Brasil
Consul de Israel pedirá atenção de Sartori a pichações à sinagora de Pelotas
O cônsul geral de Israel em SP, Dori Goren, se encontra nesta quinta-feira (24) com o governador Sartori e o secretário de Segurança, Cezar Schirmer. Um dos assuntos será as pichações à sinagoga de Pelotas, ocorridas neste mês, com mensagens antissemitas e de apoio à causa palestina, ameaçando com uma “Intifada Internacional” e alertas de “aguardem”. A […]
O cônsul geral de Israel em SP, Dori Goren, se encontra nesta quinta-feira (24) com o governador Sartori e o secretário de Segurança, Cezar Schirmer. Um dos assuntos será as pichações à sinagoga de Pelotas, ocorridas neste mês, com mensagens antissemitas e de apoio à causa palestina, ameaçando com uma “Intifada Internacional” e alertas de “aguardem”. A diretoria da Federação Israelita do Rio Grande do Sul estará presente ao encontro.
Brasil
Oportunidades de uma economia sustentável
CAPITAL NATURAL + Marcelo Dutra da Silva | dutradasilva@terra.com.br Em uma economia moderna de elevados investimentos em marketing, as questões sociais e ambientais, imbuídas na ideia da promoção do desenvolvimento com características de sustentabilidade, têm provocado uma verdadeira revolução no mercado. Novas oportunidades de empregos surgem a cada dia, desde a reciclagem até a maior eficiência […]
CAPITAL NATURAL +
Marcelo Dutra da Silva | dutradasilva@terra.com.br
Em uma economia moderna de elevados investimentos em marketing, as questões sociais e ambientais, imbuídas na ideia da promoção do desenvolvimento com características de sustentabilidade, têm provocado uma verdadeira revolução no mercado. Novas oportunidades de empregos surgem a cada dia, desde a reciclagem até a maior eficiência nos processos e o desenvolvimento de fontes renováveis de energia.
E já que o emprego é um termômetro relevante para qualquer modelo de economia, é importante considerar que: “Os empregos estarão mais ameaçados onde os padrões ambientais são baixos e onde falta agilidade para inovações em prol de tecnologias mais limpas”, declarou Michael Renner, autor de Working for the Environment: A Growing Source of Jobs, que apesar de publicada em 2000, a obra se mantém mais atual do que nunca. E foi além: “Nossa pesquisa revelou um potencial imenso para criação de empregos fora das indústrias extrativas, empregos que não dependem do processamento gigantesco de matérias primas em uma só direção, e da transformação de recursos naturais em montanhas de lixo.”
De acordo com Renner, o desafio que se impõem à sociedade é o de proporcionar uma transição justa para os trabalhadores que perderão seus empregos nos setores de combustíveis fósseis e da mineração. E por mais incrível que pareça continuamos insistindo fortemente nisso. Pior, nossa esperança de desenvolvimento continua sendo depositada, quase que, exclusivamente nisso. Enquanto que boa parte dos novos empregos está sendo gerada no mercado verde, particularmente no setor elétrico, no campo das energias renováveis (solar e eólica), algo que recém estamos aprendendo a explorar.
Milhões de empregos são gerados todo ano, no mundo todo, na fabricação e instalação de turbinas eólicas e na produção de energia solar fotovoltaica, que já emprega milhares de pessoas. E a aerogeração é o segmento do mercado verde que mais cresce no momento, sem quase sentir os efeitos da crise econômica mundial, e conta com forte apoio governamental. O mercado já reconhece que os investimentos em energia renovável, eficiência, durabilidade e reciclagem, criarão mais empregos do que a convencional indústria extrativista, baseada no consumo sem eficiência e em fontes não renováveis de energia. O incremento da eficiência na utilização dos recursos significa uma economia de centenas de bilhões de dólares, um custo que pode ser convertido em investimento e em novos empregos.
