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“Prefeitura sabia de insegurança dos exames de pré-câncer desde 2015”, dizem médicos e enfermeiros
A prefeitura enfrentou mais um revés nesta quarta-feira (22), na questão dos exames de pré-câncer. Em depoimento à CPI da Câmara de Vereadores, médicos e enfermeiros que assinaram memorando entregue à prefeitura em 2015, cientificando a Secretaria de Saúde da insegurança dos exames, confirmaram as informações. “A prefeitura sabia do problema desde 2015, quando entregamos […]
A prefeitura enfrentou mais um revés nesta quarta-feira (22), na questão dos exames de pré-câncer.
Em depoimento à CPI da Câmara de Vereadores, médicos e enfermeiros que assinaram memorando entregue à prefeitura em 2015, cientificando a Secretaria de Saúde da insegurança dos exames, confirmaram as informações.
“A prefeitura sabia do problema desde 2015, quando entregamos o memorando. Ainda assim, não tomou providências para investigar a suspeita”, afirmaram Marta Zambrano, Rodrigo Siqueira e Adiles Kirinus (médicos) e Gerusa Appel, Francielle Lima e Fuente e Elisabete Fuente (enfermeiras).
Segundo eles, além do memorando de alerta, o assunto era tema corrente nas reuniões, que contavam inclusive com a presença de gestores administrativos da Secretaria, um gerente ou um integrante da Rede Bem Cuidar.
Como as suspeitas continuaram, em julho de 2017 o grupo voltou a procurar a secretária de Saúde, Ana Costa, para relatar o problema.
Como Ana Costa não reagiu, os profissionais redigiram novo memorando com a denúncia e o entregaram na Secretaria de Saúde. Mais uma vez, segundo eles, a prefeitura se manteve em silêncio, sem prestar resposta formal.
Mesmo sem resposta formal, segundo eles, a prefeitura determinou uma vistoria da Vigilância Sanitária ao Laboratório SEG, mas que esta limitou-se a uma vistoria das condições de funcionamento, não dos exames.
Perseguição
As enfermeiras Gerusa, Elisabete e Francielle contaram que, após o envio do memorando de 2017, a prefeitura as transferiu de unidade. Todas foram obrigadas a deixar a UBS Bom Jesus, onde trabalhavam há vários anos.
Elisabete, por exemplo, trabalhava na UBS Bom Jesus há 15 anos. Mesmo assim, foi transferida para UBS Obelisco.
“Não pedi transferência, não queria sair. A comunidade fez até abaixo-assinado para que eu permanecesse, mas disseram (prefeitura) que precisavam de mim em outro lugar”, afirmou Elisabete.
Depois meses depois do segundo morando, Gerusa foi transferida para a UBS Dunas.
Já Francielle foi transferida para a UBS Barro Duro.
Brasil
Oportunidades de uma economia sustentável
CAPITAL NATURAL + Marcelo Dutra da Silva | dutradasilva@terra.com.br Em uma economia moderna de elevados investimentos em marketing, as questões sociais e ambientais, imbuídas na ideia da promoção do desenvolvimento com características de sustentabilidade, têm provocado uma verdadeira revolução no mercado. Novas oportunidades de empregos surgem a cada dia, desde a reciclagem até a maior eficiência […]
CAPITAL NATURAL +
Marcelo Dutra da Silva | dutradasilva@terra.com.br
Em uma economia moderna de elevados investimentos em marketing, as questões sociais e ambientais, imbuídas na ideia da promoção do desenvolvimento com características de sustentabilidade, têm provocado uma verdadeira revolução no mercado. Novas oportunidades de empregos surgem a cada dia, desde a reciclagem até a maior eficiência nos processos e o desenvolvimento de fontes renováveis de energia.
