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Empresa & Consumo

César Paz: “A vocação de inovar mora em Pelotas”

O empreendedor César Paz, 53, proprietário da DEx 01 e mais seis empresas de tecnologia, é parceiro da Idealiza Urbanismo e outras firmas na criação do Distrito Makers (DM) do Una, por vários fatores, sobretudo dois. Prestador de serviços de tecnologia digital e comunicação para grandes empresas, o porto-alegrense se tornou conhecido pela ousadia e […]

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O empreendedor César Paz, 53, proprietário da DEx 01 e mais seis empresas de tecnologia, é parceiro da Idealiza Urbanismo e outras firmas na criação do Distrito Makers (DM) do Una, por vários fatores, sobretudo dois.

Prestador de serviços de tecnologia digital e comunicação para grandes empresas, o porto-alegrense se tornou conhecido pela ousadia e pela inovação, pontos em comum com Ricardo Costa e Fabiano de Marco, sócios na Idealiza. Assim como eles, Paz também vê em Pelotas um polo produtor de tecnologia, além de mercado efervescente.

César Paz explica por que se tornou parceiro no primeiro Distrito Makers de Pelotas:

“Com essa iniciativa, a Idealiza prova mais uma vez nossa sintonia quanto ao potencial da economia criativa local. Juntos, poderemos contribuir muito para a prospecção de inovações digitais que ajudem a dinamizar a vida e o trabalho. Por sinal, a sede da DEx01 vai se mudar para dentro do Una”, adianta o empresário.

“Assim como eu, Ricardo e Fabiano enxergam o valor da nova indústria criativa, que faz uso dos talentos individuais e busca soluções novas em todos os sentidos e em conexão a todas as áreas. O pensamento deles não é linear. Perseguem a diferença. Não à toa a Idealiza se tornou referência no design de negócio e aproveitamento de plataformas não só em Pelotas, mas no Rio Grande do Sul. Não me ocorre outro exemplo no estado de negócio que se compare ao trabalho da Idealiza”, acentua.

Acrescenta: “O Ricardo, como eu, ousou. Foi empreender em São Paulo e se tornou um empreendedor serial, pela multiplicidade de negócios que criou, como tenho feito, daí também nossa identidade. Além disso, algo com o qual me identifico, é que ele é um empreendedor de sucesso, mas muito humano. Preserva a qualidade de vida dele e de sua família, premissa inegociável para ele, como é para mim”.

Engenheiro mecânico de formação, Paz trabalhou por 15 anos na Varig e na Embraer, então gigantes mundiais. Ia bem, mas se demitiu para empreender por conta própria. “Não foi fácil. Mas eu queria algo diferente e desafiador, testar meus limites”.

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Na primeira tentativa, fracassou. Ele viu na tevê a notícia da maxidesvalorização do Real em 100%, no governo FHC, e disse à mulher: “Quebrei”. Mas entendeu que o aprendizado o levaria a fazer coisas boas nos novos negócios, o que aconteceu a partir da segunda tentativa, com a AG2. Na segunda tentativa, acertou. Foi tão bem com sua agência de comunicação digital, a AG2, que a vendeu em 2010 à francesa Publicis, terceira maior do mundo no setor. Poderia se ter recostado à sombra. Mas continuou a empreender, sempre de olho de inovação, abrindo novas frentes.

Medo de fracassar novamente? Sim, teve. Mas, desde a AG2, só prospera. “Como na Aviação, o empreendedor que ousa se projeta no espaço vazio.

Quando deixei a Varig e a Embraer, minha única certeza era a incerteza. Precisei vencer o terror desse momento para entender que empreender é o espaço da liberdade, algo essencial para mim. O medo do fracasso é um evento rejeitado pela cultura ocidental. Mas eu sou movido pelos desafios. Com o tempo aprendi que nosso maior inimigo é o medo de errar. É no movimento que a gente encontra as soluções”, diz.

Hoje, além de dirigir a DEx 01, Paz é sócio nas empresas Alright, MPQuatro, Delta, Zeeng, Minovelt e Delta, prestadoras de serviços de tecnologia de mídia, plataforma de inteligência de dados para comunicação & marketing e produção de conteúdo. É também engenheiro, fundador, ex-CEO e ex-presidente do Conselho de Administração da AG2. Com clientes do porte da Gerdau, Toyota, Santander, Bradesco, Natura, Embraer, Nestlé, Toyota, Chevrolet, é ainda conselheiro de várias companhias.

As empresas em que Paz atua compõem um ecossistema inovador dentro do universo da Comunicação Digital. Mantêm sinergias, mas trabalham de forma independente. As competências são várias, entre elas o design estratégico, a produção de conteúdo, o Data Science, tecnologias de mídia e ferramentas de formação, e capacitação humana.

Pesquisa da Deloitte (Auditoria e Consultoria empresarial) mostra que, para 82% dos profissionais de vários mercados, o maior estresse é o medo de errar. “Ocorre que é muito difícil uma pessoa sozinha reunir em si todos os talentos. Somos incompletos, por isso erramos, ainda mais no veloz e multifacetado mundo do trabalho de hoje”.

“Antigamente nos ensinavam que não podíamos errar. Hoje, nos novos modelos de negócio, o erro é uma etapa de processo. O medo de errar é eliminado porque freia a ousadia da criação. E nós precisamos cada dia mais aprender a ousar sem medo”.

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Depois de muitos anos vivendo e trabalhando em São Paulo, Paz voltou para Porto Alegre. Embora trabalhasse com meio digital há mais de 20 anos, fez mestrado em Design, na Unisinos, onde dá aula. Ele gosta de estar imerso em ambientes de troca de experiências. “Esse intercâmbio é essencial, sobretudo diante da evolução tecnológica, que nos desafia e desacomoda o tempo todo. A vida ficou fluída, como bem diz Bauman (Zigmult, sociólogo polonês) em seu livro Vida Líquida”.

Para Paz, a imagem do empreendedor associada à figura do super-herói self-made-man, aquela pessoa que “se faz sozinha”, aparece aqui e ali, mas não existe mais. Ele acredita que daqui em diante as pessoas vão trabalhar e criar cada vez mais em regimes colaborativos, em negócios cada vez mais remotos, ou seja, em rede. Cada vez mais trabalhando em modelos que valorizam o pensamento divergente.

