assembleia do RS, decidiram apoiar Bolsonaro e Sartori no segundo turno.

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Eleições

Bolsonaro segue na frente nas pesquisas

Saiu esta madrugada a nova pesquisa do BTG Pactual realizada pela FSB — é a primeira do segundo turno. Feita por telefone com entrevistadores, ouviu que 51% dos eleitores pretendem votar em Jair Bolsonaro e, 35%, em Haddad. A rejeição do petista deu um salto: está em 53%, contra os 38% do capitão reformado. Do […]

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Saiu esta madrugada a nova pesquisa do BTG Pactual realizada pela FSB — é a primeira do segundo turno. Feita por telefone com entrevistadores, ouviu que 51% dos eleitores pretendem votar em Jair Bolsonaro e, 35%, em Haddad.

A rejeição do petista deu um salto: está em 53%, contra os 38% do capitão reformado.

Do público total, 47% afirmaram usar o WhatsApp para informações políticas. Dessa turma, 87% receberam notícias falsas pela plataforma. E, destes, 58% receberam muitas notícias falsas. A FSB ouviu duas mil pessoas e a margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Os números não são comparáveis. Mas o Datafolha divulgado quarta dava 49% para Bolsonaro e 36% para Haddad.

Hoje à noite sai o primeiro Ibope do segundo turno. E, na quinta-feira, o Datafolha.

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Eleições

Vídeo: Mateus Bandeira apoia Bolsonaro e Sartori

Mateus Bandeira, do Novo, gravou um vídeo de apoio à candidatura de Sartori no segundo turno. Registrou ele na postagem com o vídeo: “Depoimento pessoal no programa eleitoral de José Ivo Sartori hoje, em apoio às candidaturas sua e de Jair Messias Bolsonaro. Minha responsabilidade enquanto cidadão que se candidatou vai muito além de questões […]

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Mateus Bandeira, do Novo, gravou um vídeo de apoio à candidatura de Sartori no segundo turno.

Registrou ele na postagem com o vídeo:

“Depoimento pessoal no programa eleitoral de José Ivo Sartori hoje, em apoio às candidaturas sua e de Jair Messias Bolsonaro. Minha responsabilidade enquanto cidadão que se candidatou vai muito além de questões partidárias/eleitorais, por isso faço questão de me posicionar neste 2º turno”.

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Eleições

A estrela do PT sumiu

Depois de aposentar Lula, o PT e o vermelho, a campanha de Fernando Haddad resolveu aposentar também a estrela do partido. Ela virou uma bolota. Parecida com as de bilhar.

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Depois de aposentar Lula, o PT e o vermelho, a campanha de Fernando Haddad resolveu aposentar também a estrela do partido. Ela virou uma bolota. Parecida com as de bilhar.

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