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Pelotas e RS

Carnaval pelotense já tem programação

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Do site da prefeitura – Entre os dias 8 e 10 de março, Pelotas abre alas para o Carnaval 2019. A folia fora de época ocorre na região do Porto – este é o último ano em que isto acontece – e reúne a maioria das entidades carnavalescas da cidade. Em 2019, a Prefeitura é uma das apoiadoras do evento, garantindo a segurança e a sinalização do trânsito no evento.

A cidade também disponibilizou o recurso necessário para o pagamento do chamado ‘Cachê Artístico’: são R$ 350 mil entregues à Associação das Entidades Carnavalescas de Pelotas (Assecap), responsável pela organização da festa.

Segundo o diretor de Manifestações Populares da Secretaria de Cultura (Secult), Paulo Pedrozo, desse total, R$ 160 mil já foram pagos. Os outros R$ 190 mil devem ser depositados até o fim de janeiro. Graças ao valor, cada uma das três escolas de samba que desfilarão neste ano recebem R$ 50 mil.

O restante da verba será distribuído entre as sete escolas de samba mirins, sete bandas carnavalescas, cinco blocos burlescos e cinco entidades participativas, lembrando que haverá concurso em quase todas as categorias, com exceção das participativas.

Novidade

A grande novidade do Carnaval 2019 é a contratação da Bah Entretenimento. Conforme Roberto Martinez Nunes, presidente da Assecap, a empresa ficará encarregada de toda a estrutura, assumindo inclusive os custos com a festa. Para isso, recebe toda a receita obtida com a venda de camarotes, arquibancadas e espaços na praça de alimentação. “A proposta foi irrecusável. Poderemos repassar todo o recurso disponibilizado pela Prefeitura às entidades”, disse Nunes.

De acordo com a produtora-executiva da Bah, Andressa Farias, a parceria com a Assecap está sendo muito positiva e inaugura uma nova forma de fazer Carnaval em Pelotas. “É uma nova proposta, uma nova maneira de fazer Carnaval, e contamos com apoio e aceitação de todos.”

Ingressos

Desde julho, a produtora comercializa os ingressos para os camarotes, mesas e arquibancadas. Já os espaços da praça de alimentação começam a ser disponibilizados em fevereiro. Durante os três dias de folia, shows locais e nacionais devem movimentar a ‘Arena de Shows’, cuja programação será divulgada mais próximo ao evento.

Quem quiser adquirir ingressos, desembolsará R$ 45,00 por pessoa para curtir os três dias de Carnaval nas arquibancadas; R$ 120,00 por pessoa para os três dias no Camarote Gold Arena de Shows; e R$ 300,00 para os três dias em uma mesa para quatro pessoas. Os ingressos estão disponíveis para venda na loja DeLucca Calçados, na rua Andrade Neves, 1561.

Programação geral

Além dos tradicionais desfiles, apresentações começam já em fevereiro em vários bairros do município, estendendo-se até março.

Confira:

9 de fevereiro (sábado) – Bloco Expresso 620 (Rádio Pelotense). Local: da rua Quinze de Novembro até a Cassiano

16 de fevereiro (sábado) – Bloco Folia Pelotense. Local: entorno da Praça Coronel Osório

17 de fevereiro (domingo) – Bloco Bruxa da Várzea. Local: Laranjal

23 de fevereiro (sábado) – Desfile da Confraria do Samba: Local: ruas Cassiano, Andrade Neves, Sete de Setembro e Quinze de Novembro. Desfile Praieiro 2019 – Bloco Praieiro do Laranjal. Local: Laranjal

24 de fevereiro (Domingo) – Muamba Amigos do Sereno. Local: avenida Domingos de Almeida

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Cultura e entretenimento

Luiz Carlos Freitas lança novo romance: Confissões de um cadáver adiado

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O escritor e jornalista Luiz Carlos Freitas autografa na próxima quinta-feira (30), a partir das 18, na Livraria Mundial, seu novo romance: Confissões de um cadáver adiado. Freitas mergulhou no trabalho durante um ano até bater o ponto final.

O romance tem como ponto de partida e chegada a própria vida do autor, que sobreviveu a uma sentença que parecia de morte.

O prefácio fala por si:

Realidade e ficção na hora da morte Amém!

Sou filho do povo pobre e escravizado, a literatura me libertou e salvou. Perambulei por aqui e ali, encontrei guarida, força e sobrevivência financeira no jornalismo, oásis e alegria no ofício de escrever romances de cunho social, em paralelo, nas horas roubadas ao lazer e ao convívio familiar. Escrever me bastava, ser famoso e ganhar dinheiro não me atraia – expulsar fantasmas íntimos era o objetivo. Até que, no final de abril de 2011, ocorreu o que eu previa desde quando perdi meu pai, em 1973, aos 43 anos, vitimado por câncer no estômago e metástase no fígado.

Eu trabalhava na conclusão do romance MoriMundo e, em função de desconforto gástrico, fui me consultar. Desconfiança do médico, endoscopia, diagnóstico de enfermidade anunciada: tumor maligno de 2,5 cm (a mesma doença paterna) no Piloro (parte do estômago). Solução? Cirurgia. Pra ontem! Fui operado dia 13 de maio de 2011. Tudo certo! Extraíram o tumor e parte do estômago – deram-me como curado. Milagrosamente. Sem metástases. Tirei o prêmio da Mega Sena. Hurras! Vivas! Safei-me. Em julho dispensei o auxílio-saúde do INSS, voltei ao trabalho e à conclusão do MoriMundo, com a responsa de retornar a consultar-me com o oncologista em novembro, já com a tomografia em mãos.