Nas suas palestras, o empreendedor conta que pede que a plateia procure se lembrar da maior conquista de suas vidas, no trabalho, na formação, no esporte, enfim. E que as pessoas então percebem que não chegaram lá sozinhas. “Nem poderiam, pois não existe uma grande conquista individual. Não se consegue nada de expressivo sozinho, sobretudo hoje. Empreender é um ato coletivo. É o ato coletivo no espaço vazio que nos projeta para atmosferas inovadoras. Foi assim o tempo todo na AG2, onde cultivamos um ecossistema de inovação”.

Ao longo do caminho na vida da AG2, vários profissionais deixaram a empresa e construíram seus próprios negócios com sucesso, muitos deles no mesmo mercado da comunicação digital. “Gosto de pensar que ajudei a construir uma escola de empreendedores, muito mais do que uma marca prestadora de serviços”.

Paz sempre teve negócios em Pelotas. Para ele, a cidade é polo de Comunicação Digital e Internet, pelas universidades e escolas que possui. E que, nos anos 90, no início da AG2, Pelotas já possuía ambiente ideal para prospecção de soluções digitais, inclusive pela infraestrutura da Companhia Telefônica Melhoramento e Resistência, a CTMR.

“A cidade sempre se destacou pela formação de designers e profissionais das Ciências da Computação. Muitos talentos surgiram no final dos anos 90”. Naquele tempo, Paz se associou a alguns deles, como Cristiano Fernandes, sócio até hoje. Juntos, eles contrataram muita mão de obra local, montaram estrutura em Pelotas, em conexão remota com o mundo, expandindo atividades para São Paulo e Rio de Janeiro.

Para o empreendedor, a produção de conhecimento na área digital continua forte em Pelotas. “A oferta de talentos no setor é rica, inclusive pelo baixo turnover (baixo giro de profissionais no mercado) e pelo fato de as pessoas trabalharem próximas de casa, com maior tranquilidade, condições que favorecem a produtividade. Além disso, Pelotas forma designers em diferentes áreas. Cultiva valores culturais, apuro estético”.

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A vocação de Pelotas como centro de desenvolvimento e formação, acredita Paz, continua forte. A própria DEx 01 é, diz, é um exemplo: a sede é em Pelotas e, nela, ele tem sociedade com três profissionais que vivem na cidade: Cristiano, Natália Ramos e Vinícius Costa. Tem sido uma jornada e tanto, em constante atualização.

Quem é Cesar Paz
Currículo completo de César Paz: Engenheiro, fundador, ex-CEO e ex-presidente do Conselho de Administração da AG2. Fundador e ex-presidente da Associação Brasileira de Agências Digitais (Abradi/RS) em duas gestões. Presidente do Conselho de Administração da Seekr de Blumenau e também sócio e membro do Advisory Board das seguintes empresas: Alright, MPQuatro, Delta, Zeeng, DEx01, Minovelt e Delta. Foi eleito pela plataforma Proxxima um dos 10 profissionais inovadores do mercado brasileiro, em 2011. É professor do curso de Comunicação Digital da Unisinos e mestrando em Design Estratégico. Já trabalhou com estratégia digital para as principais marcas do mercado brasileiro, como Bradesco, Toyota, GM, Natura, Vale, Embraer, C&A e Rio 2016. É ainda curador do Festival de Interatividade e Comunicação.

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Empresa & Consumo

Idealiza prepara lançamento da FLOW WORK, quinta torre do Parque Una

FLOW WORK, quinta torre em construção pela Idealiza Urbanismo no Parque Una, confirma o crescimento paulatino do inédito bairro planejado, composto por um mix de torres residenciais e comerciais que, integradas à natureza, compõem o ecossistema urbanístico do lugar, uma área nobre atrás do Shopping Pelotas, no caminho entre a cidade e as praias, que […]

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FLOW WORK, quinta torre em construção pela Idealiza Urbanismo no Parque Una, confirma o crescimento paulatino do inédito bairro planejado, composto por um mix de torres residenciais e comerciais que, integradas à natureza, compõem o ecossistema urbanístico do lugar, uma área nobre atrás do Shopping Pelotas, no caminho entre a cidade e as praias, que são a cidade também.

A nova torre será aberta para comercialização nos próximos dias.

Até agora foram lançados seis das 30 torres previstas para o Una: o HOLA (duas torres residenciais), o PLEX (uma torre comercial), o PLAZA (uma torre residencial), o FLOW LIVE (uma torre residencial) e o FLOW WORK, mais recente, uma torre comercial.

O FLOW WORK possui 149 unidades – 172 salas e duas lojas, todas com terraço. Os tamanhos das unidades variam de 24,21 m2 a 41,80 m2 e dão vista de 180º, do centro antigo ao Parque.

Juntas, FLOW LIVE E FLOW WORK formam a primeira dupla de torres do Una conectada diretamente; por corredor no quarto andar, os usuários poderão transitar entre as torres residencial e comercial.

Assim como o LIVE, o FLOW WORK conserva o padrão de vida compartilhada que inspira o conceito do bairro como um todo. As duas torres aproximam profissionais de suas moradias.

CARACTERÍSTICAS DO FLOW WORK

O FLOW WORK possuirá um pavimento com duas lojas térreas, hall de entrada, vestiários, bicicletário, infraestrutura, estacionamento. Um pavimento com estacionamento, um pavimento com 21 salas comerciais, um pavimento com 14 salas comerciais, duas salas para palestras e trabalho colaborativo (Coworking), terraço, e mais sete pavimentos com 16 salas comerciais cada. O último andar abrigará a casa de máquinas e o reservatório superior. O estacionamento será de uso comum.

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CONCEITO DO PARQUE UNA

O Parque Una é mais que um convencional empreendimento imobiliário. Há um conceito inovador na concepção do bairro planejado para 8000 pessoas. “Eles estão criando novos centros”, diz o arquiteto pelotense Guto Kings. Ele se refere a Fabiano de Marco e Ricardo Costa, sócios da Idealiza Urbanismo, autora do Una.

Quando King fala “novos centros” está dizendo que o Una terá vida e dinâmica próprias tão ou mais atraentes quanto o centro antigo de Pelotas, que tem como ponto de encontro o tradicional Café Aquário.

Grande parte dos imóveis do Una tem sido adquirida por pessoas que viviam e trabalhavam em regiões nobres, com a avenida Dom Joaquim, e ansiavam por mais conforto e tranquilidade.