E já que o emprego é um termômetro relevante para qualquer modelo de economia, é importante considerar que: “Os empregos estarão mais ameaçados onde os padrões ambientais são baixos e onde falta agilidade para inovações em prol de tecnologias mais limpas”, declarou Michael Renner, autor de Working for the Environment: A Growing Source of Jobs, que apesar de publicada em 2000, a obra se mantém mais atual do que nunca. E foi além: “Nossa pesquisa revelou um potencial imenso para criação de empregos fora das indústrias extrativas, empregos que não dependem do processamento gigantesco de matérias primas em uma só direção, e da transformação de recursos naturais em montanhas de lixo.”
De acordo com Renner, o desafio que se impõem à sociedade é o de proporcionar uma transição justa para os trabalhadores que perderão seus empregos nos setores de combustíveis fósseis e da mineração. E por mais incrível que pareça continuamos insistindo fortemente nisso. Pior, nossa esperança de desenvolvimento continua sendo depositada, quase que, exclusivamente nisso. Enquanto que boa parte dos novos empregos está sendo gerada no mercado verde, particularmente no setor elétrico, no campo das energias renováveis (solar e eólica), algo que recém estamos aprendendo a explorar.
Milhões de empregos são gerados todo ano, no mundo todo, na fabricação e instalação de turbinas eólicas e na produção de energia solar fotovoltaica, que já emprega milhares de pessoas. E a aerogeração é o segmento do mercado verde que mais cresce no momento, sem quase sentir os efeitos da crise econômica mundial, e conta com forte apoio governamental. O mercado já reconhece que os investimentos em energia renovável, eficiência, durabilidade e reciclagem, criarão mais empregos do que a convencional indústria extrativista, baseada no consumo sem eficiência e em fontes não renováveis de energia. O incremento da eficiência na utilização dos recursos significa uma economia de centenas de bilhões de dólares, um custo que pode ser convertido em investimento e em novos empregos.
A indústria da extração (mineração), das práticas agrícolas predatórias (de cultivo e criação) e do processamento de materiais primários (como metais, popa de celulose, do refino de petróleo e gás, e síntese de produtos químicos) compreende nossas atividades com carga de poluentes e onde a força de trabalho está mais exposta aos perigos da toxicidade, justamente onde a ameaça da extinção do emprego está mais presente. Não só porque as leis ambientais tornaram-se mais exigentes, mas porque a necessidade de uma maior velocidade e eficiência nos processos levaram ao incremento da mecanização, automação e novas tecnologias, o que vêm reduzindo, fortemente, a oferta de trabalho. Portanto, não é surpresa a defesa de alguns, em desfavor do aparelho estatal de gestão e controle, manifestada na intenção de unir ministérios, como o da Agricultura e do Meio Ambiente, para cessar o conflito (na chamada “indústria da multa”) e acelerar o licenciamento ambiental (como se fosse algo trivial, simples, que só dependesse de um carimbo).
Atenção! As oportunidades de emprego serão maiores na economia que caminhar na direção da sustentabilidade, e o ponto de partida é a mão de obra qualificada. No entanto, parecemos estar caminhando na contramão. O discurso do desenvolvimento permanece atrelado às práticas econômicas tradicionais, sem indicar novas perspectivas. Além disso, os investimentos em qualificação do trabalho ainda são bastante limitados e o mundo todo vem experimentando quedas no número de pessoas com educação avançada e especializada tecnicamente. Parece que a crise na educação não é uma exclusividade brasileira e a mão de obra qualificada está se tornando uma raridade no mundo. E nesse quadro, caberá às empresas dirigir seus esforços em mecanismos de qualificação profissional, possivelmente de forma compartilhada, com as Universidades e/ou centros de pesquisa, de modo a patrocinar a educação especializada, em áreas cruciais ao seu negócio. Então, a nova ordem de mercado também é oportuna para a academia. Mas será que estamos preparados para este novo desafio?
? Marcelo Dutra da Silva é Ecólogo e Professor de Ecologia na Universidade Federal do Rio Grande.
