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Especial

Pelotas tem novo local para vacinação contra Covid-19 aos sábados

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Prefeitura fará mudanças no ponto fixo de imunização contra Covid-19 aos sábados. Com a alteração, a Escola Coronel Pedro Osório não realizará mais aplicações e partir deste sábado (26), quando a vacinação passa a ser na casa ao lado do Centro de Radioterapia e Oncologia (Ceron), na rua General Neto, 1707, das 10 às 15h.

O local disponibilizará vacinas de primeira, segunda e terceira dose, além da quarta dose para pessoas imunossuprimidas, com 18 anos ou mais, que tenham recebido a terceira dose há quatro meses.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) também chama atenção para os adolescentes que estão com a segunda dose em atraso. Em Pelotas, mais de 6,4 mil jovens entre 12 e 17 anos ainda não completaram o esquema vacinal, o que representa mais de 30% dessa faixa etária. Os imunizantes também estão disponíveis em todos os bairros da cidade, nas Unidades Básicas de Saúde, no Laboratório Municipal e no Shopping Pelotas.

Locais para vacinação de pessoas com 12 anos ou mais:

* De segunda a sexta-feira

Em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), das 8h30min às 11h, exceto nas unidades sentinela (UBSs Salgado Filho, PAM Fragata, Leocádia e CSU Cruzeiro)

Nas UBSs Fraget, Lindoia e Porto: das 8h30min às 15h

No Laboratório Municipal: das 13h30min às 17h

No Shopping Pelotas, loja 40: das 17 às 21h

No Trailer da Vacina, conforme cronograma do dia: das 9h às 17h

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*Aos sábados

Na rua General Neto, 1707, ao lado do Centro de Radioterapia e Oncologia (Ceron), das 10 às 15h.

Quais documentos levar

Pessoas com 12 anos ou mais

Para 1ª e 2ª dose

– Comprovante de residência

– Documento de identidade

– Cartão SUS ou CPF

– Carteira de Vacinação para comprovar a primeira dose (no caso da 2ª dose)

Pessoas com 18 anos ou mais

Para 3ª dose

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– Documento de identidade

– Carteira de Vacinação (para comprovar as duas doses, com quatro meses de intervalo desde a última aplicação, ou 28 dias no caso de pessoas imunossuprimidas)

Saiba os endereços dos pontos de vacinação

Todos que optarem por receber a aplicação do imunizante no Shopping Pelotas estarão isentos do pagamento da taxa de estacionamento do local. A gratuidade será concedida a quem apresentar a Carteira de Vacinação. Além disso, quem comparecer para a vacina e adquirir um ingresso para o cinema, para a data, ganhará outro sem custo algum.

Centro

Laboratório Municipal: rua Lobo da Costa, 1.774

Casa ao lado do Ceron: rua General Neto, 1707

UBS Porto/Puericultura: rua Doutor João Pessoa, 240

UBS Sansca/Vila Castilho: rua Doutor Amarante, 919

UBS Simões Lopes: avenida Viscondessa da Graça, 107

UBS Fátima: rua Baldomero Trápaga, 480 – São Gonçalo

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Unidade de Vacinação Infantil / Ubai Navegantes: rua Dona Darci Vargas, 212 – Porto

UBS Navegantes: rua Dona Darcy Vargas, 212 – Porto

UBS Osório (Loteamento): rua Barão de Mauá, 217 – Porto

Areal

Shopping Pelotas: avenida Ferreira Viana, 1.526

UBS Areal I: rua Apolinário de Porto Alegre, 290

UBS Areal Leste: avenida Domingos de Almeida, 4.265

UBS Bom Jesus: avenida Itália, 350

UBS CSU Areal: rua Guararapes, 50 A

UBS Dunas: avenida Ulysses Silveira Guimarães (Av. 1), s/n

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UBS Obelisco: rua Doutor Francisco Ribeiro Silva, 505

Laranjal

UBS Barro Duro: praça Aratiba, 12

UBS Colônia Z3: rua Rafael Brusque, 147

UBS Laranjal: rua São Borja, 683

Fragata

UBS Cohab Guabiroba: rua Doutor Arnaldo da Silva Ferreira, 352

UBS Dom Pedro l: rua Ulisses Batinga, 749

UBS Virgílio Costa: rua Epitácio Pessoa, 1.291

UBS Fraget: rua Três, 81 – Vila Real

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UBS Cohab Fragata: rua Paulo Simões Lopes, 230