UM NOVO CENTRO É BOM PARA A CIDADE

É bom para a cidade que haja um novo centro efervescente, com as conveniências de todo “centro” e algo mais, como o ambiente climatizado e aglutinador do Shopping e um bairro, o Una, cujo projeto de ocupação urbana é uma evolução em relação ao velho urbanismo do centro antigo, hoje em dia sobrecarregado de problemas, do tráfego nervoso de veículos à presença desordenada de ambulantes, passando pela insegurança.

O Una pretende ressuscitar no bairro o que falta ao centro antigo: o senso de comunidade dos habitantes, de responsabilidade sobre o espaço público, e crowdfunding, financiamentos coletivos para o desenvolvimento projetos de interesse da coletividade.

Um novo centro que seja urbanisticamente mais bem resolvido – sem os problemas do centro antigo – pode influenciar a própria renovação deste. Pode até mesmo vir a influenciar positivamente nos rumos do planejamento urbano da cidade, que hoje cresce de forma desordenada.

UMA VIDA À MODA ESCANDINAVA

Nesta ano, a tevê Globo veiculou um programa sobre a Dinamarca, na Escandinávia, onde o índice de felicidade é o maior do planeta. Lá vive Jan Gehl, urbanista de renome internacional e artífice do modo de vida minimalista em seu país, que vem servindo de inspiração em todo o mundo, Pelotas incluída.

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O estilo dinamarquês de viver é o mesmo projetado para o Una, com seus edifícios residenciais em conexão aos comerciais, imersos em natureza. Que estilo é? Um estilo em que as pessoas venham em primeiro lugar, antes que veículos e tudo o mais.

Antigamente as pessoas ansiavam por comprar casas grandes e definitivas, pagando uma hipoteca até o fim da vida. Hoje isto se tornou inviável, por desnecessário numa sociedade em que o digital vem alterando o modo de vida rumo à simplicidade compartilhada.

Com a evolução tecnológica, que favorece regimes colaborativos de produção à distância, fazendo com que moradia e trabalho confluam para o mesmo ambiente, já não precisamos de mansões como ideal de vida.

VIDA LÍQUIDA E ASSOCIAÇÃO DE BAIRRO

Possuir um teto ainda é importante, mas a qualidade de vida está cada vez menos confinada à solidez do concreto. A vida está na sua própria liquidez, nela mesma. Os que compreendem isso veem a cidade como uma extensão da casa. A cidade é a casa. Já no Una, a cidade é o bairro – um bairro especial, com ruas acalmadas, áreas comuns de convivência, pista para caminhada e circulação de bicicletas.

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Brasil

Oportunidades de uma economia sustentável

CAPITAL NATURAL + Marcelo Dutra da Silva | dutradasilva@terra.com.br Em uma economia moderna de elevados investimentos em marketing, as questões sociais e ambientais, imbuídas na ideia da promoção do desenvolvimento com características de sustentabilidade, têm provocado uma verdadeira revolução no mercado. Novas oportunidades de empregos surgem a cada dia, desde a reciclagem até a maior eficiência […]

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CAPITAL NATURAL +

Marcelo Dutra da Silva | dutradasilva@terra.com.br

Em uma economia moderna de elevados investimentos em marketing, as questões sociais e ambientais, imbuídas na ideia da promoção do desenvolvimento com características de sustentabilidade, têm provocado uma verdadeira revolução no mercado. Novas oportunidades de empregos surgem a cada dia, desde a reciclagem até a maior eficiência nos processos e o desenvolvimento de fontes renováveis de energia.

E já que o emprego é um termômetro relevante para qualquer modelo de economia, é importante considerar que: “Os empregos estarão mais ameaçados onde os padrões ambientais são baixos e onde falta agilidade para inovações em prol de tecnologias mais limpas”, declarou Michael Renner, autor de Working for the Environment: A Growing Source of Jobs, que apesar de publicada em 2000, a obra se mantém mais atual do que nunca. E foi além: “Nossa pesquisa revelou um potencial imenso para criação de empregos fora das indústrias extrativas, empregos que não dependem do processamento gigantesco de matérias primas em uma só direção, e da transformação de recursos naturais em montanhas de lixo.”

De acordo com Renner, o desafio que se impõem à sociedade é o de proporcionar uma transição justa para os trabalhadores que perderão seus empregos nos setores de combustíveis fósseis e da mineração. E por mais incrível que pareça continuamos insistindo fortemente nisso. Pior, nossa esperança de desenvolvimento continua sendo depositada, quase que, exclusivamente nisso. Enquanto que boa parte dos novos empregos está sendo gerada no mercado verde, particularmente no setor elétrico, no campo das energias renováveis (solar e eólica), algo que recém estamos aprendendo a explorar.

Milhões de empregos são gerados todo ano, no mundo todo, na fabricação e instalação de turbinas eólicas e na produção de energia solar fotovoltaica, que já emprega milhares de pessoas. E a aerogeração é o segmento do mercado verde que mais cresce no momento, sem quase sentir os efeitos da crise econômica mundial, e conta com forte apoio governamental. O mercado já reconhece que os investimentos em energia renovável, eficiência, durabilidade e reciclagem, criarão mais empregos do que a convencional indústria extrativista, baseada no consumo sem eficiência e em fontes não renováveis de energia. O incremento da eficiência na utilização dos recursos significa uma economia de centenas de bilhões de dólares, um custo que pode ser convertido em investimento e em novos empregos.

A indústria da extração (mineração), das práticas agrícolas predatórias (de cultivo e criação) e do processamento de materiais primários (como metais, popa de celulose, do refino de petróleo e gás, e síntese de produtos químicos) compreende nossas atividades com carga de poluentes e onde a força de trabalho está mais exposta aos perigos da toxicidade, justamente onde a ameaça da extinção do emprego está mais presente. Não só porque as leis ambientais tornaram-se mais exigentes, mas porque a necessidade de uma maior velocidade e eficiência nos processos levaram ao incremento da mecanização, automação e novas tecnologias, o que vêm reduzindo, fortemente, a oferta de trabalho. Portanto, não é surpresa a defesa de alguns, em desfavor do aparelho estatal de gestão e controle, manifestada na intenção de unir ministérios, como o da Agricultura e do Meio Ambiente, para cessar o conflito (na chamada “indústria da multa”) e acelerar o licenciamento ambiental (como se fosse algo trivial, simples, que só dependesse de um carimbo).

