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Cultura & diversão

VINGANÇA & CASTIGO. Por Déborah Schmidt

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Em Vingança & Castigo, quando o fora da lei Nat Love (Jonathan Majors) descobre que seu velho inimigo Rufus Buck (Idris Elba) será libertado da prisão, ele reúne seu bando em busca de vingança pela morte de seus pais.

Ao seu lado estão o seu antigo amor Mary Fields (Zazie Beetz), o temperamental Bill Pickett (Edi Gathegi) e o rápido no gatilho Jim Beckwourth (RJ Cyler), além de Bass Reeves (Delroy Lindo), um adversário que virou aliado. Já Rufus tem em sua equipe os temidos Trudy Smith (Regina King) e Cherokee Bill (LaKeith Stanfield).  

O novo longa da Netflix marca a estreia de Jeymes Samuel na direção em faroeste que é também um interessante manifesto anti-racista.

Com elenco cheio de estrelas composto majoritariamente por atores negros, vemos novos talentos como Jonathan Majors, LaKeith Stanfield e Zazie Beetz atuando ao lado de nomes consagrados como Idris Elba, Regina King e Delroy Lindo. O roteiro de Samuel e Boaz Yakin acerta ao dar a cada um dos personagens a sua devida importância durante a narrativa Apesar das mais de 2 horas de duração, a trama flui de forma simples e objetiva.

Com um design de produção impecável, a fotografia e as cores tornam a produção ainda mais atraente visualmente. Simplesmente incrível, a trilha sonora teve a colaboração de Jay-Z, um dos produtores do filme, e conta com artistas como Kid Cudi, Lauryn Hill, Seal e CeeLo Green.  

O filme inicia mostrando que a história narrada pode ser fictícia, mas que aquelas pessoas realmente existiram. Com letreiros que apresentam os personagens, o filme consegue ser muito próximo dos trabalhos de Quentin Tarantino, uma vez que aposta na violência, nos diálogos irreverentes e em cenas de ação empolgantes.  

Com uma chocante cena de abertura, Vingança & Castigo é um faroeste moderno que conquista graças ao seu espetacular elenco.

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Confissões de um cadáver adiado, novo romance, em gestação, de Luiz Carlos Freitas

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O escritor e jornalista Luiz Carlos Freitas está produzindo um novo romance: Confissões de um cadáver adiado. Abaixo, um trecho do livro e outras informações sobre o autor e seu trabalho. Material fornecido pela Fábrica de literatura.

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“Mal havia completado 15, matei meu pai. Velei o corpo e a culpa durante quatro décadas, sepultei ambos no dia em que finalizei 55 anos. O peso se tornara insustentável perante o diagnóstico de câncer recorrente no estômago, primário ou secundário no pâncreas, no baço, necrose safada no fígado, recebido do médico de fala mansa, excessivamente franco, brutalmente impiedoso, inapelavelmente direto. E reto. Resignado, pereci no ato, aceitei a única herança paterna, entranhada nas células, me repassada por vingança daquele filho da puta, responsável por me trazer ao mundo sem consentimento prévio, artífice dos meus desgostos, cicatrizes e deformações, semeador em campo fértil à germinação de flores do mal, similares às de Baudelaire. À brotação da ambiguidade de crime e castigo, semelhante ao mergulho aos confins da alma humana experimentado por Dostoiévski – filho outro da paternidade irrefletida, geradora de gente bizarra, não raro perigosa, se não a si, decerto à sociedade. A revelação crua, endurecida pela insensibilidade fortalecida com o sangue, o desalento e a aflição dos sentenciados à morte, me pegou no contrapé, me abateu, pipoquei, tremi, temi o pior, na mente desfilou parada de dores e horrores.”

