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Opinião

PPPs precisam de um ‘exame de fundo de olho’

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O debate político no Brasil está contaminado pelas paixões, sobretudo após o que revelou a Lava Jato. Em períodos assim, nossa obrigação é procurar aprender as lições que nos ensinam os fatos e avançar à luz da racionalidade, abandonando as trevas em vez de acentuar os matizes sombrios.

Infelizmente, persiste quem aposta na escuridão, movido por velhas finalidades políticas, partidárias, eleitorais, como vem ocorrendo em torno do tema das Parcerias Público Privadas, as chamadas PPPs.

Há quem discorde com coerência. Ótimo! Há, porém, quem simule a coerência. Marcar uma posição não pode ser maior do que o bem-estar da coletividade como um todo, sobretudo se a posição não encontrar correspondência na realidade.

Fato: a prefeitura não tem como universalizar o saneamento, pois não possui receita para isto, nem capacidade de endividamento. Somos uma cidade com baixa arrecadação e orçamento, muito aquém da demanda da população por serviços públicos de qualidade. Logo, se quisermos avançar no fundamental quesito do Saneamento Básico, precisamos encontrar outra solução factível. Qual? Hoje, a solução são as PPPs, previstas na legislação federal, estadual e municipal.

Assunto seriíssimo para o futuro de Pelotas, como, por exemplo, a PPP da universalização do saneamento, numa cidade que convive com esgotos a céu aberto e abastecimento precário ou inexistente, exige de nós uma racionalidade acima dos tristes cabos-de-força acionados pelas paixões partidárias, que, no ambiente atual, não deveriam mais ser utilizadas como máscaras para esconder ambições na cena político-partidária.

Quem aposta na escuridão, aplica nela efeitos de luz que distorcem o cenário.

Iluminado, o cenário é este: a prefeita tem enfatizado que a mensagem enviada pelo Executivo à Câmara propõe uma atualização da lei municipal das PPPs, de 2005, harmonizando-a com a legislação federal. Nada além. Diz ainda que a mensagem não visa privatizar o Sanep. A rigor, está certa. Privatizar é “vender”, coisa muito diferente de uma parceria entre o poder público e a iniciativa privada.

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Em PPP, o poder público cede a concessão do serviço à iniciativa privada por um período de tempo, sem perder patrimônio, mas ganhando-o, já que todas as benfeitorias que foram feitas permanecem sob o poder da Municipalidade. Está claro também que a Lei Orgânica do Município mantém a previsão de consulta à população, por plebiscito, se algum dia um governante quiser privatizar um bem público.

Em sentido estrito, estes são os fatos.

O que vem depois são elucubrações sem assento na objetividade. Por exemplo, alguns têm interpretado que uma PPP é uma “forma de privatização” ou um “primeiro passo rumo à privatização”.

Os fatos, stricto sensu, não dizem isso. Mas vá lá…

Por suposição, digamos que a PPP venha a ser, como uma voz ou outra aventa, um “primeiro passo” rumo à privatização do Sanep, isso não deveria assustar, pelo fato objetivo de que a Lei Orgânica assegura que os pelotenses serão obrigatoriamente consultados em plebiscito. Ou seja, a segurança jurídica está dada, clareando a arena, à espera de debates à luz da razão, sem o impulso da tentação política e ideológica.

O capítulo sobre o “Grande Baile da Ilha Fiscal do Brasil” terminou. Com todas as máscaras depostas no salão, todo mundo sabe muito bem quem é quem. Neste ponto, querer apagar a luz para recomeçar a baile é uma angústia sensorial descabida. Temerária angústia, já que a brincadeira da adivinhação dos outros por trás das mascarás perdeu a graça.

Todos esperam pelo próximo baile. Na verdade, ele já começou e seu desafio é outro: adivinhar quem é o outro por trás da cara limpa.

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Na verdade, o desafio não é mais adivinhar. Trata-se de um exame de fundo de olho, como fazem os oftalmologistas com aquela luz acoplada no sobrolho.

O passo adiante todo mundo sabe. Máculas identificadas, a solução são lentes que levem as pessoas a enxergar, senão adequadamente, melhor.

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Cultura e diversão

Cinema: Bar doce lar. Por Déborah Schmidt

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Bar Doce Lar acompanha o protagonista JR (interpretado pelo carismático Daniel Ranieri quando criança e Tye Sheridan na juventude). Com o pai ausente desde o seu nascimento, ele se aproxima de seu tio Charlie (Ben Affleck), dono de um bar em Long Island, quando vai morar na mesma casa com ele, sua mãe (Lily Rabe) e seu avô (Christopher Lloyd).  

