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Especial

Morre o ex-professor e médico Giovanni Baruffa

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A Universidade Católica de Pelotas divulgou a nota abaixo:

A Universidade Católica de Pelotas (UCPel), comunica com imenso pesar o falecimento do ex-professor do curso de Medicina, Giovanni Baruffa. O velório ocorre nesta quinta-feira (13) na sala 3 do Cemitério São Francisco de Paula, das 11h30 às 14h30.

Baruffa, italiano de nascença, formado pela Universidade de Pádua, foi um dos precursores do curso de Medicina da Católica. O médico também se destacou na comunidade científica ao concluir, depois de cinco anos de pesquisas, que a região sul do Estado era, na época, um dos maiores focos da Doença de Chagas no Brasil.

Baruffa

Trajetória na UCPel

O médico iniciou a carreira em uma missão humanitária na Somália (África), onde ficou por cerca de 10 anos. Antes mesmo de retornar do continente africano, recebeu o convite do então bispo de Pelotas e fundador da UCPel, Dom Antônio Zattera, para deixar a terra natal e ser docente no sul do Brasil. Em 1964 Baruffa se tornou um dos primeiros professores do curso de Medicina da Católica.

No livro “Vida de Médico, Vida Minha”, o ex-professor lembra como respondeu ao chamado de Dom Antônio: “O fato de que o pedido viesse de um bispo de origem italiana, fundador de uma Universidade Católica, tinha peso que não podia ser desprezado”. 

Baruffa foi docente da UCPel por 30 anos, tendo feito parte do grupo de professores citados no documento de aprovação do curso de Medicina pelo Ministério da Educação, em 1968. Até os dias atuais é considerado um dos “pilares” da Medicina da Católica, como destaca a coordenadora da graduação, professora Regina Bosenbecker da Silveira:

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“Ele abriu portas aos nossos alunos Brasil afora, pelo reconhecimento que tinha. Tenho orgulho de que este emérito professor tenha feito a sua escolha por nós”.

Além de formar centenas de médicos, Giovanni Baruffa também foi professor dos cursos de Filosofia e Serviço Social.

Doença de Chagas

Admirado pelos alunos e colegas, o médico italiano foi titular de várias disciplinas na Medicina, além de ser lembrado como cientista “revolucionário”.

Nas aulas práticas, ainda na Santa Casa de Pelotas, iniciou a pesquisa sobre a Doença de Chagas.

O médico e ex-professor da Católica, Moacir Jardim, lembra que ao provar a existência de casos da doença, Baruffa se tornou  responsável por uma das mais importantes investigações científicas feitas no Rio Grande do Sul sobre a Doença de Chagas.

“O legado dele para o curso de Medicina foi como pesquisador. Foi um grande cientista com quem tive o prazer de conviver”, recorda Jardim, ao lamentar o falecimento do parceiro de uma década de docência na UCPel.

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Brasil e mundo

Síndrome de Burnout é reconhecida como fenômeno ocupacional pela OMS

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A síndrome de Burnout passou a ser reconhecida como um fenômeno relacionado ao trabalho pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A assunção dessa condição passou a valer neste mês de janeiro, com a vigência da nova Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-11).

A síndrome é definida pela OMS como “resultante de um estresse crônico associado ao local de trabalho que não foi adequadamente administrado”. Conforme a caracterização da entidade, há três dimensões que compõem a condição.

A primeira delas é a sensação de exaustão ou falta de energia. A segunda são sentimentos de negativismo, cinismo ou distância em relação ao trabalho. A terceira é a sensação de ineficácia e falta de realização.

A OMS esclarece que a síndrome de Burnout se refere especificamente a um fenômeno diretamente vinculado às relações de trabalho e não pode ser aplicada em outras áreas ou contextos de vida dos indivíduos.

Segundo o advogado trabalhista Vinícius Cascone, no Brasil, o Ministério da Saúde reconhece desde 1999 a síndrome como condição relacionada ao trabalho.