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Da Fábrica de literatura:

O trecho inicial do “Confissões de um cadáver adiado”, em gestação na “fábrica de literatura” do jornalista e escritor pelotense Luiz Carlos Freitas, é para os fortes, destinado aos que apreciam obras profundas, sombrias – um estudo da alma, aos moldes dos autores russos, notadamente Dostoiévski. O título foi “pinçado” de um poema de Ricardo Reis, um dos heterônimos de Fernando Pessoa, mestre em reduzir o homem a sua verdadeira dimensão.

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“O livro é uma autoficção, na qual me desnudo, revelo períodos da infância, da adolescência e da idade adulta, com ênfase na superação de grave enfermidade enfrentada e superada em 2011 e 2012”, Freitas esclarece, acrescentando que o título remete às dificuldades, dores e horrores enfrentados pela espécie humana, sem deixar de acreditar na redenção da humanidade.

Luiz Carlos Freitas

Enquanto trabalha no novo livro, Freitas faz contatos e recebe propostas. Assinou contrato com a editora portuguesa Ases da Literatura, por exemplo, cedendo os direitos autorais do romance “MoriMundo”, originalmente editado em 2011 pela Editora Livraria Mundial. A nova versão da obra foi publicada em meados de novembro, com lançamento internacional.

“Entendo que, depois de publicado, o livro é dono de si mesmo e não temos mais ascendência sobre ele. Devemos deixá-lo seguir o seu caminho e chegar ao destino final – o leitor – esteja onde estiver, no Brasil, em Portugal, em Angola, na Índia, num condomínio de luxo ou numa casa de periferia. O importante é que deixe marcas e auxilie no aperfeiçoamento da sociedade, na busca da tolerância, da solidariedade, da fraternidade e da igualdade”.

Responsável pela coluna política “Entrelinhas”, publicada durante sete anos no Diário Popular, desde o início do ano Freitas passou a se dedicar exclusivamente à literatura e anuncia para 2022 a publicação do livro “Homo Perturbatus” na França (publicado em 2018 e lançado na Bienal Internacional do Livro de São Paulo naquele ano). Segundo ele, a obra está em fase de tradução, na editora, em Paris, com lançamento previsto para o segundo semestre do ano que vem. “Essa é a expectativa, embora tudo esteja se movendo devagar em função da Covid-19 – e não é para menos, diante da tragédia que se abateu sobre o mundo. Sem deixar de lamentar as vidas perdidas e fazendo a nossa parte, temos de ser otimistas, acreditar que a epidemia será controlada, remetendo a civilização a um novo ciclo, menos materialista e individualista, conforme  defendo no livro ‘Homo Perturbatus’.”

“MoriMundo” está à venda na Livraria Mundial (Pelotas). E mais:

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Também podem ser encontrado na Amazon em Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália, EUA e França. 

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Trecho do MoriMundo:

“Tanto no Paraíso quanto no Limbo, sobretudo no Inferno, passarinhos de asas coloridas e cantos melodiosos já não existiam, exceto pardais, pombas e urubus, mas esses não contam. Não cantam. Arrulham, piam, crocitam. E a plumagem deles era escura, às vezes cinza, marrom ou bege, geralmente preta. Tanto no Paraíso quanto no Limbo, sobretudo no Inferno, não se via borboletas esvoaçando, abelhas zumbindo e cigarras cantando. Tampouco grilos estrilando, vaga-lumes iluminando, rãs coaxando. Os ratos e baratas, aranhas e morcegos, estes sim subsistiram, predadores que são. Não sobrou quase nada, tanto no Paraíso quanto no Limbo, sobretudo no inferno. Raras árvores, rios e lagos, gramados e jardins. Tudo era cinza, triste e monótono. E o calor, torturante. Insuportável! Durante o dia, envolta por névoa espessa, a cidade fervia, espumava, presa em si mesma, manietada pelo aço, o cimento e o vidro. Tanto no Paraíso quanto no Limbo, sobretudo no Inferno, desfilavam multidões suarentas, tensas e caladas, como se formigas entontecidas. À noite, o frio dominava e a paisagem mudava. Praticamente desertas, as ruas se transformavam em território de sombras furtivas, apressadas e silenciosas. A metrópole se autodevorara, sucumbira à superpopulação, à degradação e à poluição, exceto no Paraíso, onde se tentava recomeçar um novo ciclo, marcado pela exclusão, elitizado, apesar de fadado ao fracasso, pois um dia também seria tragado pelo redemoinho do tempo, pelas hostes indignadas e ensandecidas.”