Baseado no livro de memórias “The Tender Bar” de J.R. Moehringer, vencedor do Pulitzer, o longa é dirigido por George Clooney com o roteiro adaptado por William Monahan, vencedor do Oscar por Os Infiltrados. Assim como muitas cinebiografias inspiradas em memórias, a trama foca na jornada de descobrimento e amadurecimento do protagonista.

Um dos atores mais renomados de Hollywood, George Clooney iniciou sua carreira como diretor de forma promissora com Confissões de uma Mente Perigosa, e desde então entregou bons filmes como Boa Noite e Boa SorteTudo pelo Poder Caçadores de Obras-Primas. Seu último filme, O Céu da Meia-Noite, apresentou uma complexa ficção científica, e, com Bar Doce Lar, o diretor optou por seguir um caminho totalmente diferente. Falando em galãs de Hollywood, Ben Affleck tem aqui uma atuação sólida, porém, no modo automático, e que pode lhe render uma indicação ao Oscar de melhor ator coadjuvante. Pessoalmente, prefiro a interpretação do ator como o temido Conde Pierre d’Alençon, em O Último Duelo, de Ridley Scott.  

Com uma narrativa que explora a relação entre os personagens, o filme é sobre a dinâmica familiar e a busca pelos seus sonhos. A jornada pessoal de JR ganha mais destaque durante a sua infância devido ao seu constante aprendizado e aos conselhos dados pelo sábio tio, em um relacionamento que tenta suprir a ausência de seu pai, conhecido como “A Voz” por trabalhar no rádio. Quando vamos para sua juventude, a produção perde bastante de seu brilho, mostrando o caminho percorrido por ele para se tornar um escritor.  

Bar Doce Lar é uma história simples e linear sobre família e amadurecimento, sem nenhuma reviravolta. Disponível na Amazon Prime Video.

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Brasil e mundo

PoderData mostra que Lula pode vencer no 1º turno. E ele bate qualquer adversário no 2º turno

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 A empresa de pesquisas PoderData divulgou na noite desta 5ª feira a primeira pesquisa pré-eleitoral de 2022. Lula, o ex-presidente do PT que tentará o 3º mandato, tem 42% das intenções de voto no 1º turno.

Em segundo lugar vem Jair Bolsonaro (PL), com 28%.

Sérgio Moro (Podemos) tem 8%.

Ciro Gomes (PDT) tem 3%.

João Doria (PSDB) tem 2% – mesmo percentual obtido por André Janones (Avante).

Os senadores Alessandro Vieira (Cidadania) e Simone Tebet (MDB) obtiveram 1% cada um.

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A soma de todos os adversários é 45%. Dessa forma, na margem de erro, que é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, é possível, segundo a área técnica do PoderData, um cenário de vitória de Lula em 1º turno.

A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-02137/2022 e foi realizada em parceria pelo site Poder360 e pelo Grupo Bandeirantes.

Os dados foram coletados por entrevistas telefônicas entre os dias 16 e 18 de janeiro de 2022. Foram contabilizadas 3.000 entrevistas em 511 municípios de todos as unidades da federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

“É a 2ª vez a pesquisa PoderData registra um empate técnico entre Lula e a soma de todos os outros nomes testados. A 1ª foi em julho de 2021, quando o petista tinha 43% contra 44% de uma lista menor de adversários”, registrou o Poder360 no texto de divulgação do levantamento.

Segundo o levantamento, Lula vence com larga margem no Nordeste, Sudeste e Sul e também entre mulheres e em todas as faixas de renda e de escolaridade. Bolsonaro só vence no Norte (46% x 37% de do ex-presidente). No Centro Oeste os dois principais candidatos estão empatados ( 36% x 35%). Bolsonaro vence entre eleitores homens – 41% a 35%.

Em ensaios de 2º turno, no levantamento do PoderData, Lula vence todos os candidatos por margem mínima de 22 pontos percentuais (Lula, 54% x 32% Bolsonaro) e máxima de 32 pontos – Lula, 48% e Doria 16%.

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Brasil e mundo

“Você não pode acabar assim”

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O ator Lima Duarte gravou um vídeo para o Instagram com um recado à colega Regina Duarte. Ele critica o fato de ela se ter revelado “Bolsonarista”. Na verdade, lamenta.

“Trabalhamos 10 anos juntos. Não pode acabar assim, Regina. Capricha! Capricha pra não acabar assim”.

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