A indústria da extração (mineração), das práticas agrícolas predatórias (de cultivo e criação) e do processamento de materiais primários (como metais, popa de celulose, do refino de petróleo e gás, e síntese de produtos químicos) compreende nossas atividades com carga de poluentes e onde a força de trabalho está mais exposta aos perigos da toxicidade, justamente onde a ameaça da extinção do emprego está mais presente. Não só porque as leis ambientais tornaram-se mais exigentes, mas porque a necessidade de uma maior velocidade e eficiência nos processos levaram ao incremento da mecanização, automação e novas tecnologias, o que vêm reduzindo, fortemente, a oferta de trabalho. Portanto, não é surpresa a defesa de alguns, em desfavor do aparelho estatal de gestão e controle, manifestada na intenção de unir ministérios, como o da Agricultura e do Meio Ambiente, para cessar o conflito (na chamada “indústria da multa”) e acelerar o licenciamento ambiental (como se fosse algo trivial, simples, que só dependesse de um carimbo).
Atenção! As oportunidades de emprego serão maiores na economia que caminhar na direção da sustentabilidade, e o ponto de partida é a mão de obra qualificada. No entanto, parecemos estar caminhando na contramão. O discurso do desenvolvimento permanece atrelado às práticas econômicas tradicionais, sem indicar novas perspectivas. Além disso, os investimentos em qualificação do trabalho ainda são bastante limitados e o mundo todo vem experimentando quedas no número de pessoas com educação avançada e especializada tecnicamente. Parece que a crise na educação não é uma exclusividade brasileira e a mão de obra qualificada está se tornando uma raridade no mundo. E nesse quadro, caberá às empresas dirigir seus esforços em mecanismos de qualificação profissional, possivelmente de forma compartilhada, com as Universidades e/ou centros de pesquisa, de modo a patrocinar a educação especializada, em áreas cruciais ao seu negócio. Então, a nova ordem de mercado também é oportuna para a academia. Mas será que estamos preparados para este novo desafio?
? Marcelo Dutra da Silva é Ecólogo e Professor de Ecologia na Universidade Federal do Rio Grande.
Brasil
‘Venezuelização’: Fatos e crenças
Renato Sant’Ana Colunistas da Folha de S. Paulo já tentaram ridicularizar quem vê, no programa de governo petista, ameaça de “venezuelização” do Brasil. E uma jovem atriz, autodeclarada isenta, escreveu-me: “Em 13 anos no poder, o PT não venezuelizou nada!”. Ah, tá… Em 2009, Lula engendrou o Plano Nacional de Direitos Humanos, nome delicado para […]
Renato Sant’Ana
Colunistas da Folha de S. Paulo já tentaram ridicularizar quem vê, no programa de governo petista, ameaça de “venezuelização” do Brasil. E uma jovem atriz, autodeclarada isenta, escreveu-me: “Em 13 anos no poder, o PT não venezuelizou nada!”. Ah, tá…
Em 2009, Lula engendrou o Plano Nacional de Direitos Humanos, nome delicado para uma coisa diabólica que, entre outras degenerescências, acabaria com a liberdade de imprensa e subordinaria decisões do Judiciário a deliberações dos “movimentos sociais”. Não conseguiu!
Em 2014, Dilma fez nova investida: reapresentou aquele plano macabro na forma do Decreto 8243. Felizmente, também não conseguiu.
Veio o impeachment de Dilma e o PT publicou o que alguns chamaram de “autocrítica”: em verdade, era só o arrependimento de não haver feito na porrada tudo o que tentou com os estratagemas acima citados.
Agora, o programa de governo do PT vem com propostas no mesmo sentido, alinhavando tudo para que imprensa, Judiciário, Ministério Público, as polícias e a vida de cada um, tudo esteja sob controle do Estado que, por sua vez, seria controlado pelo partido. É o projeto bolivariano!
São fatos! E quem tem honestidade intelectual reconhece a evidência dos fatos: é evidente que o petismo quer executar no Brasil rigorosamente aquilo que o chavismo impôs à infeliz Venezuela, um projeto energúmeno delineado pelo Foro de S. Paulo.
Mas não é venezuelização… Quer saber? Chama-se desinformação o mal que acomete a jovem atriz: um mix de falta de informação, informações distorcidas e crenças monitoradas. Chama-se desinformação o que fazem colunistas da Folha de S. Paulo que tentam moldar as crenças do leitor.