Atenção! As oportunidades de emprego serão maiores na economia que caminhar na direção da sustentabilidade, e o ponto de partida é a mão de obra qualificada. No entanto, parecemos estar caminhando na contramão. O discurso do desenvolvimento permanece atrelado às práticas econômicas tradicionais, sem indicar novas perspectivas. Além disso, os investimentos em qualificação do trabalho ainda são bastante limitados e o mundo todo vem experimentando quedas no número de pessoas com educação avançada e especializada tecnicamente. Parece que a crise na educação não é uma exclusividade brasileira e a mão de obra qualificada está se tornando uma raridade no mundo. E nesse quadro, caberá às empresas dirigir seus esforços em mecanismos de qualificação profissional, possivelmente de forma compartilhada, com as Universidades e/ou centros de pesquisa, de modo a patrocinar a educação especializada, em áreas cruciais ao seu negócio. Então, a nova ordem de mercado também é oportuna para a academia. Mas será que estamos preparados para este novo desafio?

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? Marcelo Dutra da Silva é Ecólogo e Professor de Ecologia na Universidade Federal do Rio Grande.

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Empresa & Consumo

Notícias do Parque Una: Jessica Esteves, professora do curso Realiza Digital

Jessica Esteves, de 26 anos, é a professora do Realiza Digital, curso gratuito oferecido pela Idealiza Urbanismo que prepara jovens estudantes de escola pública para atuar nas áreas de Design, Comunicação e Redes Sociais, para futuro ingresso no mercado de trabalho. Bacharel em Design Digital pela UFPel, a pelotense faz mestrado em Educação e Tecnologia […]

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Jessica Esteves, de 26 anos, é a professora do Realiza Digital, curso gratuito oferecido pela Idealiza Urbanismo que prepara jovens estudantes de escola pública para atuar nas áreas de Design, Comunicação e Redes Sociais, para futuro ingresso no mercado de trabalho.

Bacharel em Design Digital pela UFPel, a pelotense faz mestrado em Educação e Tecnologia no Instituto Federal de (IFSul), onde cursa também Formação Pedagógica para Graduados Não Licenciados.

? Outros posts sobre o Realiza Digital

Com experiência em sala de aula, Jessica foi professora substituta no IFSul por dois anos, deu aula nos cursos técnicos de Comunicação Visual, Design de Interiores e Bacharelado em Design.

Empreendedora, em paralelo toca seu estúdio Otium, prestando serviços em design para clientes e agências.

Jessica chegou ao Realiza a convite de Cristiano Fernandes, da empresa DEX01. “Ele era um dos diretores da AG2, onde trabalhei um ano. Depois que sai de lá, passei um ano e meio nos Estados Unidos (na cidade de Rochester, no estado de Nova York). Fiz um intercâmbio pelo Programa Ciência Sem Fronteiras. Na volta, o Cris me contatou. Desde então estou envolvida com o Realiza. O primeiro passo foi estruturar o curso, trabalho feito juntamente com Cristiano e a Juliana (Fabião, da Ampla Gestão de Pessoas)”.

Jessica conhece o mercado pelotense. Afora os 18 meses em que passou nos Estados Unidos, ela sempre viveu em Pelotas. “Há muitas empresas do segmento da Economia Criativa na cidade, às quais se destina a formação que transmitimos aos nossos alunos”.

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Ela sempre estudou em escola pública. Estudou na Balbino Mascarenhas, perto do bairro Simões Lopes, depois no Colégio Pelotense e no IFSUL. Como sempre estudou em escola pública, ela conta que sente grande motivação de dar aulas a jovens que, assim como aconteceu com ela, estudam em escolas públicas. “Sinto identificação”.

O atual curso Realiza (de Design, Comunicação e Redes Sociais) tem a duração de três meses, ensina a trabalhar com os programas mais populares hoje na área de Design: Photoshop, Ilustrator e Sketch e vai além. O curso se concentra nas áreas de Design Digital e de Design Gráfico, que estão em alta no mercado, além de despertar potencialidades conceituais através dos conhecimentos técnicos.

“Esperamos dos alunos que aprendam a utilizar essas ferramentas, essenciais para coisas como criação de telas para layout, criação de aplicativos e sites, criação e impulsionamento de peças em redes sociais, entre outras”.

O curso Realiza termina com um trabalho prático em grupo e com a preparação dos alunos para montagem de currículos e para o conhecimento de condutas nas entrevistas com futuros empregadores. As aulas ocorrem de segunda a sexta-feira, das 14h às 17h, numa sala do Parque Una e, segundo Jessica, “os alunos são interessados e assíduos”.

 

 

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Empresa & Consumo

Fabiano de Marco apresenta Parque Una no 8º Complan, no Ceará

Em 22 de outubro próximo, Fabiano de Marco, sócio na Idealiza Urbanismo, vai palestrar em Fortaleza, capital cearense, sobre o Parque Una, no 8º Complan, evento de prestígio nacional que reúne grandes nomes do mercado imobiliário, reconhecidos pela capacidade de inovação. Fabiano falará num painel ao lado de Paulo Kawahara, do escritório Jaime Lerner Arquitetos […]

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Em 22 de outubro próximo, Fabiano de Marco, sócio na Idealiza Urbanismo, vai palestrar em Fortaleza, capital cearense, sobre o Parque Una, no 8º Complan, evento de prestígio nacional que reúne grandes nomes do mercado imobiliário, reconhecidos pela capacidade de inovação.

Fabiano falará num painel ao lado de Paulo Kawahara, do escritório Jaime Lerner Arquitetos Associados, de Benedito Abbud, da Benedito Abbud Arquitetura Paisagística, e de Hélio Mitica, da Areaurbanismo.

Paulo falará sobre o case Cidade Cauype. Benedito, sobre o case Estrela Alta e Hélio, sobre o case Fazenda Itahyê, empreendimentos, a exemplo do Parque Una, considerados pioneiros do Novo Urbanismo.