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Trecho do Homo Perturbatus:

“Trajano equilibrou-se entre dois mundos por anos e anos sem conta. Tornou-se exemplo vivo do maniqueísmo que grassa em sucessivas civilizações, desde que inventaram Deus. Do ponto de vista externo, era o Mal encarnado, alguém que negava a existência dos deuses: Deus-Todo-Poderoso; Deus-Money; Deus-Consumo; Deus-Cinismo: Deus-Intolerante; Deus-Ignorante e uma infinidade de divindades idolatradas e respeitadas, cujos preceitos são seguidos ovinamente pela maioria, com fortuitas e meritórias exceções. Do ponto de vista pessoal, fruto de personalidade diferente e ainda imaculada, por conta, segundo os outros, de anomalia – “um castigo” – inata, Trajano acreditava piamente, com a devoção e a convicção de beato inveterado, ser exemplo raro de uma classe humana em extinção, a exemplo do que ocorria com  determinadas espécies: tartarugas-marinhas e borboletas, bem-te-vis, beija-flores, peixes-gato e  amores-perfeitos, árvores-da-felicidade e peperômias, jatobás, jerivás e samambaiaçus. Não tinha dúvidas, representava o Bem, Dom Quixote feito gente de carne, osso e cérebro, com virtudes e defeitos, sim, mas humanista e idealista, do cabelo ao dedão do pé. Fiel às convicções íntimas, perseverou, e foi em frente, apreendendo e aprendendo! Ser cândido e confiante, sequer desconfiava, mil armadilhas o aguardavam estrategicamente armadas ao longo do caminho, nem lhe passava pela mente que mil e um deuses irados e malévolos o espreitavam a cada momento.”

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“Icônico pelotense”

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Foto de Tani Guez”.

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O crepúsculo da democracia

“Dos Estados Unidos e Grã-Bretanha à Europa continental, Ásia e América do Sul, as democracias liberais estão em risco, enquanto o autoritarismo está em ascensão”

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A historiadora e vencedora do Prêmio Pulitzer Anne Applebaum explica por que as elites democráticas de todo o mundo estão se voltando para o nacionalismo e o autoritarismo. Eleito o Livro do Ano pelo The Washigton Post e pelo The Financial Times.

Fernando Nogueira da Costa, professor Titular na UNICAMP

Anne Applebaum é vencedora do Pulitzer Prize com o livro intitulado “Crepúsculo da Democracia” (Twilight of Democracy – The Seductive Lure of Authoritarianism. Penguin Random House LLC, 2020).

Norte-americana, ela se radicou na Polônia. Seu marido, no réveillon de 1999, era vice-ministro das Relações Exteriores do governo polonês, depois foi ministro da Defesa e das Relações Exteriores. A autora é ótima contadora de histórias políticas, vivenciadas pessoalmente. Sua narrativa é cativante. A mente humana aprecia boas estórias.

Na festa do fim do milênio, os convidados acreditavam em democracia, no Estado de Direito e na Polônia. Como país-membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), estava em vias de ingressar na União Europeia, parte integrante da Europa moderna. Nos anos 90, lá, era esse o significado de estar “à direita”: os conservadores, os anticomunistas, os neoliberais – liberais pró-livre mercado sem os valores liberais clássicos de defesa dos direitos de minoria –, talvez “thatcheristas”.

Naquele momento, com a Polônia na iminência de se integrar ao Ocidente, tinha-se a impressão de todos torcerem pelo mesmo time. Concordavam sobre a democracia, o caminho para a prosperidade, e o rumo tomado pela Nação.

