Pelotas e RS
Previsão de novo ciclone e frente fria para o RS
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém, nesta terça-feira (29), alerta laranja de perigo para tempestade em uma faixa do Centro-Sul do país que se estende desde o sudoeste do Mato Grosso do Sul até o centro-sul do Rio Grande do Sul.

Uma frente fria associada a um ciclone extratropical formado entre o Uruguai, o Rio Grande do Sul e o oceano Atlântico provoca grandes volumes de chuvas, com ventos de até 100 quilômetros por hora (km/h) e possibilidade de granizo para a região.
Na Região Sul, o dia será de chuva com trovoadas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e no sudoeste, sul e sudeste do Paraná, atingindo todas as capitais. O calor continua em Curitiba, onde a máxima atinge 32 gruas Celsius (°C). Já a mínima esperada para as capitais é de 21°C em Porto Alegre. (Agência Brasil)
Foto © Fernando Frazão/Agência Brasil/Arquivo
Pelotas e RS
Fux suspende decisão de Dino sobre posts de Nossa Senhora
Foto de © Carlos Moura/SCO/STF
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a decisão do ministro Flávio Dino, também do STF, que havia derrubado uma ordem do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para que fossem tiradas do ar publicações na internet associando o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) a um suposto ataque à Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. 
Na decisão assinada na noite desta segunda-feira (28), Fux determinou que a ordem de Dino, que havia mandado manter os posts no ar, fique suspensa ao menos até que o plenário do STF analise o caso.
Entre as postagens derrubadas por Mendonça está uma do humorista Antonio Tabet, que em uma rede social veiculou uma foto de imagem religiosa com a legenda: “a família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”.
Dino atendeu a um recurso de Tabet e derrubou a decisão de Mendonça, sob a justificativa de proteger a liberdade de expressão e com o argumento de que a publicação do humorista não fazia menção ao nome do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.
A defesa do candidato então recorreu a Fux, que é relator de uma ação sobre o Marco Civil da Internet em que o STF decidiu que as plataformas têm a obrigação ativa de retirar do ar conteúdos que ameacem a democracia.
Em sua decisão, Fux disse que não fez juízo de valor a respeito da suposta violação da liberdade de expressão e disse que tal julgamento deve ser feito pelo plenário. O ministro destacou a gravidade de se suspender uma decisão do TSE às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial, marcado para o próximo domingo (4).
“Faz sentido que este Supremo Tribunal Federal determine a veiculação de notícia comprovadamente falsa? Não!”, escreveu Fux. (Ag. Brasil)
Foto © Carlos Moura/SCO/STF
Pelotas e RS
Sete de Abril tem rachaduras. Técnicos vão avaliar risco de descolamento de parte da parede
Parte da parede que caiu na área das caldeiras do edifício SulBanco.
O Sete de Abril apresenta ainda rachaduras na parede. Técnicos da prefeitura vão vistoriar hoje à tarde.
Brasil e mundo
Idealiza Cidades vence Master Imobiliário e se prepara para levar Parque Una à Paraíba
A Idealiza Cidades venceu o 32º Prêmio Master Imobiliário de 2026 — o mais alto reconhecimento brasileiro ao setor, na categoria Empreendimento: desenvolvimento urbano. A empresa pelotense concorreu com o projeto do Parque Una Pelotas, o bairro aberto, atualmente em expansão na cidade.
O Master Imobiliário é uma iniciativa do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi/SP) e da Federação Internacional Imobiliária (FIABCI/Brasil. E conta com um corpo de jurados das mais fortes instituições do setor. O site da Premiação resume seu significado: “Ser vencedor do Master Imobiliário é muito mais do que receber um troféu. É entrar para a história da excelência imobiliária no Brasil”.
A cerimônia de premiação ocorreu na noite da última quarta-feira (26), no Clube Atlético Monte Líbano. Cerca de mil pessoas estiveram presentes, profissionais do ramo e convidados de todo o País. O arquiteto e urbanista Hélio Mitica (na foto, com Fabiano de Marco, co-fundador da Idealiza) recebeu o prêmio, em nome da empresa.
Mitica esteve no nascedouro do projeto do Una Pelotas e, desde então, vem trabalhando nos demais projetos da Idealiza, fundada pelos pelotenses Ricardo Costa e Fabiano, aos quais se associaram anos depois André Beiler e Lucas Scapin.
Um post compartilhado por IDEALIZA CIDADES (@idealizacidades)
Com a conquista do Master 2026, a Idealiza acumula seis prêmios nacionais e internacionais, incluindo reconhecimentos a dois outros Parques Unas subsequentes ao de Pelotas, em andamento em São José dos Campos (SP) e Uberlândia (MG). A grande receptividade do mercado fez com que a empresa decidisse criar outro Parque Una, agora na Paraíba, onde a Idealiza adquiriu uma área com aquele fim.
