Dos leitores
Enfim, tudo vai melhorar! Por Alex Casanova
Analisando o debate de presidenciáveis em canal aberto de televisão, recentemente, percebi lamentável compromisso de infundada escolha. Digo “infundada” porque as soluções propostas para problemas comuns, de conhecimento notório, surgem de maneira frugal.
Analisando o debate de presidenciáveis em canal aberto de televisão, recentemente, percebi lamentável compromisso de infundada escolha.
Digo “infundada” porque as soluções propostas para problemas comuns, de conhecimento notório, surgem de maneira frugal.
Nunca foi tão clara a possibilidade de resolução quanto ao desemprego, saúde, déficit fiscal, segurança, etc. No entanto, o discurso proposto já é, deveras, conhecido; os tais candidatos são os chamados “políticos profissionais” que, de longa data, nunca resolveram imbróglios propostos e agora aparecem como salvadores da nação e como mágicos que, ao toque da varinha, retiram da cartola a chave da felicidade.
No páreo, bicho papão disputa com monstro comedor de gente, entre outros. E aí, por óbvio, a escolha do “menos pior”; aquele em que nossas opções de sobrevivência serão menos afligidas.
Não fique triste!
Lembre-se que se você está no nobre rol do SPC, em breve sairá. Até isto prometem… Sendo cômico, não pague suas contas. Aguarde, pois a tal chave da felicidade sairá da cartola e nunca mais teremos problemas.
Esta eleição, plagiando recente comentário que observei em inteligente publicação nas redes sociais, é tal qual a escolha múltipla, em uma fenomenal churrascaria, entre rim, moela e fígado. O que comer?
De repente, à mesa, o sujeito, sendo vegano, quer escolha diversa de pratos e descobre, para seu alento, que há vegetal disponível: jiló com pimenta, goela abaixo. Enfim, tudo vai melhorar… “para eles”!
Cultura
Entortando a língua para dominar a gente
Por Renato Sant’Ana A maneira mais fácil e mais cretina de combater as desigualdades é nivelar por baixo. A quem interessa fazê-lo? Era um destes programas de rádio com informações e comentários, em que desfilam os assuntos mais graves e as amenidades mais hilárias. E o condutor do programa fez digressões quanto à utilização de […]
Brasil
Sinais de novos tempos
Por Renato Sant’Ana Na universidade nada se cria, nada se perde, tudo se copia. É o que se vê não só no direcionamento ideológico das pesquisas “das humanas”, mas também quando “acadêmicos” abrem a boca. Os formandos da Comunicação da PUC-RS, em 03/08/18, por meio dos seus oradores, desfiavam candidamente clichês do momento. Mas perderam […]
Por Renato Sant’Ana
Na universidade nada se cria, nada se perde, tudo se copia. É o que se vê não só no direcionamento ideológico das pesquisas “das humanas”, mas também quando “acadêmicos” abrem a boca.
Os formandos da Comunicação da PUC-RS, em 03/08/18, por meio dos seus oradores, desfiavam candidamente clichês do momento. Mas perderam o prumo quando a formanda de jornalismo que falou em nome de seus colegas proclamou sua devoção com o originalíssimo “Lula livre!”.
Poderia terminar assim. Mas Sir Isaac Newton ensinou com sua terceira lei que para toda ação, existe uma reação de mesmo valor, mesma direção e sentido oposto. E a reação veio, não tanto à impertinência da neófita do jornalismo, mas à onipresente, petulante e nada racional militância de esquerda: aquele apelo à liberdade de alguém condenado por corrupção recebeu, da plateia, a mais sonora vaia – merecida vaia!
Mas na PUC ainda há certo recato: os formandos seguem um protocolo fixado pela instituição. Já na formatura da Pedagogia da colenda Universidade Federal do RS, em 23/03/2018, o que se viu foi a mais desbragada falta de compostura. As falas das oradoras (duas, uma branca e uma negra para não ser “unirracial”), assim como os discursos da paraninfa e do diretor da Faculdade de Educação, compuseram um libelo que foi da ideologia de gênero à achincalhação do governo atual, naquele ato responsabilizado por 500 anos de subdesenvolvimento.