Venezuela
Brasil
Bolsonaro usa em programa eleitoral críticas de Cid Gomes ao PT
O programa eleitoral de Jair Bolsonaro vai explorar o vídeo das críticas feitas por Cid Gomes ao PT. “Cid Gomes, irmão de Ciro Gomes, fala a verdade que o PT não aceita”, diz o locutor, ao introduzir o discurso do senador eleito. “Tem que pedir desculpas, tem que ter humildade, tem que ter humildade e reconhecer que […]
O programa eleitoral de Jair Bolsonaro vai explorar o vídeo das críticas feitas por Cid Gomes ao PT.
“Cid Gomes, irmão de Ciro Gomes, fala a verdade que o PT não aceita”, diz o locutor, ao introduzir o discurso do senador eleito.
“Tem que pedir desculpas, tem que ter humildade, tem que ter humildade e reconhecer que fizeram muita besteira”, afirma Cid no trecho exibido na propaganda do PSL.
A insistência de Cid diante das reações negativas da plateia também é exibida:
“É assim? Pois tu vai perder a eleição. Não admitir os erros que cometeram, isso é para perder a eleição e é bem feito. É bem feito perder a eleição. Vão perder feio, porque fizeram muita besteira, porque aparelharam as repartições públicas, porque acharam que eram donos de um país e o Brasil não aceita ter dono, é um país democrático. O Lula está preso, babaca. O Lula está preso. E vai fazer o quê? Isso é o PT, e o PT desse jeito merece perder. Babaca, vai perder a eleição.”
O locutor então conclui: “Nessa eleição, é o Brasil contra o PT”.
Brasil
Você acredita que existem 49 milhões de fascistas ou nazistas no Brasil?
Rodrigo da Silva, no facebook Se você acredita que existem 49 milhões de fascistas ou nazistas no Brasil – que a dona Maria, de Itabuna, no sul da Bahia, artesã e curandeira, escolheu o candidato do PSL porque quer o fim dos direitos das mulheres; ou que o seu Juca, de Botucatu, no interior de […]
Rodrigo da Silva, no facebook
Se você acredita que existem 49 milhões de fascistas ou nazistas no Brasil – que a dona Maria, de Itabuna, no sul da Bahia, artesã e curandeira, escolheu o candidato do PSL porque quer o fim dos direitos das mulheres; ou que o seu Juca, de Botucatu, no interior de São Paulo, ministro da Eucaristia da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, digitou 17 numa urna porque deseja o sangue dos homossexuais nas calçadas – você certamente ainda não entendeu do que se trata o debate público em nosso país.
A crença de que a ascensão de Bolsonaro só pode ser justificada pelo aumento do voto preconceituoso e autoritário no Brasil é uma ilusão coletiva. Serve como uma boa desculpa para mascarar os problemas com a nossa democracia – e a descrença da opinião pública com as ideias defendidas pelos nossos candidatos derrotados – mas não ajuda a explicar a realidade.
Nada disso é uma novidade. Esse é o mesmo sentimento que acusou Marina Silva de tentar tirar comida da mesa dos trabalhadores e entregar o país aos banqueiros; que dizia que Aécio espancava mulheres e pregava o ódio contra nordestinos; que anunciava para os quatro cantos que Michel Temer iria acabar com o Bolsa Família e instituir a volta da escravidão.
De quatro em quatro anos nós realizamos os mesmos papeis nesse teatrinho: é o PT contra um político “que representa o ódio contra os mais pobres, os negros, as mulheres e os nordestinos”. Trocam-se os santinhos, mas as manchetes dos jornais permanecem as mesmas.
E isso não significa dizer que você deveria gostar das ideias defendidas por Jair Bolsonaro. Pelo contrário: você tem todo o direito de repudiar seu estilo, comportamento e a infindável lista de expressões politicamente incorretas utilizadas por ele nas últimas três décadas.
Isso significa dizer que o PT nunca foi esse centro democrático razoável que parte dos nossos formadores de opinião tentam pintar.
Não foi, não é e não parece ter vocação para ser algum dia.