Pioneirismo
A Idealiza se tornou pioneira no Brasil por transformar o conceito de bairro planejado em um negócio de interesse crescente e de proporções no País. Os brasileiros gostaram da proposta. Tanto gostaram que o volume de imóveis geridos pela empresa, o Valor Geral de Vendas (VGV), é estimado hoje em R$ 23 bilhões.

André Beiler e Fabiano de Marco
Por que as pessoas gostaram dos Parques Una?
Por uma série de razões. Basicamente, os brasileiros gostaram da ideia de viver em um bairro que, mesmo aberto, portanto integrado às cidades, foi projetado não só para oferecer espaços urbanos qualificados, mas também para facilitar sua vida.
Os Unas foram pensados para que as pessoas pudessem desfrutar ao mesmo tempo de um ecossistema composto por moradias, comércios, serviços, área de cultura e lazer. Tudo num mesmo ambiente aglutinador, a poucos passos de um ou outro destino dentro do bairro, o que reduz a necessidade dos inquilinos de se deslocarem para além do bairro. Por exemplo, um morador pode trabalhar no Una, ali comprar produtos variados, contratar serviços de salão de beleza, adquirir passagens aéreas, se divertir, passear, andar de bicicleta. O Una foi pensado para favorecer a conexão entre os inquilinos — para que estabeleçam laços, e formem parcerias para desenvolver projetos e negócios.
“Para nós, não se trata só de vender unidades. Nós estamos planejando os cenários da vida das pessoas, alicerçados nas mudanças correntes dos modos de vida — em outras palavras, estamos pensando no futuro, na importância crescente das conexões entre as pessoas”, explica o arquiteto e urbanista Hélio Mitica.
Lugar bonito
Quem passeia pelas limpas ruas de tráfego manso do Parque Una Pelotas, logo entende o êxito do projeto. É um lugar bonito, que inspira, e é uma ideia de como poderia ser uma cidade. O Una é atraente aos olhos, organizado, visualmente limpo, voltado ao essencial. A beleza de seus prédios, desenhados em variadas formas criativas, e batizados com belos nomes incomuns, confirmam a preocupação estética de seus idealizadores.
O Una evoca uma mistura de percepções. Há qualquer coisa de futurista na ambientação, algo de muito prático e, ao mesmo tempo, algo de espiritual em sua paisagem, o que tem a ver com a essência humana —projeções indicam que a solidão será crescente das sociedades, problema que a Idealiza levou em conta nas projeções dos Parques Unas.
Associação de bairro
O Una Pelotas não tem muros nem portarias. Mas, nos contratos de compra de suas unidades, os inquilinos assumem o compromisso de contribuir mensalmente com uma quantia para que a Associação do Bairro, por si mesma, mantenha a estrutura de segurança aos moradores e os serviços de zeladoria. Esta providência tem sido essencial para a boa manutenção do bairro, que se livrou de esperar por serviços públicos incertos, evitando que o bairro seja engolido por problemas urbanos comuns à maioria das cidades brasileiras.
Por suas qualidades, os sócios da Idealiza recebem visitas de gestores de prefeituras das várias regiões do País. Eles aterrissam em Pelotas buscando conhecer o projeto — pensando em reproduzir a experiência no planejamento urbano de suas cidades. E também recebem a cobertura da imprensa. “Foi muito bom estar com o Amigos de Pelotas (na premiação do Master), depois de uma década do veículo acompanhar este projeto, com muitas reflexões e aprendizados. Ganhou a cidade, com imprensa crítica, livre, empreendedor que ouve, estuda, arrisca e população que acreditou”, disse Fabiano de Marco.
Expansão do Una Pelotas
O Una Pelotas completou 10 anos em 2025. E agora seus sócios preparam sua expansão. O bairro tem hoje 18 hectares. Na expansão, dizem, terá mais 15 hectares. E a projeção é de que, nos próximos anos, o bairro reúna entre 12 mil e 15 mil habitantes, 5% da população pelotense atual.
Premiações à Idealiza
Além do Prêmio Master Imobiliário de 2026, com o Parque Una Pelotas, na categoria Empreendimento: desenvolvimento urbano, a Idealiza acumula os seguintes prêmios:
Prêmio Master Imobiliário 2025: pelo Parque Una São José dos Campos (SP), nas categoriasMarketing e Soluções Urbanísticas.
RTF Awards 2025 (Rethinking The Future Awards): pelo Parque Una Uberlândia (MG), na categoria Public Landscape (Paisagem Pública). E pelo projeto geral do Parque Una de São José dos Campos (SP).
Prêmio Master Imobiliário 2024: pelo projeto do edifício Canto (Parque Una Pelotas (RS), na categoria Marketing. E pela torre Coa (Uberlândia MG), na categoria Comercialização.