Terminei o livro e o publiquei em setembro daquele ano. Ufa! Em novembro fiz a “Tomo” e me apresentei ao médico, pacificado, tranquilo, sem nada a temer. Choque! De alta voltagem! O cara leu o laudo do exame e me disse na lata: Problemas! Novo tumor no estômago, outro no pâncreas, um terceiro no baço e necrose no fígado. Puta… Balancei. No pâncreas! Tremi, me senti mal, meu mundo caiu, pensei: É o fim, prezado Freitas. Deu pra ti, camarada! O que temia há 40 anos se tornou realidade. Dei um tempo. Recuperei-me. E perguntei ao oncologista: Quanto tempo de vida? Entre seis meses e dois anos! Respondeu na hora, insensível e habituado às dores alheias. O que devo fazer? Extirpar os tumores por meio de cirurgia, a fim, talvez, de prolongar a vida, respondeu: Tchau e benção!

Dei entrada ao hospital dia 1º de janeiro de 2012, com cirurgia marcada para a manhã seguinte. No íntimo se digladiavam a esperança, a desesperança, o medo e um vago sentimento de aceitação do inevitável. Fiquei novehoras na mesa de cirurgia. Extraíram o tumor e o que restava do estômago, a cauda e a cabeça do pâncreas, o baço, e rasparam a necrose do fígado. Acordei e percebi que continuava no mundo dos vivos. Por pouco tempo. Deu rolo. Intercorrências nas cirurgias. Abriram-me mais cinco vezes consecutivas e instalaram um dreno no fígado para filtrar o excesso de bílis. Fui indo, dois, três dias… Bactéria estava à toa na vida e decidiu infectar-me.

Peguei infecção hospitalar das bravas. Dê-lhe litros de antibiótico e parará. A coisa piorou, choque séptico, falência de órgãos múltiplos… Adeus mundo! Quinze dias em coma! Caixão e sepultura prontos, família conformada, médicos nem aí para mais um caso perdido (aqui é força de expressão, “licença poética”). Acordei! Vi três rostos em forma de santa – não lembro a ordem: minha mãe, minha companheira, minha irmã caçula. Acordei do coma para espanto geral – milagre! –, permaneci três meses no hospital, perdi 30 quilos, voltei pra casa – milagre! A enfermidade foi superada, estou limpo  há 11 anos e 25 dias, completados hoje, 26 de setembro de 2023. Não tenho estômago, partes do pâncreas, o baço, a vesícula, a aparência e a energia de outrora…

Nesses quase 12 anos de recuperação física e mental, ganhei sobrevida, 15 quilos (meu peso oscila entre 52 e 55 Kg), paz, tranquilidade, tempo para escrever, certa lucidez, aposentadoria por invalidez, uma coluna política três vezes por semana no centenário Diário Popular (desde 2014 até dezembro de 2020), e uma vida praticamente normal – sem sequelas graves. Ainda que sobre mim paire a sombra do medo da recidiva. Entre 2014 e 2015 escrevi o romance Homo Perturbatus, publicado em 2016, reeditei Amáveis inimigos íntimos, em 2017, Odeio muito tudo isso, em 2019, e publiquei o romance Ninguém em 2020. Enquanto isso, Confissões de um cadáver adiado maturava na mente e no espírito, à minha revelia, esperando o momento certo para vir à luz. Comecei a escrevê-lo em maio de 2022, após necessária visita à aldeia Campelo, no Norte de Portugal, onde nasceram meus avôs paternos. Concluí a obra em março de 2023. Foi doloroso reabrir velhas feridas, descobrir outras, furtivas. Às vezes, chorava e lamentava meus erros, geralmente a melancolia, a nostalgia e a culpa ditaram o ritmo e as palavras. Fui em frente!

Confissões de um cadáver adiado não é um manual de superação da enfermidade – longe disso. Mas é testemunho inequívoco de que o diagnóstico de câncer – mesmo os considerados irremediáveis – já não é sinônimo de finitude. Tampouco tem a pretensão de “colonizar” o outro, como diz Saramago. O objetivo da obra é compartilhar experiências, plantar esperança, mostrar a ambiguidade, a imperfeição e a mesquinhez do ser. Há outros. Diversos.  Descubra-os!

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Pelotas e RS

Nova estapa da obra na ponte do Laranjal levará 10 dias, se não chover

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A prefeitura avisa que começou uma nova etapa da obra na ponte do Laranjal.

Dizem que, nexta-feira (24), começaram uma nova etapa da obra de recuperação da cabeceira da ponte sobre o arroio Pelotas, a terceira. “A empreiteira contratada fez a perfuração das microestacas e começou o trabalho de concretagem”. 

“Entramos, agora, na terceira etapa da obra, que é a das estacas que servirão de cortina para a contenção. O prazo para conclusão dessa parte é de, aproximadamente, dez dias, se o tempo for bom”, diz o secretário de Obras e Pavimentação, Giovan Pereira.

A obra é decorrência de problemas na contenção do material na travessia. Custo: R$ 400 mil, dos cofres do Município.

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