Esse clima de ódio não nasceu em 2018. Esse clima de ódio pauta o nosso debate público muito antes de Jair Bolsonaro sonhar em ser um candidato minimamente relevante a qualquer cargo longe do baixo clero do Congresso.
E se acentua a cada vez que uma palestra é impedida numa universidade, ou quando um líder político ameaça “extirpar” a oposição, pegar em armas, derramar um banho de sangue, receber juiz à bala, criar uma lista negra de inimigos do partido e demitir jornalista crítico. Esse clima de ódio se acentua a cada vez que um opositor do partido é acusado de não querer que pobre ande de avião. Ou quando um político da oposição, tomado por um câncer, leva socos e pontapés da militância – e o presidente do partido grita que “eles” apanharão nas ruas e nas urnas. Ou ainda quando um manifestante contrário ao partido é atirado em frente a um carro em movimento e ganha de presente um traumatismo craniano.
Nada disso jamais foi razoável, republicano, democrático, tolerante. E nada disso existe a partir dessa eleição.
Há expoentes do autoritarismo no Brasil para todos os gostos. Mas não se engane: nós não iremos derrotá-los enquanto formos tomados por esse espírito cínico que toma conta do establishment intelectual desse país de quatro em quatro anos.
Brasil
Nosso relacionamento com a natureza precisa ser diferente
CAPITAL NATURAL + Marcelo Dutra da Silva | dutradasilva@terra.com.br Algo terrível acontece a nossa volta e nem todos estão se dando conta do perigo. Ultrapassamos os limites impostos pela natureza e a velocidade de consumo dos recursos atingiu taxas sem precedentes na história. A forma mais evidente do nosso descompasso está no aumento populacional. No final […]
CAPITAL NATURAL +
Marcelo Dutra da Silva | dutradasilva@terra.com.br
Algo terrível acontece a nossa volta e nem todos estão se dando conta do perigo. Ultrapassamos os limites impostos pela natureza e a velocidade de consumo dos recursos atingiu taxas sem precedentes na história. A forma mais evidente do nosso descompasso está no aumento populacional.
No final da segunda guerra somávamos pouco mais de 2,3 bilhões de indivíduos, em outubro de 2011 chegamos aos 7 bilhões e em 2017 alcançamos os 7,6 bilhões. E tudo indica que vamos superar, se confirmadas as expectativas de crescimento populacional, descritas no relatório da ONU “Perspectivas da População Mundial” – Revisão 2017, que prevê chegarmos aos 9,8 bilhões de pessoas em 2050 e a incrível marca dos 11,2 bilhões em 2100. O que quer dizer que a cada minuto colocamos mais pressão sobre a Terra, que é sentida com maior intensidade onde predominam povos com menor grau de desenvolvimento e pobreza.
Estamos elevando a demanda por alimentos, por água e por recursos não renováveis. Aceleramos o ritmo de destruição dos habitats e dos serviços prestados pela natureza. A paisagem está ficando diferente e parte do que foi perdido não poderá ser recuperado. E perceba que há uma mensagem nisso! Devemos repensar nossas escolhas, pois adquirimos um poder tão grande de transformar as “coisas” que não podemos continuar com os velhos métodos, alguns, os mais rudimentares, exatamente os mesmos praticados no período que vivíamos em cavernas.
Desde a descoberta da agricultura ocupamos o espaço e cultivamos a terra da mesma forma. Mas agora a nossa habilidade de transformar precisa acompanhar a demanda e as consequências podem ser desastrosas. Formamos uma ideia equivocada quanto a disponibilidade dos recursos. Passamos a acreditar que os recursos são infinitos, o que não passa de uma ilusão; que podemos explorar o ambiente, produzir bens e consumir indefinidamente; que a economia é capaz de resolver todos os problemas, uma ilusão ainda maior. Afinal, não existe desdobramento econômico na ausência de materiais primários, que são gerados no nível da capacidade de suporte dos sistemas.