Prêmio Master Imobiliário 2021: pelo sucesso de vendas recorde do condomínio Estância dos Montes Home Resort.
GRI Awards 2019: peloParque Una Pelotas (RS), eleito o melhor projeto de loteamento do Brasil, em votação popular.
Opinião
PARECE INACREDITÁVEL, E É…
Atualizada às 18h57
A prefeitura informou hoje que vai contratar uma empresa para lhe dar “assessoria técnica, visando aprimorar o trabalho de zeladoria (limpeza, roçado e conservação)”, feito por outra empresa, a Sersul.
A nova empresa, diz a pref., produzirá “um mapeamento ‘minucioso’ das áreas onde os serviços de zeladoria são necessários, para orientar a Sersul”.
Menos mal que pretendem um mapeamento “minucioso” e não um mapeamento “por alto”, se não o caso seria ainda mais complicado.
De qualquer modo, não era para tanto.
Bastaria ao pessoal da pref., até mesmo ao prefeito, dar umas voltas de carro para identificar as áreas carentes de limpeza. Por sinal, que papel tem, afinal, a secretaria de serviços urbanos?
Além disso, os gestores públicos acumulam conhecimentos dos temas da cidade e os transmitem em transições de governo.
Aquelas voltas de carro e esses conhecimentos resolveriam. E poupariam dinheiro público.
O Brasil está tão cheio desses absurdos, desses estranhos gastos, que já quase ninguém presta muita atenção.
PS: além do mais, é impossível medir áreas que necessitam de zeladoria, por meio de georeferenciamento (aferidas em imagens de satélite), como a prefeitura pretende. Será sempre um dado impreciso. Georeferenciar a cidade igualmente não faz sentido. Geograficamente, Pelotas não mudou como se quer fazer crer.
Pra que georefenciar o que já se sabe?
Opinião
A pensão do ex-governador e o Anel de Giges
A história da pensão de ex-governador a Eduardo Leite, sendo paga sem que a decisão de pagar tivesse sido publicada no Diário Oficial do Estado, lembra uma história do livro A República, de Platão: a história do Anel de Giges.
Um homem (Giges) encontra em uma fenda na terra, aberta após um terremoto, um anel. Giges põe o anel e, como efeito, torna-se invisível. Ele era um pastor pobre. Com o anel no dedo, agora invisível, ele entra no castelo, seduz a rainha, trama com ela a deposição do rei e assume o lugar deste. Platão procura pensar na seguinte questão: Se pudesse ser invisível, o homem seria justo? Ou o homem aparenta ser justo porque é visível?
No século XX, cientistas analisaram duas experiências, que se relacionam com o Anel de Giges.
Na primeira experiência, instalaram, em uma sala, uma geladeira contendo garrafas de água. Quem a bebesse, deveria marcar o consumo da vez em um caderno. Os cientistas constataram que, quando havia outras pessoas na sala, quem se servia da água anotava o consumo. A sala tinha um espelho, colocado para testar o comportamento da pessoa quando estivesse sozinha: vendo-se refletida no espelho, a pessoa também anotava seu consumo (sentindo-se vigiada, mesmo que visualmente por si mesma, a pessoa se sentia compelida a anotar o consumo). Numa etapa final, agora sem o espelho na sala, a pessoa sozinha não anotava o consumo.
Na segunda experiência, analisaram o comportamento de uma colônia de morcegos. À noite, eles deixavam a caverna para se alimentar do sangue de animais. O fato de que nem todos conseguiam obter sangue colocava um problema. Então, os morcegos que o haviam conseguido regurgitavam um pouco do sangue na boca dos que não tinham conseguido, obedecendo a seguinte ordem de prioridade: primeiro, movidos pelo nepotismo, depois, pelo altruísmo.
As primeiras bocas em que regurgitavam eram dos parentes genéticos, começando pelos morceguinhos-filhos, para garantir a perpetuação da linhagem. Os segundos a receber sangue regurgitado, depois dos parentes, eram morcegos de outras linhagens que, em outras ocasiões, os haviam suprido quando eles não haviam conseguido o alimento. Os cientistas notaram que o altruísmo aparecia como retribuição, destinado a ampliar as possibilidades de sobrevivência da própria linhagem.
Por fim, perceberam que havia morcegos que paravam de obter sangue, apenas o recebiam, cessando a retribuição. Morcegos trapaceiros. Flagrados, estes despertavam a antipatia da colônia, uma reação transmitida em séculos de evolução biológica, equivalente, nos humanos, a sentimentos de raiva contra quem deixa de pensar no coletivo e passa a pensar só em si.
Cientistas acreditam que sentimentos morais como raiva, repulsa, gratidão, lealdade evoluíram junto do altruísmo recíproco. Quando o morcego na sua vez não retribui o alimento, os outros morcegos registram em sua memória e o excluem de futuras trocas.