E para ficar bem bonito, no final o diretor anunciou a execução do Hino Rio-Grandense. Eram mais de 30 formandas. Só umas poucas puseram-se respeitosamente de pé, enquanto as demais, de modo acintoso, conversavam lateralmente ou desdenhavam fazendo o gesto típico de erguer o punho cerrado. Mas o público… De pé, cantando com fervor, o grande público era um contraponto à pantomima de quem, daqui a pouco, vai fazer a cabeça das crianças nas escolas.
Os dois eventos lembram uma triste realidade: as universidades foram reduzidas a incubadoras ideológicas, gerando, como nos casos vistos aqui, comunicadores talhados para desinformar e pedagogas prontas para sequestrar o potencial cognitivo de nossas crianças.
E o que é pior, na totalidade ou, ao menos, em sua maioria, os moços não têm noção de serem teleguiados por professores desprovidos de honestidade intelectual, nem, por conseguinte, de serem cooptados para uma revolução que, para tomar o poder, em vez de armas, usa a subordinação das consciências por meio da degeneração cultural.
Mas nem tudo está perdido. Também nos dois eventos citados, a maioria do público presente repeliu o esquerdismo que assola a universidade: há cada vez mais brasileiros que já não aceitam ser tangidos como rebanho e têm a coragem de expressar repulsa ante a ofensiva ideológica.
Agora, quem não entende a terceira lei de Newton talvez não consiga compreender a crescente reação do momento. E acabe só se queixando, em vez de reagir de modo construtivo, achando que é realismo o que não passa de pessimismo irracional. Seja como for, os tempos estão mudando.
Brasil
A balela do voto nulo
Renato Sant’Ana Lamentável! A balela do voto nulo segue nas redes sociais. Será que o distinto público não notou que, no Tocantins, bem mais da metade dos eleitores não votou em ninguém e, mesmo assim, o pleito não foi anulado? Nas eleições suplementares para o governo de Tocantins, em 24/06/18, votos brancos, nulos e abstenções […]
Renato Sant’Ana
Lamentável! A balela do voto nulo segue nas redes sociais. Será que o distinto público não notou que, no Tocantins, bem mais da metade dos eleitores não votou em ninguém e, mesmo assim, o pleito não foi anulado?
Nas eleições suplementares para o governo de Tocantins, em 24/06/18, votos brancos, nulos e abstenções somaram 60,8%: mais da metade do eleitorado não escolheu ninguém. Houve 23,4% de votos nulos; 2,6%, votos em branco; e 34,8% não compareceram. Ou seja, só 39,2% dos eleitores votaram em um dos candidatos: menos da metade!
Mauro Carlesse recebeu 75,14% do pequeno montante de votos válidos: eleito. E Vicentinho Alves ficou com 24,86%.
? Esclarecendo a confusão do voto nulo
Caiu a ficha?
É falsa a campanha nas redes sociais para o eleitor anular o voto e provocar nova eleição! Parece ser uma aposta na patetice crédula de alguns eleitores.
Fique claro! O candidato que levar a maioria dos votos válidos, ainda que em número ínfimo, estará eleito. É a lei! Para que as eleições sejam anuladas e novas sejam marcadas, é preciso que a Justiça Eleitoral (não o eleitor) anule mais de 50% dos votos. É a correta leitura do art. 224 do Código Eleitoral. É bobagem, pois, dizer que, anulando voto, o eleitorado vai forçar novas eleições.
Agora, convenhamos, não escolher (nem que seja o menos pior), só para, depois, poder dizer “nada tenho a ver com isto que está aí!”, é uma opção de vida cabulosa – muito ego, pouco espírito.
No tocantins, foi uma minoria que optou por influenciar os rumos da política, enquanto a maioria preferiu ser conduzida pela decisão dos outros. O que aí se vislumbra é desinteresse, não responsabilidade. Ou seria a omissão uma forma nobre de participar?