Enquanto isso, a Terra aquece e aqueles que mais contribuem para o aquecimento global são os que mais resistem ao controle e redução das emissões de gases do efeito estufa. Apesar dos líderes das nações mais desenvolvidas do planeta terem firmado compromisso histórico de reduzir as emissões, seguindo as recomendações do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (IPCC), alguns países ainda evitam endossar quaisquer metas imediatas e vinculantes para suas economias, a exemplo da infeliz iniciativa dos Estados Unidos da América que abandonou o acordo de Paris, firmado em 2015.
No Brasil, a maior parte das emissões está condicionada ao desmatamento e queimadas. E esta é a principal motivação do plano de desmatamento zero, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente. Somos signatários de uma porção de acordos e estamos comprometidos com a ideia de redução das nossas emissões. Mas não é tão fácil. A nossa economia está baseada na atividade primária, que depende do uso extensivo do solo, trazendo mudanças e perdas irreparáveis, sobretudo quando praticadas sem atenção às técnicas conservacionistas e em desconformidade com a Lei e princípios fundamentais dos ecossistemas.
A derrubada de florestas para a criação de gado e produção de carne bovina ganha repercussão internacional com o boicote das redes supermercadistas que prometem não comercializar carne procedente de área de corte ilegal. Alguns países, inclusive, já manifestaram contrariedade às importações de produtos do desmatamento ilegal, particularmente da Amazônia. No entanto, a redução do desmatamento ainda é muito tímida e é preciso uma posição mais firme e fiscalizadora por parte das autoridades públicas. E é isso que vem agravando o problema, a falta de políticas claras e comprometidas com a ideia de conservação e uso sustentável dos recursos.
No Cerrado, o cultivo de soja vem reduzindo e descaracterizando a paisagem de uma das mais importantes expressões da biodiversidade brasileira. E no Sul a história não é muito diferente. Primeiro a pecuária predatória, depois os monocultivos de eucalipto e agora a soja, o vilão da vez, que vem contribuindo para a redução das áreas naturais campestres, o que precisa ser melhor compreendido pelas pessoas.
A fragmentação das áreas abertas de campo, com a introdução de elementos arbóreos poderá reproduzir efeitos que só serão medidos na escala de tempo. Mudanças que vão além da substituição de habitat ou exclusão de espécies. As barreiras geradas pelos maciços de eucalipto talvez interfiram na trajetória evolutiva dos campos, criando as condições de mudança para as áreas não substituídas pelo cultivo. Entretanto, a velocidade de expansão da soja sobre os campos naturais é tão grande que talvez nem de tempo para que mudanças na fisionomia sejam percebidas e tudo seja perdido antes.
Portanto, precisamos melhorar a nossa percepção e mudar o nosso relacionamento com a natureza. Estamos fazendo errado e multiplicando os erros. As nossas ações não visam consequências. Os nossos instrumentos de licenciamento e controle ambiental mostram-se falhos e quase nunca consideram efeitos de contexto. Dispomos de um arsenal legal de fazer inveja, mas a ineficiência no processo de fiscalização e de punições mais severas acaba patrocinando o exercício de práticas lesivas, o abuso e a impunidade. Enquanto isso, boa parte da academia assiste estática, com um mínimo de envolvimento, quase sempre presa ao plano teórico, com pouca aplicação prática e busca de soluções aos problemas que nos rodeiam.
De outra parte, aqueles que se colocam no interesse de nos representar não falam ou fazem questão de esquecer os problemas ambientais e questões do meio ambiente que precisamos enfrentar com responsabilidade. Precisamos mudar a realidade e precisamos começar a decidir hoje o futuro que queremos para os nossos filhos e netos.
? Marcelo Dutra da Silva é Ecólogo e Professor de Ecologia na Universidade Federal do Rio Grande.
Brasil
Bolsa família de Bolsonaro terá 13º
Jair Bolsonaro revelou a O Antagonista que acaba de acolher proposta do general Hamilton Mourão para, num eventual governo, pagar 13º aos beneficiários do Bolsa Família. A sugestão também foi avalizada pelo economista Paulo Guedes e será incluída no programa de governo. Bolsonaro tem defendido eliminar as fraudes no pagamento do benefício, o que, segundo […]
Jair Bolsonaro revelou a O Antagonista que acaba de acolher proposta do general Hamilton Mourão para, num eventual governo, pagar 13º aos beneficiários do Bolsa Família.