Três Vendas

UBS Arco-Íris: avenida Pery Ribas, 523

UBS Jardim de Allah: avenida Fernando Osório, 7.430

UBAI Lindoia: avenida Ernani Osmar Blaas, 344

UBS Py Crespo: rua Marquês de Olinda, 1.291

UBS Sanga Funda: avenida Engenheiro Ildefonso Simões Lopes, 5.225

UBS Santa Terezinha: rua São Miguel, 5

UBS Vila Municipal: rua Luciano Galletti, 600

UBS Vila Princesa: rua Quatro, 3.205

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UBS Caic: avenida Leopoldo Brod, 3.220 – Pestano

UBS Cohab Pestano: avenida Leopoldo Brod, 2.297 – Pestano

UBS Getúlio Vargas: rua Sete, 184 – Getúlio Vargas

UBS Sítio Floresta: rua Ignácio Teixeira Machado, 299 – Sítio Floresta

UBS União de Bairros: rua Um, s/n – Loteamento dos Municipários

Zona Rural

UBS Monte Bonito: 9º distrito

UBS Pedreiras: 9º distrito

UBS Colônia Maciel: Colônia Maciel, s/n – 8º distrito

UBS Colônia Triunfo: Colônia Triunfo, s/n – 8º distrito

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UBS Grupelli: 7º distrito

UBS Vila Nova: 7º distrito – Vila Nova

UBS Santa Silvana: Colônia Santa Silvana, s/n – 6º distrito

UBS Cascata: estrada Cascatinha 1, s/n – 5º distrito

UBS Corrientes: BR-116

UBS Cordeiro de Farias – 5º distrito

UBS Colônia Osório: 4º distrito

UBS Cerrito Alegre: estrada Cerrito Alegre, s/n – 3º distrito

UBS Posto Branco (anexo Vila Princesa): Estrada Porto Alegre antiga, Granja Retiro, s/n.

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Especial

Que os sintomas voltem a ser dramas

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“A função do terapeuta é fazer com que os sintomas voltem a ser dramas existenciais” (Maurizio Andolfi)

Se você sente palpitações, sua frio e acha que vai morrer do coração, mas os médicos não encontram nada de errado nos seus exames, você está tendo um episódio de síndrome do pânico, uma das formas mais frequentes de ansiedade aguda nos dias de hoje.

Palpitações, suor, medo de morrer, são o que se chama de “sintomas”, enquanto a síndrome do pânico é o diagnóstico do seu tipo de transtorno. O que psiquiatras e psicólogos sabem é que os seus sintomas, antes de se tornarem sintomas, eram angústias, temores, conflitos, ou seja, emoções e pensamentos desagradáveis que você queria evitar, por isso eles foram tirados do seu pensamento e depositados no seu inconsciente.

Quando Anfolfi diz que “a função do terapeuta é fazer com que os sintomas voltem a ser dramas existenciais”, ele está dizendo que para que a terapia funcione é preciso descobrir o que está “´por trás” daquelas palpitações, do suor, do medo de morrer.

Trazer os conteúdos do inconsciente à tona, durante a terapia, para serem examinados num ambiente de empatia, onde se possam encontrar outras alternativas existenciais para aqueles sentimentos e ideias desagradáveis.

Se chama de “repressão” o mecanismo psicológico que faz com que uma vivência desagradável, em vez de ser resolvida, vá ser depositada, “escondida”, no inconsciente. Isso acontece desde a infância, são os sentimentos e pensamentos “não aceitos” no ambiente em que você vive, que são reprimidos e você “se esquece” deles, mas eles estão lá no fundo, bem guardados.

Uma criança se sente frágil e vulnerável diante dos adultos, necessita de afeto, cuidados, aceitação, assim começamos é que surge a “incongruência” entre o que vivenciamos e o que temos consciência. Por exemplo, não gostamos de algo, mas não é permitido não gostar. Ou o contrário, gostamos de algo, mas é “feio” gostar. Imagine qualquer coisa que você gostasse ou não na sua infância, mas isso não era permitido a você.

Lembro de uma sessão de terapia de família onde um paciente já adulto contava seus sintomas e o psiquiatra respondeu assim: “Isso não é nada, diante de ver sua mãe colocar o seu padrasto para dentro de casa”. O terapeuta captara os sentimentos de ciúmes do filho diante do novo relacionamento da mãe, mas ter ciúmes da mãe não era aceito socialmente.