Parque Una

Parque Una

O Parque Una, empreendimento genuinamente pelotense, merece todos os reconhecimentos que vem obtendo. O bairro foi planejado com exclusividade pela Idealiza Urbanismo, empresa dirigida por Ricardo Costa e Fabiano de Marco, e é uma novidade positiva para todos os sentidos. Primeiro de tudo, não se aparta do meio social por muros. Mesmo oferecendo benefícios típicos de um condomínio fechado, como por exemplo um anfiteatro, Parque Una (e daí o nome do bairro ser “Parque”) é uma povoação aberta, integrada à cidade, um convite a que todas as pessoas, de todos os perfis, todas as classes sociais, frequente e desfrute, como se fosse uma extensão de sua casa. 

Localizado às costas do Shopping Pelotas, Parque Una, um dos empreendimentos da Idealiza Urbanismo no País, reúne um conjunto de torres residenciais e comerciais a áreas de lazer num ecossistema integrado concebido para ter dinâmica própria e formar um novo centro da cidade.

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Comportamento

Defensores do Parque Una

À medida que as obras do Parque Una avançam, a Idealiza Urbanismo, urbanizadora que responde pelo bairro planejado pelotense, às costas do Shopping Pelotas, tem desenvolvido ações destinadas a fortalecer entre os frequentadores o senso de preservação em relação ao lugar. Desde julho, um grupo de seis Agentes de Convivência do Parque Una se dedica […]

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À medida que as obras do Parque Una avançam, a Idealiza Urbanismo, urbanizadora que responde pelo bairro planejado pelotense, às costas do Shopping Pelotas, tem desenvolvido ações destinadas a fortalecer entre os frequentadores o senso de preservação em relação ao lugar.

Desde julho, um grupo de seis Agentes de Convivência do Parque Una se dedica a esse trabalho, das 15 às 18h dos domingos, dia em que o movimento de visitantes é mais intenso no Parque. Eles dialogam com visitantes que cometem pequenas infrações, alertando-os para a importância de darem sua contribuição para preservar o Parque e manter seus benefícios acessíveis em condições a todos.

Entre outras atividades, o sexteto tem sido responsável pelas “multas morais”, folheto preso aos para-brisas dos veículos, chamando atenção dos motoristas para o fato de que, no Una, seguem valendo as leis do Código de Trânsito e a Normatização Interna, como, por exemplo, não trafegar na contramão ou não ocupar, com um carro, vagas duplas nos estacionamentos, infração comum.

Quando encontram com os motoristas, os agentes, em vez de deixar a “multa moral”, falam com eles.

Ainda neste outubro, o sexteto mudará de nome e figurino, com o objetivo de tornar mais fácil o sempre difícil gesto de pedir a um visitante que mude seu comportamento. Em algum domingo deste mês, o grupo passará a compor o grupamento “Defensores do Una”, uma espécie de Liga Extraordinária de super-heróis vestida a caráter de propósito – para, através do humor, quebrar o gelo inicial das abordagens.

“Eles seguirão fazendo o trabalho atual, mas com maior simpatia”, explica Aline Maciel, responsável pela Liga de Defensores do Una. Foi dela a ideia de criar figurinos-fantasias para a Liga, que, com suas intervenções, já hoje complementa o trabalho realizado pelo setor de Segurança do Una. A própria Aline está desenhando as fantasias.

Os Defensores vão interagir ludicamente com todos, inclusive crianças, para que a abordagem soe totalmente como pretende ser – suave e descontraída, para que as pessoas compreendam o valor do gesto.

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Além do trabalho educativo verbal e por meio de folhetos, os Defensores distribuem sacolinhas para lixo, uteis por si e por recados impressos nas próprias, como sugestões para que não se entre no lago, não se pedale sobre o deck, para que adultos não brinquem no playground, coisas assim.

As fantasias dos seis membros da Liga foram inspiradas no próprio Parque Una.

Juntas, elas concentram visualmente as principais marcas do empreendimento, mesmas digitais, aliás, da Idealiza Urbanismo como empresa. Ei-las: a inspiração na criação arquitetônica, a inspeção onírica que precede a materialização de um sonho grande, a preocupação com a mobilidade urbana para a fluidez dos tráfegos, a interação da tecnologia com a vida – em benefício da convivência e do trabalho humanos, a atenção com o meio ambiente e a crença nos valores liberais, no que se refere ao valor dos indivíduos e à força colaborativa de sua coesão.

O trabalho dos ainda não nominados Defensores do Una, embora já o defendam, vem dando resultados positivos.

“Já se nota uma diminuição na frequência das infrações. Já mais limpa fica no fim do dia a área playground, já menos gente senta no parapeito do elevado da Casa Una, já menos gente estaciona impropriamente. Ainda assim, é um trabalho de longo prazo, como é todo o trabalho educativo”, comenta Aline.

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Empresa & Consumo

RBS nega, mas Portal Making of reafirma que Grupo foi vendido

Corre nas redes sociais uma postagem feita pelo jornalista Claiton Selistre no portal Making Of, reafirmando que a RBS acertou a venda de todos os seus jornais, rádios, TVs, blogs e sites. O comprador seria o mesmo empresário que adquiriu os negócios do grupo em SC: Carlos Sanchez, dono do laboratório que produz genéricos da […]

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Corre nas redes sociais uma postagem feita pelo jornalista Claiton Selistre no portal Making Of, reafirmando que a RBS acertou a venda de todos os seus jornais, rádios, TVs, blogs e sites. O comprador seria o mesmo empresário que adquiriu os negócios do grupo em SC: Carlos Sanchez, dono do laboratório que produz genéricos da marca EMS.

Claiton é gaúcho e foi da RBS. É uma fonte confiável, daí a repercussão e a reação da RBS com um desmentido.

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Claiton foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia.

O Grupo RBS soltou a seguinte nota:

“Em relação à nota publicada no portal Making Of, o Grupo RBS informa que a empresa não foi vendida, ou seja, a informação divulgada não procede.”

O Portal Making of foi à téplica:

Informação exclusiva do Portal Making Of: o grupo RBS, proprietário de emissoras de TV, rádios e jornais no Rio Grande do Sul, já tem sua venda definida. Uma alta fonte gaucha ligada ao negócio, com pedido de anonimato, garantiu que o valor está acertado e que a forma de pagamento está no detalhe final. Valores e nomes não foram revelados no momento.

A  negociação, por outro lado, já foi informada à Rede Globo, a qual as emissoras de TV do grupo, são afiliadas, a quem cabe manifestar-se sobre a nova sociedade.