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Aquele momento passou. Decorridas quase duas décadas, aquelas pessoas mudam de calçada para evitar encontros. Cerca de metade dos convidados nunca mais falaria com a outra metade. Os estremecimentos são políticos. Hoje, a Polônia é uma das sociedades mais polarizadas da Europa – uma grave cisão divide não só o que costumava ser a direita polonesa, mas também a tradicional direita húngara, a direita italiana e ainda, com certas diferenças, a direita britânica e a direita norte-americana.

Applebaum compara a situação atual com a anterior à II Guerra Mundial. A maioria dos amigos pertencentes à direita, um por um, foram atraídos pela ideologia fascista. Passaram a demonstrar convicção cega e arrogância ao deixar de se identificarem como europeus e passarem a se qualificar como “nacionalistas de sangue e solo”. Eles descambaram para o pensamento conspiratório ou se tornaram irrefletidamente rudes.

Hoje vem ocorrendo transfiguração semelhante na Europa, onde Applebaum habita, e na Polônia, um país cuja cidadania obteve. Mesmo depois do colapso financeiro global de 2008, o país não passou por nenhuma recessão. A onda de refugiados, embora tenha atingido outros países europeus, não chegou lá. Na Polônia, não existem campos de migrantes, nem há terrorismo islâmico ou terrorismo de qualquer gênero.

Os ideólogos ultranacionalistas, talvez não sejam todas pessoas tão bem-sucedidas quanto gostariam, mas não são gente pobre nem do meio rural, nem são, de modo algum, vítimas da transição política. Tampouco constituem uma subclasse empobrecida. Ao contrário, são pessoas instruídas, falam diversas línguas e viajam para o exterior.

O que terá causado essa transfiguração? Alguns dos ex-amigos teriam sempre sido autoritários enrustidos? A explicação, infelizmente, é universal. Dadas as devidas circunstâncias, qualquer sociedade pode se voltar contra a democracia. Aliás, a julgar pela história, todas as sociedades acabarão por fazê-lo.

Todos esses debates têm em seu cerne questões políticas fundamentais. A quem cabe definir uma Nação? E a quem, por conseguinte, cabe conduzir uma Nação?

De acordo com a Psicologia Comportamental, cerca de um terço da população de qualquer país tem a chamada de predisposição autoritária. Favorece à homogeneidade e à ordem. Pode estar presente sem necessariamente se manifestar. Ao contrário dela, uma predisposição libertária, privilegiando a diversidade e a diferença, também pode estar presente silenciosamente em certo número de pessoas rebeldes.

A definição de autoritarismo não é política e não é semelhante a conservadorismo. O autoritarismo apela, simplesmente, a pessoas incapazes de tolerar a complexidade: não há nada intrinsecamente “de esquerda” ou “de direita” neste instinto. É anti-pluralista. Suspeita de pessoas com ideias diferentes. É alérgico a debates acirrados.

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Se os possuidores derivam sua política do marxismo ou do nacionalismo, isso é irrelevante. É um estado de espírito, não um conjunto de ideias.

Mas os teóricos muitas vezes deixam de lado outro elemento crucial no declínio da democracia e na construção da autocracia. A mera existência de pessoas admiradoras dos populistas demagogos ou mais confortáveis ​​em ditaduras não explica totalmente por que os demagogos vencem.

O ditador quer governar, mas como ele atinge aquela parte do público com o mesmo sentimento totalitário? O político iliberal quer minar os tribunais para se dar mais poder, mas como ele persuade os eleitores a aceitar essas mudanças?

Nenhum autoritário contemporâneo pode ter sucesso sem os escritores, intelectuais, panfletários, blogueiros, spin doctor [assessor de político ou marqueteiro hábil em tornar a imagem deste aceitável ou simpática à opinião pública], produtores de programas de televisão e criadores de memes. Eles vendem sua imagem ao público.