Eleições
Deputado Gabriel Souza, do MDB, questiona Ibope para governador do RS
O Ibope desta terça-feira (23) deu 60% dos votos válidos para Eduardo Leite e 40% para Sartori. Resultado quase idêntico à pesquisa anterior do Instituto. O deputado Gabriel Souza, do MDB, partido de Sartori, gravou áudio ontem a noite estranhando o resultado. Registrou ele: “Essa pesquisa diz que Sartori não cresceu nem um ponto. Vamos […]
O Ibope desta terça-feira (23) deu 60% dos votos válidos para Eduardo Leite e 40% para Sartori. Resultado quase idêntico à pesquisa anterior do Instituto.
O deputado Gabriel Souza, do MDB, partido de Sartori, gravou áudio ontem a noite estranhando o resultado.
Registrou ele:
“Essa pesquisa diz que Sartori não cresceu nem um ponto. Vamos lá…
Neste segundo turno, Jairo Jorge (PDT) declarou apoio a Sartori; ele foi o candidato a governador mais votado em Canoas, quarto colégio eleitoral do estado.
Mateus Bandeira, do Partido Novo, assim como Marcel van Hattem, também do Novo, que fez 350 mil votos, declararam apoio a Sartori.
O PSL inteiro declarou apoio ao Sartori, todos os deputados eleitos do partido.
O vice presidente do Bolsonaro, general Mourão, que está em roteiro pelo Rio Grande do Sul declarando apoio abertamente para Sartori, gravou vídeo de apoio.
O Democratas, do Onix Lorenzoni, um dos deputados federais mais votados do estado, com 180 mil votos, também declarou apoio a Sartori.
Outros prefeitos do PDT e do PP, inclusive o deputado federal eleito Pedro Westphalen, do PP, abriram voto em Sartori.
Tudo isso, segundo o Ibope, não somou um voto a mais. Com todo o respeito, eu posso perder, ganhar eleição, mas certamente não acredito que esta pesquisa esteja correta, não tem como.
Quem vai decidir a eleição é a nossa militância”.
Da Redação – O Ibope comete erros. No dia 28 de setembro, dois dias antes da eleição, por exemplo, o Ibope apresentou o seguinte resultado para as duas vagas ao Senado: José Fogaça, 33%; Paulo Paim, 32%. Beto Albuquerque, 22%; Luiz Carlos Heinze,11%; Carmen Flores, 8%.
Abertas as urnas, o resultado deu Heinze em primeiro (21,9%), Paim (17,8%).
Em três dias, Heinze teria saído do quarto lugar e mais do que dobrado sua votação, enquanto Paim teria despencado quase 50%. Fogaça, o primeiro, terminou em quinto lugar.
Cultura
Cinema: Nasce uma estrela
Estreando nos cinemas pela quarta vez, a história de Nasce uma Estrela foi contada pela primeira vez em 1937, estrelada por Janet Gaynor. Em 1954, foi a vez de Judy Garland no papel da protagonista e Barbra Streisand e Kris Kristofferson formaram a dupla principal da versão de 1977. Agora, Lady Gaga e Bradley Cooper […]
Estreando nos cinemas pela quarta vez, a história de Nasce uma Estrela foi contada pela primeira vez em 1937, estrelada por Janet Gaynor. Em 1954, foi a vez de Judy Garland no papel da protagonista e Barbra Streisand e Kris Kristofferson formaram a dupla principal da versão de 1977. Agora, Lady Gaga e Bradley Cooper emocionam o público com a romântica e poderosa história de amor.
Na trama, Jackson Maine (Bradley Cooper) é um experiente músico que descobre Ally (Lady Gaga), uma cantora que ganha a vida trabalhando em um restaurante. Encantado por Ally e seu talento, Jackson a ajuda a ascender ao estrelato, ao mesmo tempo em que vive uma crise pessoal e profissional devido aos problemas com o álcool.
Além de protagonista, Bradley Cooper estreia na direção do filme. Mesmo com uma história simples, a direção entrega um trabalho competente, e, acompanhado do diretor de fotografia Matthew Libatique (indicado ao Oscar por Cisne Negro), a dupla utiliza as cores como elemento fundamental na composição de momentos da vida dos personagens. Destacando a luz e as tonalidades, em especial o vermelho, conhecemos Ally inicialmente em um cenário frio, porém, quando Jack a conhece, ela está em um bar repleto de cores e cantando a linda “La Vie en Rose”.