Como se recorda, há um ano as emissoras da RBS SC foram vendidas para uma parceria que tinha inicialmente o empresário gaúcho Lírio Parisotto e o paulista Carlos Sanchez, dono do grupo NC – fabricante dos medicamentos EMS. Porém, no último momento, a Globo pediu a saída de Parisotto devido a acusação de agressão formulada na justiça pela ex-modelo e atriz Luíza Brunet. Carlos Sanchez, então, ficou com o negócio catarinense e é muito provável que ele tenha comprado agora a parte gaúcha com outro sócio.    

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Estrategicamente a informação oficial sobre o assunto será dada depois da eleição.      

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Empresa & Consumo

Grupo RBS do Rio Grande do Sul foi vendido, diz Portal Making Of

Informação exclusiva do Portal Making Of O grupo RBS, proprietário de emissoras de TV, rádios e jornais no Rio Grande do Sul, já tem sua venda definida. Uma alta fonte gaúcha ligada ao negócio, com pedido de anonimato, garantiu que o valor está acertado e que a forma de pagamento está no detalhe final. Valores […]

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Informação exclusiva do Portal Making Of

O grupo RBS, proprietário de emissoras de TV, rádios e jornais no Rio Grande do Sul, já tem sua venda definida. Uma alta fonte gaúcha ligada ao negócio, com pedido de anonimato, garantiu que o valor está acertado e que a forma de pagamento está no detalhe final. Valores e nomes não foram revelados no momento.

A  negociação, por outro lado, já foi informada à Rede Globo, a qual as emissoras de TV do grupo, são afiliadas, a quem cabe manifestar-se sobre a nova sociedade.

Como se recorda, há um ano as emissoras da RBS SC foram vendidas para uma parceria que tinha inicialmente o empresário gaúcho Lírio Parisotto e o paulista Carlos Sanchez, dono do grupo NC – fabricante dos medicamentos EMS. Porém, no último momento, a Globo pediu a saída de Parisotto devido a acusação de agressão formulada na justiça pela ex-modelo e atriz Luíza Brunet. Carlos Sanchez, então, ficou com o negócio catarinense e é muito provável  que o empresario paulista tenha comprado agora a parte gaúcha com outro sócio.

Estrategicamente a informação oficial sobre o assunto será dada depois da eleição.

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Editorial

Especulações sobre a demissão de Pablo do Diário Popular

Última atualização: 10h05 de 19/09/2018 Pablo Rodrigues não é mais funcionário do Diário Popular. O jornalista trabalhou 12 anos no jornal, sete deles no cargo de editor-chefe. Em março passado, havia pedido para deixar a função de editor-chefe, quando passou então a ficar responsável exclusivamente por manter sua coluna de opinião chamada MAGIS+, uma das […]

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Última atualização: 10h05 de 19/09/2018

Pablo Rodrigues não é mais funcionário do Diário Popular. O jornalista trabalhou 12 anos no jornal, sete deles no cargo de editor-chefe. Em março passado, havia pedido para deixar a função de editor-chefe, quando passou então a ficar responsável exclusivamente por manter sua coluna de opinião chamada MAGIS+, uma das mais lidas no jornal.

Assim que li a primeira coluna dele, inaugurada em 2015, ela me pareceu destoar da linha editorial do jornal, que fez fama pelo tom mais ou menos morno. Com o novo espaço, o editor passou a utilizar com afinco o exercício crítico, algo com que Pelotas sempre teve dificuldade.

Inicialmente semanal, em março passado a coluna passou a ser publicada três vezes por semana. De lá para cá, coincidentemente, se intensificaram as pressões oficiais contra as abordagens que Pablo fazia.

Na hora em que eu li a primeira MAGIS+, lá em 2015, pensei comigo, conhecendo o ambiente local: “Pablo começa neste momento a deixar o jornal”. Pois neste dia 18 de setembro, deparo com a notícia de sua demissão, postada por ele em forma cortês, no facebook. O tom prevalecente é o de agradecimento ao empregador. Em um trecho, a mensagem soa dúbia, quando diz:

“Asseguraram-me que minha demissão não é política. Sendo ou não política, resta uma certeza: a minha saída empobrece a indispensável pluralidade de opiniões que um jornal deve ter”.

A notícia da demissão foi pronunciada ao jornalista pela herdeira-proprietária do DP, arquiteta Virgínia Fetter.

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Para quem observa a cena pública local, é justo ter dúvidas sobre a alegação de Virgínia.

Considerando como verdadeiro o motivo da “contenção de despesas”, o jornal deve estar enfrentando uma crise financeira aguda. A demissão de Pablo não é caso isolado. O jornal, que teria por volta de 200 funcionários, vem demitindo profissionais de várias áreas, em pequenos lotes.

O DP parece atravessar uma crise típica das empresas que publicam impressos, por causa do progressivo encolhimento do número de assinaturas e proporcional redução do número de anunciantes, que cada vez mais vêm abandonando o papel pela internet, muitas vezes anunciando exclusivamente, por conta própria, nas suas próprias páginas nas redes sociais, inclusive com impulsionamentos de postagens no facebook.

Até onde pude apurar, a coluna de Pablo era muito lida, como ele escreveu no face. Justamente por esse motivo, a página era patrocinada, e o patrocinador não retirou o patrocínio, o que enfraquece o motivo oficial.

Pablo respondia pela única coluna que era francamente crítica a ações e omissões da prefeitura, como fez no caso dos exames de pré-câncer. Criticou muitas vezes a prefeitura, algumas vezes criticou signos conservadores, como o projeto Escola Sem Partido, que chegou a ser apresentado para virar lei pelo vereador tucano Enéias Clarindo (depois retirado). Criticou ainda os reacionarismos de Bolsonaro, no estrito sentido da palavra.

Ele fez tantas críticas naquele viés que é capaz de os menos lúcidos terem interpretado suas abordagens como típicas de uma mente vermelha, quando no fundo elas não eram mais que a expressão da cidadania, humanidade e liberdade de pensamento que deve ter um colunista de “Opinião”.

Outro indicativo… Corre o boato de que, dias antes de demissão de Pablo, um misterioso homem de baixa estatura, calvo no telhado superior e com fios de neve derretida nas laterais, procurou a direção do jornal para reclamar do jornalista. Maneiroso, o homem agiria segundo a seguinte estratégia: nunca pediria a cabeça de ninguém diretamente, pois soaria baixo, algo que sua presunção não toleraria.