Os exemplos são infinitos, pense nas suas emoções reprimidas, pense nos seus dramas existenciais, pense nos seus sintomas e observe se há uma associação entre as duas coisas. Os medicamentos e a psicoterapia são métodos para resolver sofrimentos que se apresentam como sintomas psiquiátricos mas que tem como pano de fundo sofrimentos humanos, profundamente humanos.

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Cultura e diversão

Gaúcho ou gauchesco?

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Gaúcho não é um termo brasileiro, mas castelhano, e embora seu significado seja controverso, não era um elogio, surgiu como uma ofensa, uma discriminação, até ser revertido em um motivo de orgulho para os habitantes de uma região, nosso estado. Isso é demonstrado em documentos antigos, o primeiro de 1771, de Maldonado (Uruguai), e o segundo em Montevidéu em 1780, que diz claramente que “no consentirá en dicha estancia que se abriguen ningunos contrabandistas, bagamundos u ociosos que aqui se conocen por Gauchos”.

Nos últimos 250 anos o mundo mudou completamente e a inversão do sentido da palavra é o menos surpreendente, diante das outras reviravoltas: nosso território passou ao domínio português, os índios e jesuítas das Missões foram massacrados, o Brasil se libertou de Portugal.

A palavra foi evoluindo – no próprio uso popular – para passar a denominar quem estivesse envolvido com a pecuária, com o couro, em uma vasta região do sul da Amárica do Sul, incluindo Uruguai, Argentina e Paraguai, além do Rio Grande do Sul.

Com a expressão assumindo conceito positivo, e motivo de orgulho do homem do campo, foi surgindo também uma cultura gaúcha, registrando os costumes, a fala, os valores, o jeito de ser dessa população. Um dos mais populares foi Martin Fierro, de José Hernández, um sucesso de público e de crítica. Já outros textos mais exibiam expressões gauchescas do que um conteúdo significativo.

Jorge Luís Borges, o maior escritor argentino de todos os tempos, fez uma ironia distinguindo os escritos “gaúchos” dos “gauchescos”, onde os primeiros seriam os autênticos e os segundos os que exibiam palavras gaudérias para “parecerem gaúchos”.

Uma exceção a essa “regra” são os “Contos Gauchescos” de Simões Lopes Neto, uma obra-prima da literatura brasileira, onde as muitas expressões gauchescas não são artificiais, mas uma reprodução da fala oral dos personagens do campo.

Martin Fierro, por sua vez, mesmo sendo um poema popular– um texto gaúcho “raiz” – tem expressões elevadas como o trecho em que define o que é o tempo. É numa trova entre Martin e Moreno, um primor de versos, que mostra que a simplicidade da forma não impede a beleza e a elevação: Moreno, voy a decir, / Sigún mi saber alcanza: / El tiempo sólo es tardanza / De lo que está por venir; / No tuvo nunca principio / Ni jamás acabará,/ Porque el tiempo es una rueda. / Y rueda es eternidá. / Y si el hombre lo divide, / Sólo lo hace, en mi sentir, / Por saber lo que ha vivido / O le resta que vivir “.

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Cultura e diversão

A felicidade

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Vivemos uma época de simplificações, “memes”, como se diz. Um de meus problemas sempre foi a certeza de que, por baixo da felicidade, há inevitavelmente um problema. Algo como a lagoa do Laranjal: linda, desde que não mergulhemos nela. Sempre há um furo na história perfeita. Porque, sendo perfeita, não pode ser humana.

Chaplin, um artista de quem gosto muito, escreveu: “Não precisei ir aos livros para saber que o tema da vida é conflito e dor”. Críticos disseram que ele era melancólico, triste. Chaplin não gostou. “Estão errados. Eu sou um otimista”. Um otimista não é necessariamente feliz. Mas, com sua atitude, presta um grande serviço à humanidade. Apesar dos problemas em que seu patético personagem se mete, sempre termina suas aventuras caminhando sozinho, de costas para a câmera, numa estrada poeirenta, rumo à próxima decepção, a superação desta e o lançar-se em busca de novas aventuras. Sucessivos calvários e ressurreições.