Caso um trabalhador reconheça os sintomas, deve buscar um médico para uma análise profissional. O médico avalia se o funcionário deve ou não ser afastado de suas funções. A empresa deve custear o pagamento caso o afastamento seja de até 15 dias.

Depois deste período, o empregado será submetido a uma perícia do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para que o órgão analise e, confirmando o diagnóstico, arque com o custeio do afastamento durante mais tempo. É preciso também abrir uma comunicação de acidente de trabalho.

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Cascone explica que se o empregador não der o encaminhamento em caso de afastamento, o trabalhador pode buscar diretamente o INSS ou entrar com ação judicial caso ocorra uma negativa do órgão.

À Agência Brasil, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou que o início da vigência da nova lista de doenças demandará uma atualização de normativos internos, o que ocorrerá “aos poucos”.

Conforme o órgão, o direito a benefícios associados ao afastamento temporário é garantindo a quem comprovar incapacidade de realizar o trabalho.

Ambiente de trabalho

A advogada Lívia Vilela teve a síndrome diagnosticada em 2019. Ela trabalhava em uma empresa pública desde 2011. Segundo Lívia, ocorreu um processo de sucateamento da companhia e o ambiente de trabalho não era bom.

Lívia conta que após assumir o cargo encontrou um espaço desestruturado, com alta carga de trabalho e grande responsabilidade, sem apoio dentro da direção da empresa. Essa situação gerou muito desgaste a ela. Além disso, havia uma disparidade salarial expressiva entre os trabalhadores da área que ela integrava.

“O burnout veio em 2018. Eu percebi que não estava bem. Comecei a ter problemas para dirigir, pois associava ao ambiente do trabalho. Fiquei desmotivada e não queria estar lá. Comecei a ter fortes crises de depressão e de ansiedade, insônia”, relata.

A advogada foi levada ao médico e foi afastada do trabalho. Em seguida, passou a atuar de forma remota, o que seguiu em razão da pandemia. Com a privatização da empresa pública, ela decidiu largar a carreira. 

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Cultura e diversão

Cinema: King Richard, criando campeãs

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King Richard: Criando Campeãs é a cinebiografia de Richard Williams, pai das tenistas Venus e Serena Williams. Destinado a fazer de suas filhas futuras campeãs de tênis, Richard (Will Smith) utiliza métodos próprios e nada convencionais, em um plano feito especialmente para duas de suas cinco filhas, Serena (Demi Singleton) e Venus (Saniyya Sidney).  

Dirigido por Reinaldo Marcus Green e com o roteiro assinado por Zach Beylin, o longa é visto através da perspectiva do pai, em um drama familiar que mostra o protagonista lutando para oferecer as melhores condições para sua família, visão compartilhada com sua esposa, Oracene ‘Brandy’ Williams (Aunjanue Ellis). Eles desenvolveram uma rotina regrada e rígida, mas repleta de amor e harmonia familiar, com o objetivo de mantê-las longe das ruas e, consequentemente, das drogas. 

Richard é um homem negro tentando fazer suas filhas se destacarem em um esporte dominado por brancos ricos. Mesmo assim, ele continua persistente para tentar chamar a atenção de treinadores renomados, como Paul Cohen (Tony Goldwyn), treinador de John McEnroe e Pete Sampras, e Rick Macci (Jon Bernthal), treinador de Andy Roddick e Maria Sharapova e que, posteriormente, ganhou a fama ao treinar as irmãs Williams. 

Ainda nos anos 90, quando treinava as filhas, Richard disse que Venus seria número 1 do mundo, enquanto que Serena seria uma das maiores da história. Vamos aos fatos: Entre muitos títulos na carreira, Venus Williams foi 5 vezes campeã no lendário torneio de Wimbledon e foi a primeira afro-americana a liderar o ranking mundial.  Serena Williams já possui 23 títulos de Grand Slam e é uma das maiores atletas do esporte. E não é que ele acertou? 