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Em vez de pedir cabeças, o homem fez fama como “Reclamão periódico” do periódico, inclusive por telefone. Por essa trilha, de grão em grão, a coisa teria contribuído para levar a situação a um ponto em que a Galinha teria enchido o papo.

Pode ser, pode não ser… São especulações comuns em horas como essa, em que veículos de comunicação industrialmente caros para se manterem se tornam cada vez mais dependentes de verba publicitária de governos para sobreviver. Leia-se: expressivos volumes provenientes de impostos que pagamos.

É preciso muita calma nessa hora. Os próximos passos devem fornecer mais elementos para elucidar melhor a natureza das “contenções” do jornal e se elas estão relacionadas.

Que as contas do Diário Popular andam na iminência do vermelho parece óbvio. A questão que sobraria é saber se, por motivo do encolhimento da receita, o jornal teria ou não decidido não desagradar governos (geralmente anunciantes seguros), como a prefeitura, da qual o DP recebe verba publicitária, assim como do governo do estado e do governo federal, dos quais também recebe verba em forma de publicidade oficial.

Por suposto, no sentido comercial lógico, seria bom para a saúde econômica de um jornal se ele amenizasse o tom da cobertura do Executivo local, inclusive, por exemplo, protegendo Eduardo Leite, que está indo bem nas pesquisas para governador. Mal não faria também maneirar nas críticas à Bolsonaro, que já está no segundo turno.

Não que seja assim, mas mal não faria, comercialmente, num momento de crise.

Lembre-se: pelos teor e tom, os textos de Pablo não eram submetidos ao Departamento Comercial; por suas manifestações, ele sempre escreveu com liberdade, pautado por princípios iluministas, da prevalência da razão sobre as conveniências. É sabido que seus artigos provocavam reações na prefeitura, com a prefeita Paula Mascarenhas chegando a visitar pessoalmente a proprietária do jornal, para pedir “maior equilíbrio” nas abordagens.

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A postagem em que Pablo dedilhou o anúncio da sua demissão do DP havia recebido, até 10h05 desta quarta-feira (18), 812 reações, uma esmagadora maioria de pessoas solidárias a ele e, em alguns casos, como fez o radialista Edson Planella, aludindo à política e à censura para explicar a saída do colega. Além daqueles cliques, a postagem, até aquela hora, havia recebido 241 manifestações de solidariedade na forma de comentários.

Quando foi igualmente demitido neste ano, da Rádio Universidade (RU), Planella foi ao facebook afirmar que sua demissão havia ocorrido depois de pressões da Prefeitura e da Reitoria da UCPel, por críticas dele ao Executivo local, anunciante da RU. Corajosamente, Pablo publicou um desagravo ao colega via face, criticando duramente a Prefeitura e à Reitoria, creditando a eles a responsabilidade pela demissão do radialista e se solidarizando com ele.

“Falo por mim”, ressaltou Pablo no texto.

Agora foi a vez de Planella devolver a solidariedade. Ele comentou na postagem em que Pablo anuncia sua saída do DP:

“Fazer jornalismo com independência em Pelotas é o maior desafio, vivemos a época dos senhores feudais, sempre tivesses uma postura ética, correta e com princípios, fosses arrojado em tudo que coordenasses. Seria mais fácil ceder pressões e evitar perturbações, mas o verdadeiro jornalista faz o que fizesses, cabeça erguida e sou teu eterno admirador”.

Não é possível afirmar com segurança que Pablo e Planella foram abatidos por franco-atiradores de cores partidárias em disputa por mais poder, embora nos bastidores seja a versão que prevaleça. No máximo, podemos hoje procurar enxergar a verdade na análise do conjunto dos fatos e sinais.

Por ainda falar nisso, outro sinal: domingo passado, dia 16, dois dias antes de degola de Pablo, a Coligação de Eduardo Leite a Governador foi à Justiça Eleitoral contra o Amigos de Pelotas, acusando o site de veicular conteúdos prejudiciais à imagem do candidato e requerendo que apagássemos seis postagens (leia mais aqui).

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O Amigos de Pelotas tem estrutura mínima, reduzida a mim e a poucos colaboradores tão espontâneos quanto generosos. Mesmo assim, além de pedir a exclusão das postagens, a Coligação de EL ainda requereu que eu pague R$ 30 mil a título de indenização.

Com os fatos e as circunstâncias citadas neste post, é possível estabelecer uma conexão, um nexo e formar um juízo inicial.

Cedo ou tarde, a verdade aparece, mesmo que aos poucos. Quando isso acontece, todos ficamos menos hipócritas e mais alertas para a realidade que nos cerca, por vezes manifesta na pretensão do sufocamento.

Minha solidariedade ao Pablo, ao Planella e a todos os que, em respeito à dignidade da malfadada profissão de jornalista, se importam com a vida e com quem dá valor a ela.

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Empresa & Consumo

Obras do Plaza Mayor (Parque Una) começaram um mês antes do prazo

A obra de construção do Plaza Mayor, torre anunciada em maio deste ano pela Idealiza Urbanismo para o Parque Una, começou antes do prazo previsto em contrato. O início, planejado para setembro, ocorreu um mês antes, em agosto. O engenheiro responsável pela obra, Carlos Wilson Radtke Tavares, informou que o trabalho avança em ritmo normal. […]

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A obra de construção do Plaza Mayor, torre anunciada em maio deste ano pela Idealiza Urbanismo para o Parque Una, começou antes do prazo previsto em contrato. O início, planejado para setembro, ocorreu um mês antes, em agosto.

O engenheiro responsável pela obra, Carlos Wilson Radtke Tavares, informou que o trabalho avança em ritmo normal. “Neste momento, 50% das fundações do prédio estão prontas”, disse.

A previsão oficial de entrega é dezembro de 2021.

Até este momento, 85% do total de unidades foram vendidas, 35 unidades de 44, um desempenho excelente.

O confortável Plaza terá apartamentos com três dormitórios, piscina com borda infinita, ventilação cruzada, orientação solar dupla e tripla, churrasqueira, sacada e panorâmica de 180º do Parque. Há opções de apartamento com até duas vagas de garagem.

O empreendimento ultrapassa a noção convencional de “luxo”.