A sugestão também foi avalizada pelo economista Paulo Guedes e será incluída no programa de governo.
Bolsonaro tem defendido eliminar as fraudes no pagamento do benefício, o que, segundo sua equipe, permitirá o pagamento extra.
Brasil
LULA SONDA MILITARES SOBRE SEU INDULTO
Lula mandou Nelson Jobim sondar a cúpula militar sobre o que ocorreria se Fernando Haddad fosse eleito e lhe concedesse um indulto. Segundo o Estadão, a ordem do presidiário foi repassada ao advogado lulista por Franklin Martins e José Genoíno. Na quinta-feira passada, Nelson Jobim reuniu-se com o general Eduardo Villas-Bôas e com o general […]
Lula mandou Nelson Jobim sondar a cúpula militar sobre o que ocorreria se Fernando Haddad fosse eleito e lhe concedesse um indulto.
Segundo o Estadão, a ordem do presidiário foi repassada ao advogado lulista por Franklin Martins e José Genoíno.
Na quinta-feira passada, Nelson Jobim reuniu-se com o general Eduardo Villas-Bôas e com o general Sérgio Etchegoyen com o propósito de preparar o terreno para a soltura do criminoso condenado pela Lava Jato.
Brasil
Tratar bandido como bandido
Qual o “recado das urnas” das eleições 2018? Numa linguagem crua como a do vencedor do primeiro turno, eu diria que a mensagem é “tratar bandido como bandido”. O segundo colocado, Haddad, dá ênfase a programas sociais, mas uma avalanche de votos para Bolsonaro – que quase decidiram a eleição no primeiro turno – mostra […]
Qual o “recado das urnas” das eleições 2018?
Numa linguagem crua como a do vencedor do primeiro turno, eu diria que a mensagem é “tratar bandido como bandido”.
O segundo colocado, Haddad, dá ênfase a programas sociais, mas uma avalanche de votos para Bolsonaro – que quase decidiram a eleição no primeiro turno – mostra que a população está mais interessada em aumentar o policiamento.
Perfil conservador
A maioria dos novos eleitos tem perfil conservador, em contraste com os governos eleitos nas 4 eleições anteriores. O eleitor deu um voto “à direita” em relação às eleições anteriores, por entender que o momento exige isso.
Há outras mudanças, claro, que expressam um desejo de renovação da política. Muitas figuras carimbadas da política não se elegeram (do Romero Jucá à Dilma, passando pela filha do Cunha) e nomes menos famosos estarão na Câmara, Senado e até em governos estaduais.
O discurso dos programas sociais, da educação e da saúde foi amplamente superado pelo demanda por segurança pública. Num momento em que o país chora mais de 60 mil mortes por ano, as pessoas dão absoluta prioridade ao fortalecimento das polícias. Afinal, 4 eleições sucessivas baseadas no discurso dos programas sociais não resolveu nem diminuiu de modo significativo a criminalidade, o povo decidiu que é hora de endurecer na repressão ao crime.
Não sabemos exatamente como isso será feito, nem qual será o resultado, mas não há outro modo de entender o chamado “recado das urnas”. As pessoas querem dizer algo com o seu voto e esse nos parece o melhor entendimento.
Ofensas recíprocas
Vi no Facebook uma foto de perfil com uma legenda curiosa, “Coiso 17”, com quem postou ironizando o apelido dado ao seu candidato pelas esquerdas. Já vi petistas também assumirem o apelido de “Petralhas” como também muitos já se assumiram como “coxinhas”, “mortadelas”, etc. Na disputa ideológica as ofensas recíprocas de “corruptos” ou “fascistas” talvez um dia gerem memes mais irônicos e satíricos do que o atual grau de agressividade sugere, nas redes sociais.
A maioria dos eleitores, no entanto, estão pensando mais na sua vida prática, cotidiana, do que nas brigas entre direita x esquerda. As pessoas querem sobreviver e hoje em dia, parece, tem mais medo de levar tiro na rua do que qualquer outra coisa. As próprias escolas e postos de saúde, nas regiões mais populares, tem dificuldades em funcionar devido à falta de segurança.