O vagabundo de Chaplin era tão sonhador quanto outro personagem, Dom Quixote, mas nunca louco e alheio como este. Em Chaplin, cada poro de seu mirrado corpo desprovido é hiper consciente da realidade. Tudo nele é mecanismo de defesa em relação ao mundo real. Mais associal que antissocial, o personagem aspira ingressar na sociedade, só não nos termos dela. Existe, mas não se encaixa no mundo. Na verdade, o problema do personagem é maior: quer que o mundo se ajuste a ele (será que isso lhe parece familiar?) Não por acaso Chaplin se tornou um mito mundial: fez a plateia rir do próprio desespero, do seu desamparo diante da natureza, de sua inadequação. Não conheço nada mais genial, e reconfortante, do que isso.

Tenho me interessado por outro pensador, este contemporâneo: o psicólogo Jordan Peterson. Sobre a felicidade, o canadense diz o mesmo que Chaplin. Para ele, a finalidade da vida não é a felicidade. “A realidade é sofrimento e tragédia. Você não vai querer viver a vida se entregando aos prazeres, até porque isso é impossível. No final, você vai querer ser o cara que construiu a arca” (referência a Noé). Diz ainda: “Todos nós carregamos fardos. A vida consiste em assumir responsabilidades, mirar alto e agir. Isto é o que vai fazer atravessar os percalços de existir. Se você fizer isso, talvez, naquela meia hora de paz no fim da tarde, você encontre a sua felicidade”.

Freud, o homem que explica tudo, diz em essência o mesmo: “A felicidade humana está em desacordo com a natureza, onde tudo a contraria. A felicidade não foi incluída na Criação”, escreveu. Já Kafka é radical: “Há salvação. Só não para nós”. Woody Allen invoca o humor judaico: “O que eu acho da vida? Não é um bom negócio”.

Sempre gostei dos pensadores realistas. Esses seres que se esforçam para ver as coisas como elas são, e só então, desiludidos, estabelecem os termos em que vão viver, inclusive para influir significativamente. É difícil. Uma pessoa que se propõe a enxergar as coisas como elas são, logo aprende a desconfiar, inclusive de si mesmo. Viver com medo (em estado de defesa contra a realidade) não é bom. Mas viver em negação é melhor? A experiência mostra que não adianta fugir. Chega uma hora em que o fardo pede passagem, com os problemas entulhados no sótão desabando pelo alçapão.

É difícil ver as coisas como são porque, quem consegue, se vê, de repente, sozinho com a decepção, com esta lhe apontando o dedo, contraditando certezas e exigindo coerência. Como ninguém fica de papo com a decepção, talvez só nos consultórios, em geral voltamos para o corredor de espera. É onde nos encontramos: no corredor, batendo cabeças. Ou então, ingressando numa igreja, onde o requisito de admissão é ter vocação para Cristo, o que uma form de evitar bater cabeça, escondendo-a.

É difícil confiar em si mesmo. Imagine, agora que se avizinha mais uma eleição, confiar em quem se propõe a representar os outros. Imagine a cara de pau que a tarefa de ser aprovado pela maioria exige, sem desviar da coerência. Provável que não haja pretensão maior. Uma personalidade narcísica e, em consequência, uma atitude cínica. Eis as duas exigências do papel principal na mais antiga das peças: A Mediação dos Intermináveis Conflitos Humanos.

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No passado, Lula foi eleito dizendo que a esperança venceu o medo. Acreditamos por um tempo. Então veio a decepção. Confiança demais nos outros, problema de sempre. Já Bolsonaro diz: “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos”. Seria caso de perguntar: Acima inclusive da esperança? Se for, chegamos a um estágio perigoso. Quase sempre temos estado aquém das possibilidades, nunca além.

Chaplin pode ter atingido o teto da meta: gargalhar do próprio desespero, encarando-o com disposição de ânimo. Sem nada para matar a fome, comer uma bota, fazendo de conta que é um frango; chupar os pregos da bota como se fossem ossinhos da sorte, sabendo o tempo todo que são bota e pregos, nunca se enganando. Apesar dos desenganos, Smile!, como seguiu recomendando aquele emoji de 1968 chamado Smiley (foto). Hoje flutua nas ondas da internet a seguinte mensagem: “O maior negócio da vida é sorrir. Eventualmente, os outros acreditarão”.

Eu acredito que todas as verdades essenciais já foram ditas. Ter ciência delas não nos tem conformado. Sem solução que dure, a saída elementar continua a de Chaplin: Smile!, depois materializada na figurinha do Smiley, hoje trivial nos emojis das redes sociais. Há uma ironia, uma tristezinha na sugestão. Mas, se não for ela, o que será?

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