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Opinião

O “pensamento mágico” no futebol gaúcho. Por Montserrat Martins

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Em Psiquiatria se chama de “pensamento mágico” ideias baseadas em fantasias que não tem base na realidade, mas em desejos que a pessoa gostaria que fossem verdade, ou tentativas de explicações para os seus temores, ou seja, pensamentos baseados na emoção e não na razão.

As crianças tem essas fantasias, que diminuem quando se amadurece, mas a própria sociedade como um todo também tem seus “pensamentos mágicos” em assuntos que mobilizam emoções coletivas, como política ou futebol. O futebol gaúcho em 2021 tem mostrado isso nos seus dois maiores clubes, onde as expectativas grandiosas estão sendo punidas pela realidade.

O primeiro a entrar em crise foi o Inter, que sonhou com a modernidade do “futebol de posição” e desestabilizou o que tinha de mais competitivo até então. O Inter pejorativamente chamado de “reativo” de 2019 e de 2020 teve resultados expressivos (vice da Copa do Brasil e do Brasileirão, sucessivamente), mas quis desmanchar tudo em busca da “magia” de uma modernidade tática cujo maestro viu a receita de bolo desandar. A frustração coletiva ocorre junto com injustiças individuais como o desprezo ao goleiro Marcelo Lomba que salvara o time em inúmeras partidas e foi relegado ao banco, em troca de um pensamento mágico de que teria substituto melhor.

A crise do Grêmio, mais recente, mostra que ficou um vácuo de liderança com a saída do Renato Gaúcho, tanto que o jogador Matheus Henrique chegou a mandar o novo treinador a “tomar no…”, quando esse lhe repreendeu durante uma partida. A contratação do Felipão parece ser uma resposta a isso, alguém que um jogador jamais pensaria em afrontar publicamente. Contratações milionárias como Douglas Costa ou Rafinha não deram a resposta imaginada, até o momento, apostar em “celebridades” no futebol pode ser uma espécie de “pensamento mágico” também, enquanto Vanderson tem de buscar um lugar para ele mais à frente, no time.

Futebol é uma ciência, um esporte de alto rendimento, cada vez mais milionário e especializado profissionalmente, como pude aprender ao fazer um curso do Sindicato dos Treinadores. Preparação física, tática, tomada de decisão, visão periférica, treinamento em campo reduzido, uma série de disciplinas preparam para uma realidade cada vez mais competitiva. Se atualizar é fundamental, mas há fundamentos a manter, como a necessidade de não descaracterizar a sua base e ter treinador com autoridade no grupo.

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Brasil & Mundo

Jefferson, o trágico, é internado em Bangu

Algo nele é excessivamente dramático, paradoxal, especialmente para uma pessoa que se vende como “machão”

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Notícia da rede: A presidente interina do PTB, Graciela Nienov, foi às redes neste domingo pedir orações para Roberto Jefferson. “O ex-deputado foi internado no hospital penitenciário do complexo de Gericinó, em Bangu”, informou ela. “Roberto Jefferson teve que ser internado no hospital do presídio, com quadro de febre alta (39°C), pressão baixa (09/5), taquicardia (110bpm), dor na palpação na região do fígado, acúmulo de líquido nas pernas”. Jefferson foi preso em 13 de agosto. Ordem do ministro Alexandre de Moraes, no inquérito que apura a atuação de uma milícia digital contra as instituições democráticas.

***

Jefferson tem na personalidade traços marcantes de personagens trágicos.

Algo nele é excessivamente dramático, paradoxal, especialmente em uma pessoa que se vende como “machão”; não à toa, por certo, seu amor pelo canto e pelas árias, apesar das postagens de si mesmo empunhando escopetas pesadas.

Uma espécie de barbeiro de Sevilha, um fígaro que canta alto e empunha navalhas.

Parece uma alma que se sentiu ofendida por uma aspereza qualquer que o deixou sem saída para o íntimo, a não ser viver e morrer em conflito.

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Opinião

A “ARTE” DE EDUCAR. Por Jacinto Bergmann

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Dom Jacinto Bergmann / Arcebispo Metropolitano da Igreja Católica de Pelotas

Celebramos no dia 15 de outubro passado o Dia do/a Professor/a. Foi o segundo dia dedicado aos/as educadores/as dentro da pandemia da COVID19, embora já estarmos aos poucos voltando ao ambiente escolar presencial, tão caro aos/às profissionais da educação.

A data do dia 15 e a volta ao ambiente escolar presencial, fez evocar a figura do meu professor e de minhas professoras do tempo da educação primária. E me moveu para a necessidade de homenageá-los/as: o professor Ervino e as professoras Méry, Lilian, Laura e Dulce. Ele e elas foram verdadeiro/as artistas na minha educação. Com a “arte da inteligência”, com a “arte do coração” e com a “arte das mãos” deixaram marcas indeléveis na minha vida. Marcas que me fizeram crescer em idade, em sabedoria e em graça.

Aqui vem à mente a afirmação bíblica em relação a Jesus de Nazaré, depois do episódio – ele aos 12 anos ficando no templo e discutindo com os Mestres da Lei: “Ele (voltou à Nazaré com os pais e) crescia em idade, sabedoria e graça!”