Muitas “leituras” serão feitas dessas eleições, essa é uma delas, simplificada no que parece mais essencial aos eleitores. Muitos dizem, inclusive, que sabem que há “efeitos colaterais” mas não adianta, no momento, não tem outro jeito. No momento, parece, é o que a maioria acredita.
Brasil
Primeiro Turno com responsabilidade
Nós, que reclamamos tanto, temos o poder de decidir os rumos do país nas urnas. Nenhum povo fala tão mal, dos outros e de si mesmo, do que o brasileiro. Pois é hora de assumirmos a responsabilidade por nossas escolhas – e aceitar as escolhas dos outros faz parte desse processo. O Congresso Nacional – […]
Nós, que reclamamos tanto, temos o poder de decidir os rumos do país nas urnas. Nenhum povo fala tão mal, dos outros e de si mesmo, do que o brasileiro. Pois é hora de assumirmos a responsabilidade por nossas escolhas – e aceitar as escolhas dos outros faz parte desse processo.
O Congresso Nacional – Deputados e Senadores – são eleitos no primeiro turno, cuja importância é fundamental, portanto. Toda atenção tem sido dada às polêmicas entre Presidenciáveis, mas quem vencer dependerá do Congresso para aprovar suas propostas.
Existe um Primeiro Turno para garantir que você vote em quem acha melhor, sem passar um “cheque em branco” ao primeiro colocado, se esse não representar a vontade da maioria, no Segundo Turno. Se sua escolha do que seria “melhor” para o país não chegar lá, você ainda pode votar no “menos pior”.
Fatores psicológicos, no entanto, pressionam as pessoas para uma espécie de “antecipação” do segundo turno, fazendo crescer índices dos que as pesquisas indicam estar na frente. É fácil entender isso, quando se forma uma maioria em uma determinada região, as pessoas daquela região pressionam seus conhecidos para fazerem o mesmo.
Pressões psicológicas geram consequências, se fossem inúteis não existiriam. No Brasil, em especial, devido à nossa baixa autoestima, o povo sente necessidade de votar “em quem vai ganhar”. Isso vale para os times de futebol – quem ganha títulos, ganha torcedores – e para candidatos também, quem sobe no Ibope, ganha simpatizantes.
Além de votar “em quem ganha”, também gostamos de estar bem com as pessoas que nos cercam. É a necessidade psicológica de “aprovação do grupo”. São essas pressões grupais que tendem a aumentar o apoio para quem está na frente naquela região.
Esses fatores psicológicos – a necessidade de “votar em quem vence”, somada à de “ser aprovado pelo grupo” – tendem a gerar grande polarização, como é previsível em estados do sul ou do nordeste, por exemplo. Dos cerca de dez milhões de gaúchos ou paranaenses, pernambucanos ou baianos, é previsível uma grande polarização já no primeiro turno.
A situação ideal – de que o eleitor esteja atento ao Congresso e à escolha do “melhor”, no Primeiro Turno – resulta difícil de acontecer, quando votar se torna um ato emocional, semelhante a torcer para um time de futebol. Podemos estar dando um “cheque em branco” aos que estiverem na frente, ao invés de demonstrar quem, afinal, melhor nos representa.
Brasil
‘Se no Brasil houvesse seriedade política’. Por Gustavo Jaccottet
Se no Brasil houvesse seriedade política e civilidade, ninguém ligaria para quem seria o presidente, senão para quem o fiscalizaria. O Voto Distrital é um mecanismo que aproxima o Parlamentar de seus representados e viabiliza que as demandas cheguem direto ao Congresso. Da mesma forma não teríamos palhaços como representantes e o presidente teria a […]
Se no Brasil houvesse seriedade política e civilidade, ninguém ligaria para quem seria o presidente, senão para quem o fiscalizaria.
O Voto Distrital é um mecanismo que aproxima o Parlamentar de seus representados e viabiliza que as demandas cheguem direto ao Congresso. Da mesma forma não teríamos palhaços como representantes e o presidente teria a sua agenda de governo auferida todos os dias. É assim que funcionam onde “as coisas funcionam”.