Ora, até quem se disfarça de samambaia compõe o cenário em que os políticos estão de olho, sensíveis que são à reação das massas. E votos nulos (forma de “participação passiva”) aumentam a zona de conforto dos maus políticos. Faz melhor, pois, o eleitor que encara a responsabilidade de (por pouco que possa) interferir na política.
Brasil
Por nossas fraquezas
Renato Sant’Ana Os grandes aduladores do povo são os que menos respeitam o interesse comum. Torcem a verdade para, driblando o discernimento das massas, alcançar seus objetivos egoístas. Exemplos não faltam. O ex-presidente Lula, que cumpre pena por corrupção, da cadeia enviou carta aos prefeitos de Santa Catarina, reunidos em Florianópolis, para dizer que é […]
Renato Sant’Ana
Os grandes aduladores do povo são os que menos respeitam o interesse comum. Torcem a verdade para, driblando o discernimento das massas, alcançar seus objetivos egoístas. Exemplos não faltam.
O ex-presidente Lula, que cumpre pena por corrupção, da cadeia enviou carta aos prefeitos de Santa Catarina, reunidos em Florianópolis, para dizer que é candidato a presidente da República em 2018. E lascou uma das suas: “E se hoje eu sou candidato a presidente de novo, é porque na democracia quem decide os governantes é o povo”.
Sim, o povo decide. E cria suas leis por meio de representantes que, exercendo o poder por ele outorgado, legisla. E a Lei da Ficha Limpa – cuja proposição foi de iniciativa popular, frise-se! – impede a candidatura de quem teve condenação em órgão colegiado. É o caso de Lula. É só mais uma jogada suja, pois, propor que se rasgue a lei e que
se deixe às urnas decidir o futuro do condenado.
Wadih Damous: farsa da defesa do povo
Mas esse é um “modus operandi” conhecido. O deputado Wadih Damous (PT-RJ), por exemplo, representando a “farsa da defesa do povo”, tentou deslegitimar a Lei da Ficha Limpa, torcendo-lhe o sentido ao dizer: “Significa [a lei] que o povo não sabe escolher, quem sabe escolher é o Poder Judiciário.”
Quis fazer crer que a lei (que a população propôs e que Lula sancionou) trata o povo como “burro, que só escolhe corrupto” Wadih e Lula querem que seja o partido a ditar a lei.
Refrescando a memória
O PT nunca quis respeitar a soberania popular. Em 23/10/ 2005, houve o Referendo Nacional pelo Comércio de Armas e Munição. O povo foi às urnas para dizer “sim” ou “não”: devia o Estado proibir o comércio e, por conseguinte, o uso de armas? Embora haja sido esmagadora a propaganda pelo “sim” (com amplo apoio dos atores da Globo), venceu o “Não!”.
E o que fez o governo Lula? Mostrando que, para o PT, a vontade do povo não tem valor, ignorou o resultado das urnas e desarmou a população honesta, impondo a regra que interessava ao projeto petista.
Tem mais. Em 1988, através de circular, o Diretório Nacional do PT “justificou” a determinação de o partido rasgar a Constituição recém promulgada, alegando: “O PT, como partido que almeja o socialismo, é por natureza um partido contrário à ordem burguesa, sustentáculo do capitalismo. (…) rejeita a imensa maioria das leis que constituem a institucionalidade que emana da ordem burguesa capitalista, ordem que o partido justamente procura destruir”.
Tal disposição, de caráter totalitário, jamais foi revogada. Aliás, o PT nunca obedeceu à Constituição, exceto quando lhe convinha ou quando havia risco de levar a pior.
Esperteza populista
Desdenhar de tudo que foi feito por outros, diabolizar adversários e descrever um mundo caótico, eis a malícia do populismo revolucionário para enfeitiçar as massas, clicando nos botões dos anseios reprimidos e das frustrações mal resolvidas. O complemento é apresentar seus atores como guardiães da ética e inimigos da corrupção.
Lula, Zé Dirceu e Palocci, para citar só três cabeções do populismo petista, ficaram milionários no governo. Isso não diz alguma coisa?