O roteiro, escrito por Bradley Cooper, Eric Roth e Will Fetters, consegue criar instantaneamente uma empatia enorme pelos personagens, que só cresce com o decorrer da trama. Entretanto, a ascensão de Ally é mais interessante que seu sucesso. Há um grande esforço para distanciar Lady Gaga de Ally, mas quando a narrativa a transforma em uma diva pop é impossível não fazer a conexão do real com o ficcional. Se na primeira metade do longa a estrela de Ally brilha, na metade final suas escolhas são questionáveis.
Perfeita na pele da protagonista, Lady Gaga prova, definitivamente, que é uma ótima atriz e tem tudo para ser, no mínimo, indicada ao Oscar. Aliando inocência e carisma, sua presença em cena é cativante e, nas performances musicais é brilhante como esperado. A química com Bradley Cooper é intensa e perfeita, e o ator mostra que sabe cantar, e muito bem. Com um sotaque carregado, Cooper está excelente também ao lado do extraordinário Sam Elliott, que vive o irmão mais velho de Jack, em um relacionamento frágil e doloroso. O elenco coadjuvante ainda conta com as presenças de Andrew Dice Clay e Dave Chappelle.
O grande atrativo do filme são as músicas cantadas pelos protagonistas. Misturando rock, country e até pop, a trilha sonora apresenta canções fortes e marcantes, em performances memoráveis de Lady Gaga e Bradley Cooper. Destaco “Black Eyes” e “Always Remember Us This Way”, além da belíssima (e já favorita ao Oscar) “Shallow” e a arrebatadora balada “I’ll Never Love Again”.
Nasce uma Estrela é um filme arrebatador seja pelo belo e emocionante romance e por suas canções inesquecíveis. Um espetáculo imperdível!
Cultura
Conservatório receberá violoncelista Milene Aliverti
Nesta quinta-feira, 25 de outubro, às 19h30, ocorre, no Conservatório de Música da UFPel, o recital solo de Milene Aliverti. A violoncelista e professora do Departamento de Música do IA/UFRGS vai interpretar obras de Johann Sebastian Bach, Max Reger, Gaspar Cassadó e Arthur Barbosa. O evento tem o apoio da ASSAMCON e coordenação do professor […]
Nesta quinta-feira, 25 de outubro, às 19h30, ocorre, no Conservatório de Música da UFPel, o recital solo de Milene Aliverti. A violoncelista e professora do Departamento de Música do IA/UFRGS vai interpretar obras de Johann Sebastian Bach, Max Reger, Gaspar Cassadó e Arthur Barbosa. O evento tem o apoio da ASSAMCON e coordenação do professor Carlos Walter. A entrada é franca.
Milene é o principal violoncelo da Orquestra de Câmara Teatro São Pedro e coordenadora dos Encontros de Violoncelo do Rio Grande do Sul. Milene Aliverti também atua como solista e camerista em diversas formações, apresentando-se por todo o Brasil e pelo exterior.
Formada pela Universidade Estadual Paulista, onde estudou com o professor Zygmunt Kubala, Milene Aliverti aperfeiçoou-se na Bulgária com o professor Anatoli Krastev e recebeu o título de Mestre em violoncelo pela Universidade da Carolina do Sul dos Estados Unidos, sob orientação do professor Robert Jeselsson.
Milene, juntamente com a pianista Lúcia Cervini, gravou seu primeiro CD com o apoio da FAPESP. No V Concurso Nacional de Música de Câmara da Faculdade Santa Marcelina de São Paulo, em 1993, o duo Aliverti/Cervini recebeu Menção Honrosa gravando a faixa de abertura do CD de Premiação do Concurso, editado pela CDA (Contemporary Digital Arts).
Em 1998, o duo obteve o Primeiro Prêmio no II Concurso “Honorina Barra” em Curitiba – PR, recebendo também o Prêmio Honorina Barra por participação de destaque no concurso.