Os autoritários precisam das pessoas capazes de promover o golpe eleitoral populista. Mas também precisam de pessoas capazes de usar uma linguagem jurídica sofisticada, ou seja, pessoas com argumentos para violar a constituição ou distorcer a lei.

Eles precisam de pessoas capazes de, via algoritmos encaminhados para os segmentos certos, dar voz às queixas, manipularem o descontentamento, canalizarem a raiva e o medo, propagandear uma Teoria da Conspiração e um futuro imaginário diferente. Eles precisam de membros da elite intelectual e culta. Esses cúmplices os ajudam a lançar um boicote midiático e financeiro contra o resto da elite intelectual e culta, mesmo se isso incluir seus colegas de universidade, seus colegas profissionais e seus ex-amigos.

Designo essa nossa gente com a expressão casta dos sábios-intelectuais ou sacerdotes. Os dissidentes evangélicos constituem a casta dos sabidos-pastores. Todos somos, no fundo, pregadores de ideologia e/ou religião se não respeitarmos o método científico.

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Pior, o Estado de Partido Único Iliberal, agora o desejado por todo populista, foi desenvolvido por Lenin. O fundador da União Soviética certamente será lembrado não apenas por suas crenças marxistas, mas como o inventor dessa forma duradoura de organização política. É o modelo adotado por muitos dos atuais autocratas do mundo.

O Estado Iliberal não é uma filosofia marxista. É um mecanismo para manter o poder e funciona a favor de muitas ideologias. Funciona porque define quem pode ser a elite. Pertence à nomenclatura, isto é, está sujeito à nomeação para cargos políticos.

Nas monarquias, o direito de governar era concedido à aristocracia. Ela se definia por códigos de educação e etiqueta. Nas democracias ocidentais modernas, o direito de governar seria garantido, em tese, por diferentes formas de competição: campanha e votação, testes de méritos para acesso ao ensino superior e ao serviço público, mercados livres para empreendedores com iniciativa particular.

Antes, a maioria presumia a competição democrática ser a forma mais justa e eficiente de distribuir o poder. Os políticos mais competentes deviam governar. As instituições do Estado deviam ser ocupadas por pessoas qualificadas. As disputas entre elas deviam ocorrer em igualdade de condições para garantir um resultado justo.

O Estado de Partido Único, adotado por Lenin, era baseado em valores diferentes. Ele derrubou a ordem aristocrática, mas não colocou um modelo competitivo em seu lugar.

Não é apenas antidemocrático, também é anticompetitivo e antimeritocrático. Cargos em universidades, empregos de direitos civis e funções no governo e na indústria não vão para os mais trabalhadores ou mais capazes: vão para os mais leais.

Os indivíduos avançam não mais por causa do talento pessoal, mas porque estão dispostos a se conformar às regras do Partido. Essas regras geralmente excluem a ex-elite governante e seus filhos. Favorecem, por exemplo, os filhos da classe trabalhadora ou da casta de militares. Acima de tudo, favorecem as pessoas capazes de professar abertamente a fé no Partido: são militantes fieis e seguidores acríticos do líder.

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Ao contrário de uma oligarquia comum, o Estado de Partido Único permite a mobilidade ascendente: os verdadeiros crentes podem progredir. Essa é a fonte de atração do autoritarismo para pessoas ressentidas ou malsucedidas. Invariavelmente, substitui todos os talentos de primeira linha, independentemente de suas simpatias, por malucos e tolos, cuja falta de inteligência e criatividade é a garantia de sua lealdade.

O populista desdenha a ideia de um Estado Neutro com funcionários apolíticos e uma mídia objetiva. Considera a liberdade de imprensa “um engano”. Zomba da liberdade de reunião e expressão. Considera a democracia parlamentar um meio para a supressão da classe trabalhadora ou de militares. A imprensa pode ser livre e as instituições públicas podem ser justas, apenas depois de serem controladas por castas de natureza ocupacional – por meio do Partido. O populismo de direita adotou esse legado leninista.

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