Não basta, contudo, punir os atores por seus crimes: o elenco se renova e o espetáculo continua. Não surgirá uma nova classe política por geração espontânea. O eleitor é que precisa aprender a desconfiar de quem fala só o que ele gosta de ouvir. Senão, nada vai mudar!
Brasil
Manipulação do Sindipetro-RS
Renato Sant’Ana A todo tempo, vivaldinos tentam fazer-nos a cabeça: para nos levar a consumir, a adotar uma crença ou a servir a uma ideologia. Daí, como ter certeza de que as ideias que julgamos nossas não nos foram incutidas para proveito alheio? Exemplo de manipulação é uma propaganda do Sindipetro-RS, sindicato de empregados da […]
Renato Sant’Ana
A todo tempo, vivaldinos tentam fazer-nos a cabeça: para nos levar a consumir, a adotar uma crença ou a servir a uma ideologia. Daí, como ter certeza de que as ideias que julgamos nossas não nos foram incutidas para proveito alheio?
Exemplo de manipulação é uma propaganda do Sindipetro-RS, sindicato de empregados da Petrobras, difundida no rádio, que diz: “Tentaram nos convencer que, por causa da crise, a solução era cortar na saúde, educação, segurança e nos direitos trabalhistas. Cortaram e o resultado foi desemprego, miséria, violência e o preço dos combustíveis nas alturas. Agora querem vender, a troco de bananas, a galinha dos ovos de ouro. Privatizar a Petrobras é entregar o Brasil!”
Está na cara a malícia do Sindipetro-RS. Além de apresentar dados distorcidos, dá a entender que os atuais problemas econômicos foram causados pelo vice de Dilma. Faz de conta que a crise não é um desdobramento do abismo em que o país afundou em 2015, depois de o PT, por 14 anos, tocar a economia com mãos de grêmio estudantil.
Oportunista, a propaganda foi lançada na comoção da parada dos caminhoneiros. E cuida de ocultar o nexo, que há, entre, por um lado, a política de preços da Petrobras e o custo do óleo diesel e, por outro, o esforço (criterioso ou não) para recuperar o prejuízo oceânico que a corrupção do lulo-petismo causou à estatal.
Silêncio escandaloso
É escandaloso que o Sindipetro-RS jamais (jamais!) haja emitido uma notinha sequer contra a corrupção que encolheu a Petrobras. Aliás, os petroleiros nada falaram quando veio à tona que diretores, nomeados pelo governo do PT, arruinaram a fundação Petros, que administra a previdência privada dos empregados da Petrobras: um rombo de R$ 27,3 bilhões, em parte por aplicações em papéis podres de governos bolivarianos. Outra parte a Lava Jato ainda vai esclarecer.
Resultado: por 18 anos, funcionários e aposentados da Petrobras vão desembolsar R$ 14 bilhões (há empregado pagando até R$ 3.646 adicionais por mês). Só que, para fechar os R$ 27,7 bilhões, também a Petrobras vai botar dinheiro. Claro, é a “galinha dos ovos de ouro” da companheirada…
Registre-se que sindicalistas, guindados pelo governo do PT a diretores dos fundos de pensão, fizeram o mesmo estrago no Funcef, no Postalis e no Previ, respectivamente fundos de empregados da Caixa Econômica Federal, dos Correios e do Banco do Brasil.
Mas como se vacinar contra a manipulação da propaganda e não comprar gato por lebre?
Ora, é claro que o Sindipetro-RS visa a “desinformar”: enfiar na cabeça do vivente as ideias tortas que convêm a um projeto de poder – bom para os militantes do sindicato. Mas “desinformação” se combate com “informação” e “honestidade intelectual”.
Uma olhada rápida em sua página decifra a esfinge. O Sindipetro-RS é avalista da corrupção e fiador de corruptos.
Lá está o manifesto político de um presidiário, condenado por corrupção: sob o título “Por que eu quero voltar a ser presidente”, um texto pródigo em falsificações e auto-louvação, Lula oferece o seu salvacionismo ao eleitorado distraído.
Qual é o pateta que acredita nessa turma?