Também em 1998, no XV Concurso Nacional “Cidade de Araçatuba” em Araçatuba – SP, o duo recebeu o primeiro lugar na categoria Música de Câmara.
Em 1999, durante o II Concurso Nacional de Música de Câmara “Henrique Niremberg” o duo recebeu segundo lugar e a violoncelista Milene Aliverti foi merecedora da premiação especial, uma bolsa de estudos nos Estados Unidos.
Evento: Recital solo da violoncelo com Milene Aliverti
Data e horário do recital: 25 de outubro, às 19:30.
Local: Salão Milton de Lemos, no Conservatório de Música de Pelotas (Rua Felix da Cunha, 651).
Ingresso: Entrada franca.
Programa
Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
Suíte para Violoncelo, nº 5
Prelúdio
Allemande
Courrante
Sarabande
Bourrèe I e II
Gigue
Max Reger (1873 – 1916)
Suite I para violoncelo solo
Prelúdio
Adágio
Fuga
Gaspar Cassadó (1897 – 1966)
Suite para violoncelo solo
Prelúdio-Fantasia
Arthur Barbosa (1965)
Candombera.
Eleições
MP recomendou multar coligação de Eduardo Leite. A notícia, porém, é outra
Ministério Público Eleitoral recomendou a cobrança de multa de R$ 329 mil contra a coligação de Eduardo Leite ao Piratini, por uso de prédio público para gravação de cenas veiculadas na propaganda eleitoral do candidato tucano. O gesto é tipificado como “abuso de poder político”. As cenas foram gravadas dentro do Centro de Atenção ao […]
Ministério Público Eleitoral recomendou a cobrança de multa de R$ 329 mil contra a coligação de Eduardo Leite ao Piratini, por uso de prédio público para gravação de cenas veiculadas na propaganda eleitoral do candidato tucano.
O gesto é tipificado como “abuso de poder político”. As cenas foram gravadas dentro do Centro de Atenção ao Autista, em Pelotas, onde estiveram Leite, a prefeita Paula, o então candidato Alckmin, além da equipe de filmagem.
O procurador regional eleitoral substituto Fábio Venzon julgou que não era caso de pedir a impugnação da candidatura, porque a infração foi isolada, uma vez só.
A corregedoria eleitoral vai agora analisar a recomendação. Talvez multa seja aplicada, talvez não.
Da redação – A coligação conta com um corpo de advogados. É lógico supor que tivessem conhecimento da irregularidade. Mesmo assim, ela foi cometida.
A impressão que fica é de cálculo: a coligação teria calculado que, para receber o médico Alckmin, então candidato ao Planalto, valia a pena infringir a legislação para mostrar resultados na área de formação dele, a Saúde.
Por suposição, teriam pensado assim:
“Sendo o Brasil, juiz nenhum vai cassar uma candidatura por um ato isolado que não seja grave como roubo do erário. Se vier multa, o pagamento não sairá do nosso bolso, mas do bolso do contribuinte, cujos impostos formam os fundos partidário e eleitoral. Entre prós e contras, terá valido ultrapassar um limite legal, porque o apelo emocional do atendimento público aos autistas tem potencial eleitoral”.
Se foi assim, como parece ter sido, eis a notícia principal: certas leis não valem nada na cabeça de certos políticos, quando o que está em jogo é a ambição eleitoral”.
Comportamento
A saturação do politicamente correto
O “recado das urnas” tem muitos ângulos, inclusive o psicológico. Além da demanda por mais policiamento e “linha dura” contra a criminalidade, também há um evidente desgaste do “politicamente correto”. Para intelectuais de esquerda, os “preconceitos do homem comum” teriam vindo à tona, numa espécie de reação às mudanças de costumes. Já para os analistas […]
O “recado das urnas” tem muitos ângulos, inclusive o psicológico. Além da demanda por mais policiamento e “linha dura” contra a criminalidade, também há um evidente desgaste do “politicamente correto”. Para intelectuais de esquerda, os “preconceitos do homem comum” teriam vindo à tona, numa espécie de reação às mudanças de costumes. Já para os analistas liberais é uma rejeição à manipulação de grupos sociais, em que a esquerda se apropria das causas feministas, de afrodescendentes e de relações homoafetivas. Até que frases como “eu sou mulher e voto em quem eu quiser” desafiaram a tutela da esquerda sobre os direitos da mulher.