É o que se chama de “pós-luxo”, conceito em que beleza e bem-estar se sobrepõem às aparências, e que pode ser definido também assim: “Uma percepção de que, na vida, o mais importante não é acumular, mas usufruir; não é parecer, mas ser; não é se encastelar, mas compartilhar”.

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Plaza

Plaza

Parque Una

O Parque Una

O Parque Una é mais que um convencional empreendimento imobiliário. Há um conceito inovador na concepção do bairro planejado para 8000 pessoas.

“Eles estão criando novos centros”, diz o arquiteto pelotense Guto Kings. Ele se refere a Fabiano de Marco e Ricardo Costa, sócios da Idealiza Urbanismo, autora do Una.

Quando King fala “novos centros” está dizendo que o Una terá vida e dinâmica próprias tão ou mais atraentes quanto o centro antigo de Pelotas, que tem como ponto de encontro o tradicional Café Aquário.

Grande parte dos imóveis do Una tem sido adquirida por pessoas que viviam e trabalhavam em regiões nobres, com a avenida Dom Joaquim, e ansiavam por mais conforto e tranquilidade.

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Empresa & Consumo

Direito de vizinhança, parte 2

Prosseguindo nos direitos de vizinhança, tema introduzido na Parte 1, convém abordar um assunto muito importante dentro desta perspectiva de regramento que torna possível a coexistência de propriedades próximas. Trata-se do direito de construir, que encontra seu principal fundamento no art. 1.299 do Código Civil, o qual dispõe que: o proprietário pode levantar em seu terreno as construções […]

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Prosseguindo nos direitos de vizinhança, tema introduzido na Parte 1, convém abordar um assunto muito importante dentro desta perspectiva de regramento que torna possível a coexistência de propriedades próximas. Trata-se do direito de construir, que encontra seu principal fundamento no art. 1.299 do Código Civil, o qual dispõe que: o proprietário pode levantar em seu terreno as construções que lhe aprouver, salvo o direito dos vizinhos e os regulamentos administrativos.

É justamente nos limites deste direito que o ordenamento jurídico propõe regras para o bom convívio entre vizinhos, das quais serão sinteticamente analisadas a seguir.

O art. 182 da Constituição Federal prevê que toda cidade com mais de vinte mil habitantes deve possuir um plano diretor. Bem por isso, antes de qualquer construção, o interessado necessita de uma autorização do Poder Público, pedido este que deve ser instruído com a competente planta do prédio a ser edificado. Dessa forma, havendo algum tipo de conflito, sempre é aconselhável verificar se a obra, objeto do litígio, está devidamente regularizada junto ao órgão competente. Pode evitar prejuízo maiores.

Planejada uma construção, algumas regras legais devem ser observadas para que não seja lesado direito alheio, principalmente das propriedades mais próximas. Uma destas se refere a proibição doestilicídio, ou seja, o despejamento de água sobre as propriedades vizinhas. Para tanto, a edificação deve ser planejada para evitar esta situação, sendo que, caso ocorra, o vizinho lesado deverá ajuizar medidas necessária, sob pena de estabilização com o transcurso do tempo e impossibilidade de reversão.

No mesmo sentido, as edificações deverão se abster de poluir ou inutilizar as fontes de águas e poços artesianos existentes no local. Caso ocorra, e a ação provocar danos à saúde, seja humana ou até mesmo de animais, ou, ainda, destruição da flora, o autor poderá responder criminalmente. Aliás, o ordenamento jurídico veda a retirada de poço ou nascente da propriedade vizinha, tanto estes destinados ao consumo doméstico, quanto aos destinados a qualquer tipo de atividade econômica.

Por outro lado, caso haja necessidade de adentrar ao prédio vizinho para a realização de algum serviço, poderá a parte interessado o fazer mediante a autorização do proprietário.

Outro assunto que é recorrente causa de desentendimentos, é a questão da privacidade. Se tratando de prédios em área urbana, para a abertura de janela, o proprietário deve guardar uma distância de, no mínimo, metro e meio do terreno vizinho. Já em área rural, esta distância aumenta para três metros.

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Importante observar algumas situações envolvendo a parede divisória, ou seja, aquela construída sobre a linha que divide dois terrenos. Sua edificação não há qualquer obstáculo legal, sendo que todas as despesas correm por conta de quem a construiu.

Junto a esta parede, deve ser evitada qualquer edificação que possa provocar danos ao prédio vizinho, principalmente quando se trata de instalações industriais, que possuem possibilidades concretas de provocar infiltrações.

Merecem uma observação, também, as chamadas obras acautelatórias, obrigatórias quando um serviço ou construção puder causar algum prejuízo à segurança do prédio vizinho. A título de exemplo, cite-se a construção de muro de arrimo ou levantamento de colunas de sustentação.

Mas o que fazer em caso de descumprimento destas determinações legais? Se não houver acordo amigável entre as partes, algumas medidas judiciais poderão ser tomadas. Quando o proprietário ou possuidor do imóvel estiver sofrendo, ou tenha justo receio de sofrer, dano ou prejuízo pelo uso nocivo ou ruína de prédio vizinho, poderá ingressar judicialmente com a Ação de Dano Infecto, instrumento este que se utiliza da cominação de sanção pecuniária até que até que cesse a situação, ou, dependendo da situação, a possibilidade de prestação de caução pelo dano eminente.

Outrossim, se o desejo é embargar ou impedir o prosseguimento de construção que desatenda normas legais, ou ponha em risco a segurança do seu prédio, poderá fazer uso da Ação de Nunciação de Obra Nova. Relembrando que quando se trata do termo vizinho, a doutrina e jurisprudência não se restringem apenas aos prédios contíguos, mas qualquer outro imóvel das proximidades.

Importante reiterar que o prejudicado, em situações que não envolvam risco à segurança, deverá tomar as medidas cabíveis de imediato, tendo em vista que a sua inércia poderá configurar uma situação de servidão, ou seja, a sujeição obrigatória daquela situação.

Por fim, sempre é aconselhável procurar uma solução extrajudicial nos conflitos envolvendo vizinhos, até mesmo para preservar uma boa relação com estas pessoas que possuem um grande potencial de você cruzar na rua diariamente. No entanto, caso não seja possível, o ordenamento jurídico e seus instrumentos processuais podem proteger o direito lesado.

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