Como diz Guimarães Rosa: “Quem desconfia fica sábio.” Se o Sindipetro não defende sequer os seus afiliados (que, até há pouco, não podiam escapar do imposto sindical) nem defende a Petrobras, como há de apresentar-se como bastião da soberania nacional? Engane-se quem quiser
? Renato Sant’Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.
Dos leitores
Pelotenses não gostam de árvores
João Monteiro Veleda de Azambuja Enquanto os porto-alegrenses procuram ocupar todo e qualquer espaço vazio com árvores e arbustos, os pelotenses, além de não plantar, literalmente estragam as poucas já existentes. Todo ano a história se repete: entre os meses de Maio e Julho presencia-se o que chamam de “poda” de inverno das árvores urbanas. […]
João Monteiro Veleda de Azambuja
Enquanto os porto-alegrenses procuram ocupar todo e qualquer espaço vazio com árvores e arbustos, os pelotenses, além de não plantar, literalmente estragam as poucas já existentes. Todo ano a história se repete: entre os meses de Maio e Julho presencia-se o que chamam de “poda” de inverno das árvores urbanas.
O termo mais apropriado seria “amputação” ou “mutilação” anual das árvores!
O que fazem nada tem a ver com poda. Poda é uma técnica que consiste em cortar certos ramos de árvores frutíferas, criteriosamente, com os objetivos de garantir produção uniforme e obtenção de frutos de melhor qualidade; é exercida por profissionais capacitados.
Aberração
O que se faz com as árvores ornamentais urbanas é uma verdadeira aberração por ordem dos donos e não-donos, sem conhecimento sobre biologia vegetal nem climatologia e meio ambiente, que contratam qualquer pessoa que possua um serrote.
Vejamos: as árvores de clima subtropical/temperado rebrotam na primavera, crescem e se desenvolvem no verão, aproveitando o máximo de luminosidade, dias longos e calor, atingem o máximo da fotossíntese, absorvendo o gás carbônico atmosférico e o transformando em carboidratos que servirão de reserva, isto é, energia, para que elas possam, depois do inverno, quando perdem sua folhagem e quase não realizam fotossíntese, rebrotar e reiniciar o ciclo de vida, crescendo um pouco a cada ano e se desenvolvendo.
Quando se corta todos, ou quase todos os galhos a cada ano, impede-se a árvore de crescer; condena-se a árvore a ser um eterno “toco”, a cada ano mais retorcido e disforme; a árvore nunca irá expressar sua verdadeira forma, determinada por sua genética.
Além disso, quando se corta os galhos das árvores, retorna à atmosfera o dióxido de carbono (responsável pelo efeito estufa) que, não fosse essa atitude humana equivocada, permaneceria na Terra. Portanto, não há nenhum fundamento que justifique a “amputação” anual das árvores urbanas, a menos que ofereçam risco de queda sobre residências ou automóveis.
Alguém disse, algum dia, que é preciso “podar” as árvores todos os anos para que elas rebrotem na primavera com mais vigor! Nada mais inverídico.
Dos leitores
Do leitor: ‘Pão e circo!’. Por Alex Casanova
Alex Casanova, advogado * Eis que me surgem dúvidas: até então, em minha humilde concepção, acreditava existirem inúmeras classes e categorias profissionais no Brasil. Pensava, de maneira intrínseca, que havia verdadeira miríade de sindicatos espalhados pela nação como entes representativos de segmentos das mais variadas esferas, a fim de defesa de interesses sociais de seus […]
Alex Casanova, advogado *
Eis que me surgem dúvidas: até então, em minha humilde concepção, acreditava existirem inúmeras classes e categorias profissionais no Brasil. Pensava, de maneira intrínseca, que havia verdadeira miríade de sindicatos espalhados pela nação como entes representativos de segmentos das mais variadas esferas, a fim de defesa de interesses sociais de seus membros.
Parece que me enganei!
Quanto às tais classes, entendo agora que só parece existir a família dos caminhoneiros a se insurgirem à devassa e orgia praticada contra todos. O que percebo é que o país está um caos e somos reféns de um congresso podre.