Ser contra cotas raciais é ser racista? Ou ao contrário, é perpetuar o racismo estimulando o conflito étnico e tutelando alguns como se menos capazes fossem? Se há uma “dívida histórica” com a escravidão (formalmente extinta há 130 anos) essa poderia ser resgatada com “cotas sociais” para escolas públicas, para pessoas de todas etnias em condições financeiras desfavoráveis. Num ambiente civilizado esse debate poderia ser feito em alto nível e sem rótulos, mas não é tradição da esquerda tupiniquim respeitar posições em contrário sem rotular.
Nas brigas em redes sociais, outro rótulo comum é o de “homofóbico”, que recentemente era atribuído a todos que contestavam Pabllo Vittar, musicalmente, mesmo que gostassem de Fred Mercury, Ney Matogrosso ou outros músicos notoriamente homossexuais. Foi assim que nas redes sociais “homofóbico”, “racista”, “misógino”, entre outros rótulos, passaram a ser atribuídos a milhões de brasileiros, que por suas posições mais conservadoras ou simplesmente por diferenças de opinião passaram a ser tachados como se fossem pessoas “atrasadas”, preconceituosas, moralmente inferiores, indignas.
Essa opressão psicológica aumentou com a hegemonia cultural, num longo ciclo de discurso da esquerda no poder, durante o espaço de tempo que se poderia dizer “de toda uma geração”, eis que vitoriosa nas urnas em 2002, 2006, 2010 e 2014.
Foi essa hegemonia e o discurso psicologicamente triunfante e rotulador sobre quem não concordasse com seus preceitos que gerou, agora, uma reação oposta intensa, fruto de extrema saturação e desgaste, contra o politicamente correto.
Isso não significa que os grupos sociais “vitimizados” historicamente pela esquerda sejam discriminados, embora algumas pessoas o façam – sim, existem fascistas de verdade. A questão é o descrédito de seus pretensos defensores, que os queriam “tutelar”. Na ótica liberal os direitos individuais também seriam respeitados, contra todas as formas de preconceito. Como isso se dará na prática? Não sabemos, mas por um bom tempo (mais uma geração?) o politicamente correto “saturou”.
Brasil
Bolsonaro usa em programa eleitoral críticas de Cid Gomes ao PT
O programa eleitoral de Jair Bolsonaro vai explorar o vídeo das críticas feitas por Cid Gomes ao PT. “Cid Gomes, irmão de Ciro Gomes, fala a verdade que o PT não aceita”, diz o locutor, ao introduzir o discurso do senador eleito. “Tem que pedir desculpas, tem que ter humildade, tem que ter humildade e reconhecer que […]
O programa eleitoral de Jair Bolsonaro vai explorar o vídeo das críticas feitas por Cid Gomes ao PT.
“Cid Gomes, irmão de Ciro Gomes, fala a verdade que o PT não aceita”, diz o locutor, ao introduzir o discurso do senador eleito.
“Tem que pedir desculpas, tem que ter humildade, tem que ter humildade e reconhecer que fizeram muita besteira”, afirma Cid no trecho exibido na propaganda do PSL.
A insistência de Cid diante das reações negativas da plateia também é exibida:
“É assim? Pois tu vai perder a eleição. Não admitir os erros que cometeram, isso é para perder a eleição e é bem feito. É bem feito perder a eleição. Vão perder feio, porque fizeram muita besteira, porque aparelharam as repartições públicas, porque acharam que eram donos de um país e o Brasil não aceita ter dono, é um país democrático. O Lula está preso, babaca. O Lula está preso. E vai fazer o quê? Isso é o PT, e o PT desse jeito merece perder. Babaca, vai perder a eleição.”
O locutor então conclui: “Nessa eleição, é o Brasil contra o PT”.