Como Jesus de Nazaré, o professor Ervino e as professoras Méry, Lilian, Laura e Dulce me ajudaram a crescer em idade pela “arte da inteligência” que ele e elas possuíam e viviam. Com inteligência me fizeram crescer sem espírito de competição. Na medida que fui crescendo em idade, tudo crescia compartilhado. Cresciam as capacidades em vista do compartilhar. Cresciam as visões em vista do compartilhar. Cresciam os valores em vista do compartilhar. Cresciam as missões em vista do compartilhar. A “arte da inteligência” dele e delas fez crescer a humanidade em mim: é-se mais humano quanto mais há compartilha. Obrigado professor Ervino e professoras Méry, Lilian, Laura e Dulce pela vossa “arte da inteligência” em educar.

Como Jesus de Nazaré, o professor Ervino e as professoras Méry, Lilian, Laura e Dulce me ajudaram a crescer em sabedoria pela “arte do coração” que ele e elas possuíam e viviam. Com coração me fizeram crescer sem atitude de enclausuramento. Na medida em que fui crescendo em sabedoria, tudo crescia com liberdade. A “arte do coração” faz amar e amar sempre é liberdade. Crescia meu amor pela criação. Crescia meu amor pela pessoa humana. Crescia meu amor pela família e sociedade. Crescia o meu amor pelo Deus-Amor. A “arte do amor” dele e delas fez crescer a divindade em mim: é-se mais divino quanto mais há amor/abertura/liberdade. O Deus-Amor é amor total e, por isso, é liberdade total. Obrigado professor Ervino e professoras Méry, Lilian, Laura e Dulce pela vossa “arte do coração” em educar.

Como Jesus de Nazaré, o professor Ervino e as professoras Méry, Lilian, Laura e Dulce me ajudaram a crescer em graça pela “arte das mãos” que ele e elas possuíam e viviam. Com doação me fizeram crescer sem interesse apenas próprio. Na medida que fui crescendo em graça, tudo crescia com gratuidade. Aconteceu um verdadeiro “e-ducere” (fazer emergir) da gratuidade e não um “se-ducere” (seduzir) do interesse apenas próprio. Cresceu a gratuidade capaz de gerar histórias humanas que somam e não subtraem e dividem. A “arte das mãos” fez crescer a gratuidade em mim: é-se mais gratuito quanto mais mãos abertas e doadoras. Obrigado professor Ervino e professoras Méry, Lilian, Laura e Dulce pela vossa “arte das mãos” em educar.

Querido professor e queridas professoras, minha eterna gratidão pela vossa “arte de educar”!       

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Eleições 2022

Leite presidente!? Não duvido de nada

Tudo é possível, até mesmo, como pesquisas vêm apontando, a volta do Lula

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De vez em quando me perguntam, por ser jornalista, se acredito que Eduardo Leite vencerá as prévias tucanas. Mais longe, indagam se o pelotense de 37 anos, atual governador do RS, tem chance de ser presidente da República. Faz tempo que parei de menosprezar quem quer que seja, principalmente os que sobem a rampa do Planalto.

Tudo é possível, até mesmo, como pesquisas vêm apontando, a volta do Lula. Segundo um Instituto (não lembro qual, pois têm surgido às pencas), “Lula é, para a maioria, o líder mais apto a enfrentar a corrupção no governo”. Duvidar de quê?

Se Leite levar a vaga de candidato, terá vencido algo mais: a tradição da força de São Paulo, estado mais rico, mais poderoso e influente politicamente. Será possível? Até onde pode chegar o ex-suplente do ex-vereador Cururu?

Cururu criticava os políticos, os próprios colegas. Acabou cassado por quebrar o decoro, ao protagonizar uma estonteante sessão de vodu em plenário. Vestindo túnica branca, crucifixo no peito e uma coroa de espinhos, e a pretexto de livrar a todos do mal, ele arrancou alfinetes de bonequinhos que representavam os colegas vereadores, encontrados dentro de um caixãozinho de madeira no porão da Câmara.

Nunca se soube quem depositou o caixãozinho no porão, quando, motivo nem por quê Cururu se lançou em empreitada cênica tão espinhosa, ao ponto de ser crucificado e perder o mandato. O fato histórico é que, ao perder a cadeira, Cururu “abriu a porta” aos cargos eletivos para o suplente Leite, que pôde então desfrutar de maior visibilidade antes da eleição seguinte à Câmara.

Na sequência, EL se elegeu vereador pelas próprias pernas, prefeito e governador. Antes de ir morar no Piratini, perdeu só uma eleição, para deputado estadual, em 2010, ficando na sexta suplência. Qualidades, já deixou claro que têm, inclusive pela intimidade com os círculos de poder, incluindo partes da chamada grande mídia, que veem nele uma boa aposta. De qualquer forma, para quem gosta das coisas esotéricas, não deixará de ser interessante, se um dia Leite acordar no Alvorada, imaginar que tudo tenha começado com um vodu.

Já pensou?

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