É necessário banir esta bandidagem que se traveste de “bom moço”; não é mais possível aguentar tamanha afronta e descarado deboche. O sustento para benesses pessoais é alavancado por acordos perversos que culminam abarrotando filas de hospitais.
É fundamental que outros segmentos perpetuem a discórdia e revolta contra esta situação insuportável, e não somente a família dos caminhoneiros. Felizmente, outros estão se insurgindo, como os mototaxistas pelas reportagens trazidas à tona.
É imprescindível que toda a população indignada com o que está acontecendo saia à rua em brado coletivo de desgosto. Sustentar bando de canalhas não deve ser única opção. Mas o que resta?
Infelizmente, lideranças não se apresentam e estes, a corja, amparados pelo manto protetor de uma lei ineficaz, se solidarizam em negociatas nefastas.
Bernie Madoff, ex-presidente da bolsa americana de valores Nasdaq, gênio e mago das finanças, retratado no filme “O mago das mentiras”, foi o responsável pela maior fraude financeira da história e, por seu esquema Ponzi (uma pirâmide), pegou 150 anos de prisão tendo todos seus bens sendo retidos pelo governo que, inclusive, penhorou até mesmo as roupas íntimas de sua milionária esposa. Nobre senhora, hoje, vende “quentinhas”.
A analogia hilária de tal fato é que, no Brasil, em modesto apartamento em que é encontrada uma quantia “ínfima” de 51 milhões de reais do Sr. Geddel Lima e sua nobre família, parece não ocorrer o mesmo. Prisão domiciliar nele Seu irmão, o deputado federal Lucio Vieira Lima, diz que tudo será oportunamente esclarecido. E a nobre senhora? Com certeza a esposa do governador Sérgio Cabral não vende “quentinhas”. Isto é chacota com o povo!
A este, aprisionado em redoma criada por programas do tipo “Domingão do Faustão”, dentre outros, resta falar da lei e justiça: A polícia prende e o juiz solta! Que lástima não perceber que tal lei é feita por senhores nobres tais quais os “Geddeis” oportunos. No entanto, não se pode culpar um povo inteiro por tal prática que, por ausência cultural, é escravo da prática da sobrevivência a qualquer preço.
A política do “levar vantagem em tudo” começa nos primeiros anos de vida, em que orientamos nossos filhos a mentir a idade para não pagar a passagem do ônibus.
Meu falecido avô era praticamente analfabeto. Em sua sabedoria popular explicava algo que, a mim na época, era engraçado. Dizia que deveria ser construída uma imensa cadeia para trancafiarem todo o Congresso Nacional. Porém, haveria um problema, segundo ele: não sobraria quem fechasse a cela! Ele tinha razão…
Não é mais possível a tolerância. Quando falam de homicídios dolosos no Brasil, não percebem que as estatísticas mentem: na conta, e a matemática é ciência exata, não são computados os homicídios dolosos das vítimas da corrupção. Estas, números, mortas dolosamente pelas verbas recolhidas aos cofres pessoais de canalhas, que regam luxuosos jantares de maracutaias.
Então é isso… Na frente do Congresso, que é verdadeira cleptocracia, uns poucos em brado de desaprovação. Em Salvador, no carnaval, uns milhares na alegria.
Pão e circo! A copa do mundo vem aí… Ver a coletividade em festa traduz, ao final, que os problemas acabaram.
- Envie artigos para o site clicando aqui
Comportamento
A polarização gerada pelo politicamente correto
Djalma Cerezini Filho * Há algum tempo a filosofia do politicamente correto ganhou espaço na rotina brasileira. Disfarçado de avanço social e com enfoque respeitoso, a tática aos poucos foi implantada, gerando uma situação tão repressiva quanto a vigilância exercida por órgãos governamentais do tipo KGB e Gestapo. Se todos são iguais perante a lei, por […]
Djalma Cerezini Filho *
Há algum tempo a filosofia do politicamente correto ganhou espaço na rotina brasileira. Disfarçado de avanço social e com enfoque respeitoso, a tática aos poucos foi implantada, gerando uma situação tão repressiva quanto a vigilância exercida por órgãos governamentais do tipo KGB e Gestapo.