Cultura
Entortando a língua para dominar a gente
Por Renato Sant’Ana A maneira mais fácil e mais cretina de combater as desigualdades é nivelar por baixo. A quem interessa fazê-lo? Era um destes programas de rádio com informações e comentários, em que desfilam os assuntos mais graves e as amenidades mais hilárias. E o condutor do programa fez digressões quanto à utilização de […]
Empresa & Consumo
Fabiano de Marco apresenta Parque Una no 8º Complan, no Ceará
Em 22 de outubro próximo, Fabiano de Marco, sócio na Idealiza Urbanismo, vai palestrar em Fortaleza, capital cearense, sobre o Parque Una, no 8º Complan, evento de prestígio nacional que reúne grandes nomes do mercado imobiliário, reconhecidos pela capacidade de inovação. Fabiano falará num painel ao lado de Paulo Kawahara, do escritório Jaime Lerner Arquitetos […]
Em 22 de outubro próximo, Fabiano de Marco, sócio na Idealiza Urbanismo, vai palestrar em Fortaleza, capital cearense, sobre o Parque Una, no 8º Complan, evento de prestígio nacional que reúne grandes nomes do mercado imobiliário, reconhecidos pela capacidade de inovação.
Fabiano falará num painel ao lado de Paulo Kawahara, do escritório Jaime Lerner Arquitetos Associados, de Benedito Abbud, da Benedito Abbud Arquitetura Paisagística, e de Hélio Mitica, da Areaurbanismo.
Paulo falará sobre o case Cidade Cauype. Benedito, sobre o case Estrela Alta e Hélio, sobre o case Fazenda Itahyê, empreendimentos, a exemplo do Parque Una, considerados pioneiros do Novo Urbanismo.
Parque Una
Parque Una
O Parque Una, empreendimento genuinamente pelotense, merece todos os reconhecimentos que vem obtendo. O bairro foi planejado com exclusividade pela Idealiza Urbanismo, empresa dirigida por Ricardo Costa e Fabiano de Marco, e é uma novidade positiva para todos os sentidos. Primeiro de tudo, não se aparta do meio social por muros. Mesmo oferecendo benefícios típicos de um condomínio fechado, como por exemplo um anfiteatro, Parque Una (e daí o nome do bairro ser “Parque”) é uma povoação aberta, integrada à cidade, um convite a que todas as pessoas, de todos os perfis, todas as classes sociais, frequente e desfrute, como se fosse uma extensão de sua casa.
Localizado às costas do Shopping Pelotas, Parque Una, um dos empreendimentos da Idealiza Urbanismo no País, reúne um conjunto de torres residenciais e comerciais a áreas de lazer num ecossistema integrado concebido para ter dinâmica própria e formar um novo centro da cidade.
Eleições
Bolsonaro segue na frente nas pesquisas
Saiu esta madrugada a nova pesquisa do BTG Pactual realizada pela FSB — é a primeira do segundo turno. Feita por telefone com entrevistadores, ouviu que 51% dos eleitores pretendem votar em Jair Bolsonaro e, 35%, em Haddad. A rejeição do petista deu um salto: está em 53%, contra os 38% do capitão reformado. Do […]
Saiu esta madrugada a nova pesquisa do BTG Pactual realizada pela FSB — é a primeira do segundo turno. Feita por telefone com entrevistadores, ouviu que 51% dos eleitores pretendem votar em Jair Bolsonaro e, 35%, em Haddad.
A rejeição do petista deu um salto: está em 53%, contra os 38% do capitão reformado.
Do público total, 47% afirmaram usar o WhatsApp para informações políticas. Dessa turma, 87% receberam notícias falsas pela plataforma. E, destes, 58% receberam muitas notícias falsas. A FSB ouviu duas mil pessoas e a margem de erro é de 2 pontos percentuais.
Os números não são comparáveis. Mas o Datafolha divulgado quarta dava 49% para Bolsonaro e 36% para Haddad.
Hoje à noite sai o primeiro Ibope do segundo turno. E, na quinta-feira, o Datafolha.