Determinado, teimoso e até mesmo egoísta em algumas de suas convicções, a filosofia de Richard insiste em preservar o bem-estar de suas filhas para que não sejam exploradas e acabem ruindo como outras jovens atletas. No maior desempenho de sua carreira, Will Smith interpreta um dos personagens mais interessantes e complexos de sua filmografia, se destacando pela perfeição vocal e física, conseguindo passar toda a metodologia, determinação e inspiração do personagem. Com uma atuação intensa e poderosa, o Oscar nunca esteve tão perto. 

A fotografia de Robert Elswit, vencedor do Oscar por Sangue Negro, aposta nas cores quentes, e o desenho de produção e a direção de arte recriam a época com exatidão de detalhes, como a velha Kombi do pai, a casa da família, os cortes de cabelo e algumas roupas das jogadoras. Durante os créditos, vemos imagens reais e depoimentos da família Williams ao som de “Be Alive”, de Beyoncé. Uma pena que o filme tenha deixado de lado o início da carreira e todo o talento de Serena Williams. 

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Envolvente e emocionante, King Richard: Criando Campeãs trata da perseverança em tornar seus sonhos realidade.  

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Brasil e mundo

Obra de Siron Franco, com manequins, lembra mortos por covid-19

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A instalação Renascimento, formada por 365 manequins suspensos, vai homenagear as vítimas da pandemia de covid-19 e os profissionais de saúde. A obra do artista plástico Siron Franco estará exposta a partir deste sábado (15) no jardim do museu Casa das Rosas, na Avenida Paulista, em São Paulo. 

A sede do museu passa por uma reforma, mas segue com atividades na área externa. A mostra é uma parceria com o Museu da Imagem e do Som, que também é um equipamento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa de São Paulo.

A inspiração para a obra veio quando Franco retirou um manequim do ateliê em Aparecida de Goiânia, em Goiás, e pendurou em um varal. Os bonecos, com diferentes volumes e tamanhos, estarão suspensos na Casa das Rosas por um cabo de aço a seis metros do chão. 

No texto de divulgação da instalação, o artista explica: “Os que se foram, representados pelos manequins, bradam pela integração dos povos, pela compreensão que devemos amar a nossa espécie e pela defesa da igualdade e dos direitos inalienáveis de todos. Nas roupas, estará estampada a frase ‘Viva a Diferença, Viva a Humanidade, Viva a América Latina!’, que reforça esse clamor.” 

Siron Franco começou vendendo retratos e, em 1965, passou a se concentrar nos desenhos. Morou em São Paulo entre 1969 e 1971 e fez parte do grupo responsável pela exposição “Surrealismo e Arte Fantástica”, na Galeria Seta.

Ele alcançou reconhecimento como pintor na 12ª Bienal Nacional de São Paulo, recebendo o prêmio de destaque. Foi também premiado na 13ª edição. Em 1980, foi considerado o melhor pintor do ano. Ele tem obras expostas no Metropolitan Museum of Arts (The Met), em Nova York.

Outras atividades

Enquanto a Casa das Rosas passa por restauração, o jardim vem sendo ocupado. As obras no prédio histórico de 1935 começaram em 18 de outubro do ano passado. O espaço é conhecido como um símbolo de preservação da memória na capital paulista. Outras ações baseadas na instalação também estão sendo realizadas, como oficinas literárias. 

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A oficina Ficções Vida, que ocorre nos dias 18, 20 e 27 de janeiro, das 18h às 20h, vai estimular a produção de “pequenas biografias ficcionais de personagens que foram vítimas da covid-19, abordando desde a dimensão humana à social”.

Brasília - O artista plástico Siron Franco fala à imprensa sobre a projeção de uma cachoeira na cúpula do Museu Nacional da República para alertar sobre a importância do cuidado com o uso da água (Valter Campanato/Agência Brasil)

O artista plástico Siron Franco homenageará vítimas da Covid-19 (Valter Campanato/Agência Brasil)

Já a oficina Poesia de luto e de luta será nos dias 10, 15 e 17 de fevereiro, no mesmo horário. A proposta é que os participantes escrevam “sobre a morte no poema a partir da dor pessoal e coletiva”. Partes dos textos serão expostas posteriormente, junto com a obra de Simon Franco. As inscrições podem ser feitas no site da Casa das Rosas

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