Se todos são iguais perante a lei, por que afinal de contas pessoas recebem tratamento especial por serem descendentes de uma etnia, ter orientação sexual diferente ou serem deste e não daquele sexo? Isso sem falar no tal do foro privilegiado, símbolo máximo da desigualdade brasileira, que favorece a impunidade de uma casta.
O politicamente correto amordaçou grande parte da população brasileira, que por medo de ser alvo de um processo judicial engole a seco sua opinião pessoal, sujeitando-se desta forma à impostura.
A situação chegou a tal ponto que o Brasil se dividiu em grupos: os vários grupos compostos das ditas “minorias” adeptas da filosofia do politicamente correto de um lado, e o grupo das pessoas que prezam sua liberdade pessoal, mas que mesmo assim respeitam a diversidade e consideram todas as pessoas como iguais de outro.
Nessa filosofia macabra, marcada por extremos, a vítima de um crime é tratada como culpada enquanto bandidos são amparados, a vida de um agente da lei vale menos que a vida de um agente do crime, assim como a vida de uma pessoa de pensamento conservador vale muito menos do que qualquer outra vida.
O politicamente correto trouxe de volta os tribunais raciais, o ódio de classes e a desigualdade.
Os valores aprendidos em casa, legados de nossos antepassados, como honestidade, respeito ao próximo, civismo, responsabilidade, respeito aos idosos, aos mais fracos etc. não possuem mais validade, são coisas de gente antiga, careta, retrógrada, coisa de fascistas.
Na moderna democracia brasileira só se pode pensar do jeito que o sistema quer, só falar o que o sistema quer, só agir do jeito que o sistema permite.
Dos leitores
Xavante não sabe a força que tem
João JG Garcia * Nenhum clube de futebol de Pelotas e Interior do RS experimentou desenvolvimento igual ao GE BRASIL. Voltemos um pouco no tempo e veremos um clube crescendo em campo e fora dele, mas ainda representa 1% da região. Por isso o marketing do clube é o instrutor de um elefante que não […]
João JG Garcia *
Nenhum clube de futebol de Pelotas e Interior do RS experimentou desenvolvimento igual ao GE BRASIL. Voltemos um pouco no tempo e veremos um clube crescendo em campo e fora dele, mas ainda representa 1% da região.
Por isso o marketing do clube é o instrutor de um elefante que não domina a selva – porque não sabe a força que tem. Esta é a razão da minha queixa (não da crítica)!
Defendo duas frentes: Conquista de PORTO ALEGRE e Conquista da Região Sul.
Combater o GRENALISMO também de duas formas: aliando-se ao inimigo; combatendo-o descaradamente. Aliando-se sendo à OUTRA na vida deles; enfrentando-o de frente.
Aliar-se significa dizer: “Está bem, o GRENAL é teu primeiro AMOR, então serei a OUTRA, tu continuas GRENAL e tua opção sou eu, BRASIL”.
O enfrentamento se dará num novo estadio confortável e moderno para a REGIÃO e a disputa constante do título estadual. Chegando à decisão, até a conquista do título. Para isto é necessário permanecer na disputa da Série B, por mais dois ou três anos e então classificar-se para a A.
Isto exige planejamento. Está sob análise da direção do BRASIL propostas minhas de realizar projetos Futuros do Clube:
- Congresso Xavante, reunindo torcidas organizadas e movimentos existentes em todo o País.
- Montar, com apoio de Movimento Xavante (ONDA XAVANTE) e de torcedores na capital do Estado, uma base para jovens de 15, 17 e 20 anos, sob a coordenação do clube.
- Inaugurar um quiosque de vendas de produtos do clube num shopping de Porto Alegre.
A isto chamo de “conquista da CAPITAL”. Assumir a grandeza e continuar crescendo.
Devo dizer que, infelizmente, não recebi resposta.
Estamos no caminho, mas tenho pressa, pois vou fazer 70 anos e não posso esperar.
Transmito a vocês do site meu obrigado e vou chateá-los com minhas opiniões.
Um abraço.
Escreva para o site clicando aqui