Não se sabe por quê a decisão de pagar pensão ao ex-governador não foi dada a conhecimento público no Diário Oficial. Mesmo que tenha sido um esquecimento, o efeito foi ruim. Enquanto a pensão ficou invisível, a boa imagem do pensionista esteve preservada. Ao ser descoberta, vem, compreensivelmente, provocando reações ainda mais negativas do que o pagamento de pensão por si só causaria.
Como não foi comunicada, mas sim descoberta, os gaúchos podem se perguntar: Eduardo Leite usou o anel de Giges outras vezes? Como o morcego do experimento, é um trapaceiro? Em vez de ser altruísta, ele apenas finge altruísmo? São questões que, na circunstância em que os fatos se deram, surgem naturalmente na cabeça do eleitor.
Raiva é justamente o sentimento que domina os comentários nas redes sociais sobre a pensão de Eduardo Leite. Nesse momento, boa parte dos eleitores estão com raiva porque sentem-se trapaceados. Pensam que Eduardo Leite não é um político tão preocupado com o bem-estar dos gaúchos; que apenas finge ser.
A pergunta na cabeça dos gaúchos é: Eduardo Leite usou o anel de Giges outras vezes?
* No filme O Senhor dos Anéis (foto), há referências ao Anel de Giges. Ao colocar os anéis, personagens ficam invisíveis.
Comportamento
Sobre o tal misterioso homem que teria pressionado por demissão de jornalista
Fiquei a imaginar quem seria o tal misterioso homem de contida estatura, calvo no telhado superior e com fios de neve derretida nas laterais, que teria procurado a direção do jornal para reclamar do jornalista Pablo Rodrigues, demitido do Diário Popular na terça-feira passada. Os boatos dizem que, maneiroso, o homem agiria segundo a seguinte […]
Fiquei a imaginar quem seria o tal misterioso homem de contida estatura, calvo no telhado superior e com fios de neve derretida nas laterais, que teria procurado a direção do jornal para reclamar do jornalista Pablo Rodrigues, demitido do Diário Popular na terça-feira passada.
Os boatos dizem que, maneiroso, o homem agiria segundo a seguinte estratégia: nunca pediria a cabeça de ninguém diretamente, pois soaria muito baixo, algo que sua presunção não toleraria.
Pois se de fato se trata da mesma pessoa que estou pensando, acho que eu a conheço.
Sendo mesmo o “algoz” que dizem ser não me surpreenderia que tenha feito mesmo o que se está dizendo à boca pequena, nos quatro cantos, que ele fez, uma campanha periódica e persistente para vencer, de preferência em primeiro turno, uma batalha quase pessoal pela suposta degola do jornalista Pablo Rodrigues, do Diário Popular.
Pablo foi demitido nesta terça-feira (19). Ele assinava uma coluna de opinião com liberdade, ainda que, sendo os jornais brasileiros como são, possa ter exercido seu trabalho em regime de “liberdade vigiada”, sobretudo pelo tom crítico assumido pelo jornalista, incomum no centenário jornal.
Em suas colunas, sempre escritas com apreço pela palavra e pelas humanidades, Pablo cumpria um ditame essencial à função que exercia – a liberdade de pensamento. Não fosse assim, não faria jus ao epíteto de Colunista de “Opinião”.
Voltando ao tal misterioso homem de “insistência periódica”…
Como eu disse, se for ele a pessoa que eu penso que ele seja, diria que sempre me pareceu mesmo um tanto misteriosa, no sentido de que um bicho da fruta de um pêssego possa pensar que seja misterioso em sua ação. Ele me parece ser um ser dotado da qualidade “densamente denunciadora” de quem secreta uma dor profunda em segredo e que, pelas circunstâncias, é obrigado a suportá-la primeiro em si, para então, paradoxalmente, poder suportar a vida.
Sabe Gregor Sansa, personagem do Kafka que certa manhã desperta e, em pânico, descobre que se transformou num inseto monstruoso?
Passada a repugnância inicial, sem saída senão encarar a si mesmo, o homem-inseto decide se familiarizar com as inéditas habilidades adquiridas pela nova compleição, como doze patinhas para escalar a contento as paredes e, claro, uma vez no limite do esquadro, percorrer ‘de costas para baixo’ o teto.
E então esse se torna o seu segredo, seu arcabouço natural, curiosamente um segredo que ele julga ser oculto, mas que é de uma claridade que chega ao ponto da cegueira por piedade, porque a cidade, infelizmente, às vezes dá a impressão de ser mesmo muito pequena, menor até que uma fruta ou o bicho que nela se infiltra e putrefaz.
Para resumir a coisa: se for a mesma pessoa, eu diria que a cidade até pode ser pequena, mas ela, pessoalmente, sempre será menor.
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